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Notícias
do TST, 30 de abril de 2010
Contribuição sindical é limitada
a 50% de um dia de trabalho dos associados
A Seção Especializada em Dissídios Coletivos
do Tribunal Superior do Trabalho atendeu a pedido do Ministério
Público do Trabalho gaúcho (4ª Região)
e limitou o valor de contribuição para o Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação
de Dom Pedrito em 50% de um dia de trabalho dos profissionais
sindicalizados.
Com esse resultado, explicou o relator, ministro Walmir Oliveira
da Costa, o Sindicato dos Trabalhadores não poderá mais
cobrar valor equivalente ao salário de dois dias de todos
os empregados pertencentes à categoria, como previsto
em acordo coletivo celebrado com