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Agência Câmara,16
de janeiro de 2010
Proposta exclui arbitragem de ações que envolvam
um só trabalhador
A Câmara analisa o Projeto de Lei 5930/09, do deputado Carlos
Bezerra (PMDB-MT), que muda a atual Lei da Arbitragem (Lei 9307/96)
para excluir do seu âmbito a arbitragem quando as relações
trabalhistas envolverem apenas um indivíduo.
O autor argumenta que a mudança será benéfica
para os trabalhadores. Segundo ele, basta o "simples bom senso" para
demonstrar que o instituto da arbitragem só pode ser aplicado,
com justiça, entre partes que dispõem das mesmas
prerrogativas, o que não ocorre quando há de um lado
a empregadora e do outro apenas um único trabalhador.
O deputado cita como exemplo um trecho de um relatório
do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Aloysio Corrêa
da Veiga publicado pelo jornal Valor Econômico em maio
de 2009.
De acordo com o ministro, a arbitragem não funciona bem
nesses casos porque, além de o empregado estar obviamente
subordinado ao empregador, ele não possui os mesmos meios
para se defender, inclusive perante o Judiciário.
Carlos Bezerra afirma que seguiu raciocínio semelhante
com o projeto apresentado, que visa, segundo ele, a coibir essa
prática. “Em casos como esse a arbitragem acaba
dando ares de legalidade a uma negociação sempre
injusta para o empregado e da qual ele acaba saindo lesado”,
explica.
Tramitação
O projeto tem caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
15/01/2010
Empregado com estabilidade provisória demitido ganha indenização
de R$ 100 mil
A Caraíba Metais S.A. não conseguiu reformar,
no Tribunal Superior do Trabalho, decisão regional que
a condenara a reintegrar empregado que adquiriu doença
profissional em virtude das atividades desenvolvidas na empresa
e ao pagamento de indenização por danos morais
no valor de cem mil reais.
A Sétima Turma do TST, por unanimidade, seguiu voto relatado
pelo ministro Guilherme Caputo Bastos e negou provimento ao agravo
de instrumento da Caraíba Metais. Com esse resultado,
prevalece a decisão do Tribunal do Trabalho baiano (5ª Região)
que determinou a reintegração aos quadros da empresa
e o pagamento de indenização, uma vez que a matéria
não poderá ser rediscutida no TST, por meio de
recurso de revista, como pretendia a empresa.
O relator explicou que o TRT observara os fatos e provas no
processo para chegar à conclusão de que havia nexo
de causalidade entre as atividades desempenhadas pelo trabalhador
na empresa (intenso levantamento e transporte de peso) e a doença
adquirida (LER / DORT). Além do mais, afirmou o ministro,
o Regional constatara que a empresa agiu com negligência
e não tomou os cuidados necessários para impedir
os prejuízos causados à saúde do trabalhador.
Nessas condições, cabia o pagamento de indenização
por dano moral ao empregado, concluiu o Regional.
Ainda segundo o TRT, o trabalhador deveria ser reintegrado diante
do reconhecimento da nulidade da dispensa, pois, quando foi demitido,
ele era detentor de estabilidade provisória decorrente
de doença profissional relacionada com a execução
do contrato (estava em tratamento e recebendo auxílio-doença).
Na prática, a empresa foi obrigada a restabelecer o vínculo
de emprego, já que o trabalhador está em gozo de
benefício previdenciário.
No recurso ao TST, a empresa insistiu na tese de que os problemas
de saúde desenvolvidos pelo empregado não tinham
relação com os serviços de limpeza e apoio
a unidades operacionais realizados por ele e que também
não havia comprovação de que estivesse incapacitado
para o trabalho. Entretanto, como destacou o relator, ministro
Caputo Bastos, os argumentos levantados pela empresa diziam respeito
aos fatos e provas analisados em instância ordinária – impossíveis
de serem revistos no TST (Súmula nº 126). (AIRR – 404/2005-133-05-40)
(Lilian Fonseca)
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
14/01/2010
Limitação de idas ao banheiro não
caracteriza dano moral
Um operador de telemarketing da Teleperformance CRM S.A, que
alegava ter sido impedido de utilizar o toalete durante a jornada
de trabalho, não obteve, na Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho, reforma da decisão regional que
lhe negou o direito a indenização por danos morais.
A relatora do recurso de revista, juíza convocada Maria
Doralice Novaes, ressaltou que não ficou demonstrado que
o trabalhador foi impedido de ir ao banheiro ou que tenha sofrido
algum tipo de constrangimento.
O ex-empregado alegava que o fato de ter sido impedido de utilizar
o toalete o teria constrangido perante os colegas. Na instância
inicial, ficou demonstrado que os operadores necessitavam de
autorização para utilizar o banheiro, havendo previsão
de advertência quanto à demora para o retorno ao
posto de trabalho. No entanto, não ficou comprovado o
impedimento alegado pelo funcionário, que teve seu pedido
de indenização indeferido.
Para tentar modificar o resultado, o trabalhador recorreu ao
Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO),
que manteve a sentença. O Regional salientou que, no caso,
deve-se observar a natureza das atividades desenvolvidas pela
empresa, em que os postos de atendimento não podem ficar
abandonados, pois a empresa é fiscalizada pela Anatel
quanto à qualidade dos serviços.
Ao julgar o recurso do ex-empregado no TST, a juíza convocada
Maria Doralice observou que em momento algum ficou comprovada
a existência de “controle das necessidades fisiológicas” do
empregado, mas sim de uma limitação das saídas
de todos os empregados de seus postos de trabalho a fim de impedir
que um grande número de empregados saísse ao mesmo
tempo. Sem ter verificado qualquer violação de
lei no acórdão do TRT da 18ª Região
e nem divergência jurisprudencial que possibilitassem a
apreciação do mérito, a Sétima Turma
não conheceu do recurso de revista. (RR-136900-90.2007.5.18.0010/Numeração
antiga: RR - 1369/2007-010-18-00.3)
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Agência
Diap, 13 de janeiro de 2010
Piso necessário: salário mínimo
deveria ser de R$ 1.995,91, aponta Dieese No mês de dezembro, o brasileiro precisava de um salário
mínimo de R$ 1.995,91 para poder arcar com suas despesas
básicas, de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
O cálculo foi feito com base no valor do mínimo
anterior, de R$ 465, que vigorou de fevereiro a dezembro do ano
passado.
A entidade verificou que são necessários 4,29
vezes o mínimo para suprir as demandas básicas
do trabalhador.
O salário mínimo necessário é o
que segue o preceito constitucional de atender às necessidades
vitais básicas do cidadão e de sua família,
como moradia, alimentação, educação,
saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e
previdência social, sendo reajustado periodicamente para
preservar o poder de compra.
Cesta x salário
Em julho do ano passado, o piso deveria ser de R$ 2.178,30,
o maior valor já calculado pelo Dieese. Nesta época,
o mínimo vigente era de R$ 415.
Em dezembro, o comprometimento da renda com os gastos com a
cesta alcançava 47,10% do salário mínimo,
ante os 57,18% exigidos no último mês de 2008.
Veja o movimento do salário mínimo vigente e o
necessário:
Janeiro: R$ 415; R$ 2.077,15
Fevereiro: R$ 465; R$ 2.075,55
Março: R$ 465; R$ 2.005,57
Abril: R$ 465; R$ 1.972,64
Maio: R$ 465; R$ 2.045,06
Junho: R$ 465; R$ 2.046,99
Julho: R$ 465; R$ 1.994,82
Agosto: R$ 465; R$ 2.005,07
Setembro: R$ 465; R$ 2.065,47
Outubro: R$ 465; R$ 2.085,89
Novembro: R$ 465; R$ 2.139,06
Dezembro: R$ 465; R$ 1.995,91
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Vermelho, 12 de janeiro de 2010
Senador quer Comissão Especial
para consolidar leis sociais
O senador Paulo Paim (PT-RS) defende a criação de
uma Comissão Especial, formada por senadores e deputados,
para discutir e votar a Consolidação das Leis Sociais
(CLS). O projeto está sendo preparado pelo governo federal
para ser encaminhado ao Congresso. "Diversos ministros estão
tratando do tema, sob a orientação do presidente
Lula. Pela abrangência e amplitude desta proposta, ela deve
ser analisada por uma Comissão Especial para que seja aprovada
ainda este ano" afirma Paim.
Programas como o Bolsa Família, Prouni e Minha Casa,
Minha Vida já fazem parte da legislação
brasileira, mas outros foram criados por portarias e decretos
e devem ser transformados em lei."
É uma ideia brilhante reunir o que há de melhor
nesta área e transformar programas de governo em política
de Estado, permanente e de longo prazo. As leis ficam, independentemente
da mudança dos governantes", explica Paim.
Para o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP),
as políticas sociais contribuíram para manter a
qualidade de vida da população e recompor o nível
de atividade econômica durante a crise internacional e é preciso
reafirmar o papel da inclusão social como um dos eixos
do desenvolvimento brasileiro.
"É hora, enfim, de dar os primeiros passos para
consolidar nossas leis sociais e elevá-las, de maneira
segura, à condição de políticas de
Estado", afirma Mercadante.
Para o senador Paim, a Consolidação das Leis Sociais
representa um avanço semelhante à Consolidação
das Leis Trabalhistas (CLT), criada por Getúlio Vargas
na década de 1940 para reunir e sistematizar toda legislação
trabalhista da época.
Papel importante
Segundo o estudo "Brasil em desenvolvimento: Estado, Planejamento
e Políticas Públicas", do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em 2009, os programas
de transferências de renda e previdência social tem
efeito imediato no consumo das famílias, na estabilização
da renda de famílias mais vulneráveis ao desemprego
e evita a deterioração da distribuição
de renda.
O levantamento destaca a importância do Bolsa Família
no contexto dos programas sociais brasileiros. Segundo o relatório,
este programa "tem número de beneficiários
comparável ao de grandes políticas, como saúde,
educação e previdência social, que perfazem
a espinha dorsal da política social brasileira.
Pode-se pensar que o Programa Bolsa Família cumpriu importante
papel nesta primeira fase. São conhecidos seus impactos
na redução da pobreza, na diminuição
da desigualdade de renda, no aumento da frequência escolar
e na garantia de que as crianças beneficiárias
não se submetam mais ao trabalho infantil".
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Folha de S.Paulo, 11 de janeiro de 2010
Crédito imobiliário avança e flerta com derivativo
no país
Plano é transformar empréstimos a mutuários
em títulos negociados no mercado para elevar os recursos
disponíveis | Crédito para o setor em relação
ao PIB é inferior ao de outros emergentes; modelo levado
ao extremo detonou a crise de hipotecas nos EUA
TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL
O mercado imobiliário brasileiro, um dos mais atrasados
do mundo em termos de crédito, se prepara para dar o seu
maior salto a partir deste ano. A aposta é repetir o sucesso
das empresas brasileiras que abriram capital e buscar recursos
para o financiamento da compra de imóveis no mercado de
capitais, incluindo o uso de derivativos, como ocorre nas principais
economias do mundo.
Para atrair o dinheiro dos fundos de pensão e de investimento,
os empréstimos têm de passar pelo processo de "empacotamento",
chamado de securitização, em que são convertidos
em título com liquidez no mercado. Nele, uma dívida
de 30 anos vira um papel com preço, variando de acordo
com um "rating" (nota) dado por agência de risco,
oferta e demanda.
Essa "engenharia", que usa derivativos [contratos
que "derivam" de outro ativo; no caso, de crédito]
foi amadurecida nos EUA, onde papéis de alto risco levaram à crise
das hipotecas de segunda linha ("subprime").
Para os fundos de investimento, os papéis imobiliários
podem se tornar opções de baixo risco de crédito
-a inadimplência gira em 2,5%- com ganho superior ao dos
títulos do governo. Até há pouco tempo,
não havia mercado para esses papéis devido ao baixo
retorno. Já os fundos de pensão têm interesse
em papéis com vencimento daqui 20 anos, quando pagarão
mais aposentadorias.
"Todas as condições estão dadas para
esse mercado decolar. E sem os excessos vistos nos EUA",
disse Fernando Brasileiro, presidente da Cibrasec, maior securitizadora
do país.
Flexibilizar a poupança
O caminho de acesso ao mercado de capitais passa pela flexibilização
das regras da poupança, principal fonte de recursos do
setor, que poderia ser melhor aproveitada se os bancos não
tivessem de esperar até a última prestação
do imóvel para retirá-lo do balanço.
Hoje, os bancos precisam manter em carteira empréstimos
imobiliários correspondentes a 65% da captação
da poupança, sob pena de o montante não utilizado
ficar retido como compulsório sem remuneração
no Banco Central.
Com um pequeno ajuste na regra, as instituições
financeiras poderiam utilizar os 65% da poupança, e ainda
ficar livres para ""empacotar" o empréstimo
e vendê-lo no mercado.
A proposta tem apoio do governo e do Banco Central. A Folha
apurou no BC que a única objeção é que
os bancos "reciclem" recursos baratos da poupança
e usem o dinheiro para empréstimos de retorno maior, ou
seja, que não destinem ao crédito imobiliário.
Entidades do setor defendem que os bancos cumpram os 65% de
direcionamento somente pela originação do empréstimo.
Dessa forma, o banco "recicla" o dinheiro da poupança,
embolsa o lucro total da operação antes do vencimento,
e obtém dinheiro novamente para fazer outro empréstimo
utilizando o mesmo volume de recursos.
"O Sistema Financeiro da Habitação incentiva
os bancos a não fazerem novas concessões para manter
o estoque de crédito. Precisamos reoxigenar esse processo",
diz o advogado Alexandre Assolini, presidente da comissão
criada pela BM&F Bovespa para estudar como destravar o crédito
imobiliário.
"Estamos falando em colocar uma rodinha no crédito
imobiliário. Enxergamos 2010 como o ano em que a gente
vai ter um novo sistema de financiamento, com a conjugação
dos mercados imobiliário e financeiro", disse Celso
Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP (sindicato do setor em
São Paulo).
A flexibilização da poupança tem potencial
para alavancar o crédito imobiliário, que não
passa de 2,7% do PIB, atrás de México (9%), Chile
(17%) e EUA (65%), entre outros.
Segundo especialistas, o atraso do Brasil no crédito
imobiliário é uma das últimas heranças
do período inflacionário. Só não
aconteceu ainda porque o país tinha juros altos, que impediam
financiamentos longos -em seis anos, uma dívida duplica
com juro anual de 12%.
O Brasil é também um dos países com menor
participação do mercado de capitais no financiamento
imobiliário. Segundo a consultoria Accenture, só 2,3%
do crédito imobiliário veio do mercado; nos EUA,
chega a 63%, e, no México, a 8%.
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Monitor Mercantil, 10 de janeiro de 2010
Crise sem fim: "Emergentes" submissos pagarão
conta dos ricos
Países "em desenvolvimento" subservientes poderão
ser chamados a pagar a conta da crise para os ricos. A advertência é do
economista e cientista social Theotonio dos Santos, da Universidade
Federal Fluminense (UFF), ao analisar o relatório do Laboratório
Europeu de Antecipação Política (Leap), divulgado
em meados de dezembro, que trata da questão das dívidas
e dos déficitsdnos países ricos em 2010.
Para Santos, não se pode prever por quanto tempo os ricos
conseguirão manter as taxas de juros baixas e as injeções
de liquidez. "Haverá tentativa de captar recursos
onde existe liquidez — a China, mais de US$ 2 trilhões
em reservas ou Japão, US$ 1 trilhão. O PC chinês
quer restringir compras, enquanto no Japão há uma
resistência muito grande contra as políticas pró-americanas",
diz.
Ele lembra que Rússia e Brasil vêm logo em seguida
no ranking dos detentores de títulos do Tesouro norte-americano. "Só que
o governo brasileiro já começou a ceder e transferir
recursos, aplicando em títulos dos EUA e fazendo aporte
de US$ 10 bilhões no FMI, em vez de aplicar no desenvolvimento
do país", avalia.
Santos prevê tensões internas nos países
cujo equilíbrio fiscal e de preços está ameaçado: "Eles
não têm condições de pagar juros altos
por causa do volume da dívida. Somente os loucos brasileiros
se dispõem a gastar um terço do Orçamento
com juros", disse, acrescentando que o aumento de impostos
também será rechaçado. "O mundo que
se está configurando é o da captação
de liquidez. Deveríamos estar investindo essa liquidez
no desenvolvimento, mas preferimos aceitar a pressão",
afirma.
A informação é do Monitor Mercantil
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Gazeta do Povo, 9 de janeiro de 2010
Negócios
Para CSN, cimento é oportunidade
O interesse da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)
em comprar a cimenteira portuguesa Cimpor surgiu depois que a Lafarge
ofereceu vender sua fatia de 17% para a siderúrgica, de
acordo o presidente da empresa, Benjamin Steinbruch. Segundo
ele, um banco de investimento ofereceu o negócio “muito
tempo” antes de a CSN lançar a oferta hostil
pela Cimpor. “Na ocasião começamos a avaliar
e achamos que seria uma boa oportunidade para internacionalização”,
disse.
Segundo Steinbruch, a CSN está em busca da sua internacionalização
há três anos, período em que tentou a compra
das siderúrgicas Corus e Sparrows Point, sem sucesso.
Ele explicou que a intenção inicial era comprar
ativos de minério e aço, mas ele lembrou que a
Cimpor está presente em vários países emergentes,
o que deve gerar negócios nos próximos anos. A
oferta de compra feita há duas semanas não
foi aceita pelo conselho de administração da companhia
portuguesa.
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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de janeiro de 2010 | Economia
País criou mais de 1 milhão
de vagas em 2009, diz Lupi
Agência Estado O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse hoje que
o Brasil deve ter criado, em 2009, mais de um milhão de
empregos formais. Até novembro, o País gerou 1,4
milhão de empregos com carteira assinada.
Levando-se em conta que, em dezembro, sazonalmente, há uma
perda de postos de trabalho em razão da dispensa dos contratos
temporários de final de ano, o saldo final do ano deve
ficar em torno de um milhão de postos de trabalho.
"Haverá uma perda de cerca de 300 mil empregos,
como sempre ocorre, em dezembro. Mas teremos um saldo de geração
de empregos de mais de um milhão. Isto, em um mundo que
está desempregando, é uma mostra inequívoca
do poder da economia brasileira", disse Lupi, durante entrevista
ao programa Bom Dia Ministro, da Radiobrás, hoje pela
manhã.
Para 2010, Lupi estima a criação de mais de dois
milhões de empregos formais. "Eu prevejo que, em
2010, a gente tenha o melhor ano do governo Lula para a geração
de emprego e para o crescimento da economia", disse o ministro
que, otimista, projeta ainda uma expansão de 7% da economia
neste ano. "Sou mais otimista (que os analistas de mercado).
Acho que economia vai crescer 7% e vamos gerar mais de 2 milhões
de empregos (em 2010)", disse.
O ministro disse ainda que, hoje, o "grande gargalo" na área
do mercado de trabalho é o profissional qualificado. "Às
vezes, você tem emprego, mas não tem trabalhador
qualificado. É sapato apertado, cobertor curto",
disse o ministro, destacando que há muitos anos não
havia no Brasil programas de qualificação profissional
e que, em 2009, cerca de dois milhões de trabalhadores
foram atendidos por estes programas do governo, o que ainda é pouco
na sua avaliação.
"Precisávamos ter capacidade de qualificar, todo
ano, entre três e quatro milhões de trabalhadores.
Mas, isso não acontece de uma hora para outra", disse,
ressaltando a necessidade e a importância das escolas técnicas. "Ainda
estamos aquém do que realmente precisamos", admitiu.
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Agência Câmara,
7 de janeiro de 2010
Proposta garante estabilidade ao pai durante gravidez de esposa
Edson Santos
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 5936/09, do deputado
Sabino Castelo Branco (PTB-AM), que impede a demissão
sem justa causa do trabalhador cuja esposa esteja grávida
e não tenha estabilidade por sua condição.
A proposta estabelece que o trabalhador deverá apresentar
cópia autenticada do registro do nascimento da criança
até 5 dias após o parto. Ele deverá constar
como pai da criança. Caso não entregue, o trabalhador
poderá ser demitido por justa causa e deverá pagar
ao empregador multa equivalente ao seu salário básico
mensal.
De acordo com o autor, a proteção do recém-nascido
cabe a toda a sociedade. Ele lembra que a Constituição
Federal garante à gestante estabilidade provisória
da confirmação da gravidez até cinco meses
após o parto. Porém, argumenta, essa proteção
só atinge as mães empregadas.
Tramitação
A proposta, em tramitação conclusiva, será analisada
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
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Gazeta do Povo, 6 de janeiro de 2010
Trabalho
R$ 765. É o mínimo
que o governo quer
Mínimo regional sobe até 21,5% | Governo propõe
reajuste acima da inflação para piso que determina
rendimento de 350 mil trabalhadores O governo estadual anunciou ontem a proposta de reajustar em
até 21,5% o valor do salário mínimo regional
paranaense. Se aprovada, a correção vai elevar
as faixas salariais dos atuais R$ 605,52 a R$ 629,45 para R$
663 a R$ 765 – valor 50% acima do salário mínimo
nacional, de R$ 510, em vigor desde o dia 1º de janeiro.
A medida deve beneficiar aproximadamente 350 mil trabalhadores
formais (que têm carteira assinada) de categorias que
não têm acordo coletivo de trabalho ou organização
sindical.
Com o aumento previsto para 2010, o mínimo regional paranaense
deve acumular uma alta três vezes superior à inflação
desde que foi criado, em maio de 2006. As faixas salariais variaram
de R$ 427 a R$ 437,80 em 2006, para R$ 663 a R$ 765 em 2010 – com
aumento entre 55% e 75%. Nesses quatro anos, a inflação
medida pelo IPCA acumula alta aproximada de 18%.
Negociação
Apesar de ter sido anunciada na manhã de ontem com ares
de comício durante a Escola de Governo, a proposta para
o reajuste ainda deve passar por um processo de negociação
com as centrais sindicais antes de ser enviada, na forma de Projeto
de Lei, para a Assembleia Legisla¬tiva em 1º de fevereiro.
Os novos valores, se aprovados, entrar am vigor a partir do dia
1º de maio, mas o governo estuda antecipar o reajuste.
Segundo cálculos do Dieese, o novo mínimo poderá adicionar
mensalmente cerca de R$ 174 milhões na economia paranaense.
Contabilizados os direitos trabalhistas, o valor pode chegar
a R$ 2,3 bilhões no ano, o que representa um potencial
de acréscimo de 1,25% no Produto Interno Bruto (PIB) paranaense. “Este é um
valor de referência, numa estimativa que considera que
o piso regional seja adotado por todos os trabalhadores enquadrados
nas faixas salariais e presume que todo este valor seja direcionado
ao consumo”, pondera o economista do Dieese Cid Cordeiro.
De acordo com o secretário estadual de Planejamento, Ênio
Verri, a definição dos índices de reajuste
levou em consideração os salários médios
de admissão em cada um dos setores sujeitos ao reajuste – ou
seja, foi balizada por valores já praticados no mercado. “Este é um
cálculo absolutamente responsável, baseado em uma
política de desenvolvimento via mercado interno. É preciso
ter um salário mínimo que aqueça o mercado
de consumo interno sem prejudicar as empresas”, justifica.
Segundo o secretário, o governo estadual pretende incorporar
ao projeto de reajuste do mínimo regional de 2010 uma
metodologia que também permita calcular os reajustes nos
próximos anos. É uma ideia semelhante ao projeto
que o governo federal tenta aprovar e que determina o reajuste
do salário mínimo até 2023 com base no crescimento
do PIB do ano anterior mais a inflação dos últimos
12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços
ao Consu¬midor (INPC).
“ Nossa dificuldade, no entanto, está em desenvolver
uma fórmula adequada e em como construir um modelo juridicamente
legal que possa ser incorporado ao projeto. Nossa intenção é chegar
a um formato que leve em conta as características e o
desempenho da economia paranaense”, diz.
Outros estados
Além do Paraná, o salário mínimo
regional também é adotado pelos estados de São
Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com
os índices de 2010, o mínimo paranaense deve figurar
como o segundo mais alto do país, atrás apenas
do fluminense, que prevê uma faixa salarial para advogados
e técnicos em contabilidade no valor de R$ 1.308, ainda
sem o reajuste para o ano de 2010. Ao todo, o Rio de Janeiro
conta com 9 faixas, tendo com base o salário de trabalhadores
rurais, fixado em R$ 487,50.
O Rio Grande do Sul adota quatro faixas, que variam de R$ 511,29
a R$ 556,06. Santa Catarina, onde o mínimo regional passou
a valer no dia 1º de janeiro, as quatro faixas variam de
R$ 587 a R$ 679. Já em São Paulo são três
faixas, que variam de R$ 505 – para trabalhadores domésticos
e da agricultura – a R$ 545 – para trabalhadores
de serviços de higiene e saúde.

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Agência
Diap, 5 de janeiro de 2010
Imposto sindical em pauta no Supremo Tribunal Federal "Além de as centrais possuirem natureza sindical (...), a
Constituição não vincula a receita decorrente
da contribuição a entidades específicas, mas à finalidade
da promoção dos interesses dos trabalhadores, o que é compartilhado
pelas centrais sindicais"
Por Luiz Orlando Carneiro, no Jornal do Brasil
O Supremo Tribunal Federal deverá concluir finalmente, no
início deste ano, o julgamento da ação de
inconstitucionalidade proposta pelo DEM, em abril de 2008, contra
os dispositivos da Lei 11.648/08 que, ao reconhecer as centrais
sindicais como entidades representativas dos trabalhadores, a elas
destinou parcela significativa do imposto sindical.
O julgamento da polêmica questão foi interrompido,
há seis meses, com um pedido de vista do ministro Eros
Grau, quando três de seus colegas - Joaquim Barbosa (relator),
Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso - já tinham acolhido
a tese do partido oposicionista de que a Constituição
só prevê esse tipo de contribuição
obrigatória para as confederações representativas
dos sindicatos, e não para as entidades corporativas mais "políticas" do
que "trabalhistas", como a Central Única dos
Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical.
Os ministros Marco Aurélio e Cármen Lúcia
divergiram da maioria então formada, em maior e menor
extensão, respectivamente.
Eros Grau devolveu à Secretaria do STF o seu pedido de
vista no último dia 6 de novembro, e o julgamento pode
ser retomado em fevereiro ou março. Além de Grau,
faltam votar os ministros Ayres Britto, Ellen Gracie, Celso de
Mello e Gilmar Mendes. O ministro Dias Toffoli está impedido
nesse julgamento, já que se posicionou contra a ação
de inconstitucionalidade ajuizada pelo DEM, na condição
de advogado-geral da União.
A expectativa é que - mesmo por um placar apertado -
o Supremo declare que "os recursos advindos da contribuição
sindical têm finalidade específica, vedada sua utilização
para atividades que extrapolem os limites da respectiva categoria
profissional", como defende o advogado do DEM, Thiago Boverio.
Contestação
Quando chefiava a AGU, o mais novo integrante do STF, Dias Toffoli,
contestou a alegação de que a CUT, a Força
Sindical e outras entidades com o mesmo perfil, por não "possuirem
natureza sindical", não poderiam se beneficiar do
chamado imposto sindical.
De acordo com Toffoli, os dispositivos legais questionados na
ação do DEM são constitucionais, já que "além
de as centrais possuirem natureza sindical (...), a Constituição
não vincula a receita decorrente da contribuição
a entidades específicas, mas à finalidade da promoção
dos interesses dos trabalhadores, o que é compartilhado
pelas centrais sindicais".
A Lei 11.648/08 modificou o artigo 589 da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), e determinou que, na distribuição
da contribuição sindical paga pelos trabalhadores,
a central indicada pelo sindicato, receba 10% do total, ficando
60% para o sindicato correspondente; 15% para a federação;
5% para a confederação; e 10% para a "Conta
Especial Emprego e Salário", do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE).
Na sessão de julgamento de junho do ano passado, o ministro-relator
da ação de inconstitucionalidade, Joaquim Barbosa,
afirmou que a CUT e associações similares "não
fazem parte da estrutura sindical, embora possam exercer papel
importante em negociações de interesse dos trabalhadores".
Assim, "não podem ser sujeito ativo ou destinatário
de receita arrecada com tributo destinado a custear atividades
nas quais as entidades sindicais não podem ser substituídas".
Os ministros Lewandowski e Peluso também entenderam que
o princípio da unicidade sindical previsto na Constituição
não autoriza as centrais sindicais a exercer funções
específicas dos sindicatos e federações.
O ministro Marco Aurélio, que abriu a divergência,
sustentou que as centrais têm representação
efetiva, e citou como exemplo a CUT, à qual estão
filiados, na prática, mais de 1.600 sindicatos.
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BEM PARANÁ,
04 de janeiro de 2010 | Cenofisco Informa
Considerações gerais sobre a comissão interna
de prevenção de acidentes - Cipa
Anara Valéria Terbeck A CLT determina em seu artigo 162 que as empresas deverão
manter serviços especializados em segurança e medicina
do trabalho, conforme normas expedidas pelo Ministério
do Trabalho.
O MTE trouxe as Normas Regulamentadoras de que o presente artigo
trata, como a NR - 5, que traz a obrigatoriedade da Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA,
que tem como finalidade prevenir acidentes e doenças decorrentes
do trabalho, acarretando na preservação da vida
e na promoção da saúde do trabalhador.
A CIPA deverá ser constituída por estabelecimento,
sendo obrigatória para todas as empresas privadas, públicas,
sociedades de economia mista, órgãos da administração
direta e indireta, instituições beneficentes, associações
recreativas, cooperativas, bem como outras instituições
que admitam trabalhadores como empregados.
Deverão compor a CIPA membros eleitos pelos empregados
e membros indicados pelo empregador, sendo que o número
de representantes será de acordo com o dimensionamento
constante no Quadro I da Norma Regulamentadora nº. 5. Considerando
os estabelecimentos que não possuam o número mínimo
de empregados para a constituição da CIPA, deverá ser
designado um responsável para cumprir as determinações
impostas pela NR-5.
Vale ressaltar que os membros eleitos pelos empregados para
cargo de direção da CIPA não poderão
ser demitidos arbitrariamente ou sem justa causa desde a candidatura
até um ano após o final de seu mandato. Convém
mencionar que a mesma regra é aplicada aos suplentes eleitos.
A empresa deverá proporcionar o treinamento para os membros
da CIPA, com os seguintes itens:
· Estudo do ambiente, das condições de
trabalho, bem como dos riscos originados do processo produtivo;
Metodologia de investigação e análise de
acidentes e doenças do trabalho;
Noções sobre acidentes e doenças do trabalho
decorrentes de exposição aos riscos existentes
na empresa;
· Noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida – AIDS, e medidas de prevenção;
· Noções sobre as legislações
trabalhista e previdenciária relativas à segurança
e saúde no trabalho;
· Princípios gerais de higiene do trabalho e de
medidas de controle dos riscos;
· Organização da CIPA e outros assuntos
necessários ao exercício das atribuições
da Comissão.
Dentre as atribuições da CIPA, vale destacar a
elaboração de plano de trabalho que possibilite
a ação preventiva na solução de problemas
de segurança e saúde no trabalho, participação
na implementação e controle da qualidade das medidas
de prevenção necessárias, assim como da
avaliação das prioridades de ação
nos locais de trabalho, verificações nos ambientes
e condições de trabalho visando identificar situações
que possam trazer riscos para a segurança e saúde
dos trabalhadores e divulgação aos trabalhadores
de informações relativas à segurança
e saúde no trabalho.
Dessa forma, todos os estabelecimentos que admitam trabalhadores
como empregados, deverão compor a CIPA conforme os requisitos
estabelecidos na Norma Regulamentadora nº. 5.
* Anara Valéria Terbeck é advogada e consultora
Trabalhista e Previdenciária do Cenofisco – Centro
de Orientação Fiscal.
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Agência
Diap, 3 de janeiro de 2010
IR sofrerá pequena redução em 2010 com correção
da tabela progressiva
Por Adriana Fernandes
A mordida do leão da Receita Federal vai ficar um pouco
menor a partir de 1º de janeiro com a correção
de 4,5% da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
Prevista em lei desde 2006, a correção vai permitir
um desconto mensal menor do IR no contracheque do trabalhador
que é obrigado a pagar o tributo.
O teto de isenção do IRPF subirá dos atuais
R$ 1.434,59 para R$ 1.499,15, o que deve diminuir o número
de contribuintes que têm imposto a pagar. É que
quem ganha abaixo desse limite está livre do IR.
Desde o início do primeiro mandato do presidente Lula,
em 2003, o limite de isenção subiu R$ 441,15 com
as correções da tabela promovidas pelo Governo.
Naquele ano, o teto de isenção estava em R$ 1058.
A nova tabela passará a ser cobrada na fonte a partir
de janeiro para o ano calendário de 2010, com declaração
de ajuste do IRPF a ser entregue em 2011.
Para os anos seguintes, não há, por enquanto,
previsão de novos reajustes na tabela, o que deve levar
a uma nova rodada de pressão das centrais sindicais.
Pressão
No Governo Lula, as centrais ampliaram a pressão por
uma correção permanente da tabela do IR e conseguiram
fechar um acordo, em 2006, com o Governo para que fosse aprovada
uma lei com o reajuste de 4,5% por um período de quatro
anos.
Pela nova tabela, o contribuinte com salário mensal entre
R$ 1.499,16 e R$ 2.246,75 está sujeito a menor alíquota,
de 7,5%, com parcela a deduzir de R$ 112,43.
Para os salários na faixa de R$ 2.246,76 a R$ 2.295,70,
a alíquota é 15% e a dedução de R$
280,94.
Na terceira faixa, com alíquota de 22,5%, estão
os contribuintes com salário entre R$ 2.995,71 e R$ 3.743,19
e dedução de R$ 505,62.
Acima de R$ 3.743,19, a dedução será de
R$ 692,78 e alíquota, de 27,5%.
Em 2009, começou a vigorar as duas novas faixas de alíquotas
de 7,5% e 22,5%. A declaração de ajuste do IRPF
do ano calendário de 2009 terá que ser entregue
a partir de março do ano que vem.
A Receita Federal já divulgou o modelo da Declaração
do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) e o programa de computador
para as empresas recolherem o IR dos seus funcionários.
Malha fina
O coordenador de Arrecadação e Cobrança
da Receita Federal, Marcelo Lins, alertou ontem as empresas a
terem cuidado com a apresentação dos dados da Dirf.
É comum a pessoa física cair na malha fina por
discrepância de informação entre os dados
apresentados pelas empresas e o próprio contribuinte na
declaração de ajuste do IRPF.
Para o ano que vem, o coordenador informou que a Receita vai
aprimorar os sistemas de interação do contribuinte
com o Fisco.
Segundo ele, ao longo deste ano cinco milhões de contribuintes
criaram códigos de acesso eletrônico ao portal da
Receita. No portal, o contribuinte pode, por exemplo, verificar
pendências, acompanhar o pagamento do imposto e parcelar
possíveis débitos em atraso.
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Gazeta do Povo, 2 de janeiro de 2010
Perspectiva
Quem terá um feliz ano novo
Analistas esperam retomada dos investimentos
em 2010, principalmente em setores como construção civil, petróleo
e gás e turismo
Depois de um ano de incertezas, as empresas prometem retomar a
rota de crescimento, com ampliação de investimentos
e geração de mais empregos em 2010. A economia deve
voltar a girar, puxada por setores como construção,
petróleo e gás, turismo, agronegócio e de
bens de consumo, apostam analistas ouvidos pela Gazeta do Povo.
Uma pesquisa da consultoria Deloitte revela que 95% das empresas
esperam crescimento de receita em 2010, contra um índice
de 69% nesse ano. A projeção é de um crescimento
de 14% em faturamento. O levantamento, que ouviu 573 empresas
em todo o Brasil que juntas faturam perto de R$ 500 bilhões,
revela que a imensa maioria – 90% – projeta ampliação
de investimentos em 2010.
“ A crise acabou não sendo tão agressiva
no Brasil como foi em outras partes do mundo, o que reforça
o otimismo para 2010”, diz José Paulo Rocha, sócio
da área de Corporate Finance da Deloitte. De acordo com
o levantamento, os setores de petróleo e gás – que
devem ser beneficiados pela recente descoberta de reservas na
camada de pré-sal – e de construção
civil serão os segmentos que mais vão gerar negócios
em 2010.
No Paraná, o setor de petróleo lidera investimentos,
com a ampliação da Refinaria Presidente Getúlio
Vargas (Repar), que deve absorver R$ 9 bilhões até 2012.
Segundo o gerente geral da refinaria, João Adolfo Oderich,
já há estudos para um próximo ciclo de investimentos
em ampliação para a refinaria. “Não
vamos parar por aí”, diz.
Embalada pelo crédito e pelos juros mais baixos e pelas
obras de infraestrutura, a construção civil deve
ter mais um ano de desempenho forte em 2010. Uma projeção
da Fundação Getúlio Vargas (FGV) prevê que
o Produto Interno Bruto (PIB) do setor avance 9% em 2010. “As
empresas vão acelerar lançamentos no próximo
ano. Em 2009, por conta da crise, as construtoras seguraram um
pouco a colocação de novos imóveis no mercado”,
diz Marcos Kahtalian, consultor do Sindicato da Indústria
da Construção Civil (Sinduscon) no Paraná.
Na avaliação do economista Gilmar Mendes Lourenço,
professor do Centro Universitário Fae, basicamente dois
grupos de setores devem ter destaque em 2010. O primeiro está relacionado
diretamente à combinação de renda, crédito
e emprego. Neste bloco estão os bens de consumo duráveis – como
eletrodomésticos, automóveis e móveis, que
também contam com o benefício da redução
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além
dos bens não-duráveis, como alimentos e bebidas.
No segundo grupo estão os setores vinculados a gastos
do governo, como os investimentos em infraestrutura. Obras do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que
não saíram do papel devem começar a deslanchar.
Projetos na área de energia, saneamento, de portos e aeroportos
devem movimentar o mercado de construção. “Na
outra ponta, o setor imobiliário deve continuar forte
e se beneficiar da redução dos preços dos
financiamentos”, afirma Lourenço.
Para os empresários ouvidos pela Deloitte, o setor de
Tecnologia da Informação, que praticamente não
foi afetado pela crise, também devem ter destaque. O turismo,
com a preparação para a Copa do Mundo de 2014 e
das Olimpíadas, também deve dar início,
em 2010, a um novo ciclo de investimentos. Os eventos esportivos,
junto com a exploração da camada de pré-sal,
deverão manter a taxa de crescimento do investimento no
setor de infraestrutura em 10% até 2014 – quando
deverão atingir a marca dos R$ 160 bilhões, de
acordo com a Associação Brasileira de Infraestrutura
e Indústria de Base (Abdib).
O agronegócio – que viveu um 2009 difícil
por conta da queda na demanda internacional, do dólar
fraco e dos baixos preços das commodities – deve
ter algum alívio em 2010. As cooperativas do Paraná preveem
aplicar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão neste
ano, principalmente em projetos de infraestrutura, na área
de frangos, suínos e na industrialização
da produção.
A previsão da melhora, ainda que tímida, da economia
global deve ter reflexo em mais encomendas e recuperação
dos preços, segundo o professor Marcio Cruz, do departamento
de economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
De maneira geral, todos os setores terão um ano melhor
do que 2009, mas os analistas ressaltam que os exportadores são
os que ainda terão um ano de desafios. “2010 será,
como o seu antecessor, um bom período para as empresas
que investirem no mercado interno. Quem depende de exportações,
ainda terá que enfrentar algumas dificuldades”,
ressalta. O dólar fraco, favorável às importações,
também permanece uma ameaça para quem tem forte
concorrência com importados, como fornecedores de peças
para o setor de informática, para o mercado automotivo
e para indústrias como têxtil e calçadista.
O turismo no mercado interno também perde espaço
para viagens internacionais, na avaliação de Cruz,
da UFPR.
Haverá uma melhora nas exportações, mas
a recuperação nos mercados compradores não
será suficiente para gerar um comércio internacional
forte. “No próximo ano espera-se uma pequena melhora
no saldo da balança comercial com uma corrente de comércio
(soma das exportações e das importações)
bastante superior a de 2009, que deve ter encerrado com queda
de R$ 90 bilhões em função dos efeitos da
crise”, afirma Alcides Leite Junior, professor de Economia
da Trevisan Escola de Negócios.
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Gazeta do Povo,
1º de janeiro de 2010
reajuste
Valores dos benefícios do INSS serão
reajustados nesta sexta-feira
Valor mínimo do benefício passa a ser de R$ 510 e
máximo pode chegar a R$ 3.416,54
Os ministérios da Fazenda e da Previdência Social
publicaram nesta quinta-feira (31), no Diário Oficial da
União, portaria interministerial com o reajuste dos benefícios
para aposentados e pensionistas, a partir desta sexta-feira (1),
com base na medida provisória editada no último dia
23. O valor mínimo do benefício é de R$ 510,
igual ao valor do salário mínimo.
Acima disso, os benefícios foram reajustados em 6,14%.
Segundo o Ministério da Previdência, o reajuste
dos benefícios acima do valor de um salário mínimo
vai atingir 8,359 milhões de pessoas e representará despesa
adicional estimada em R$ 6,701 bilhões. Com a correção
dos benefícios, o novo teto pago pelo Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS) passa para R$ 3.416,54.
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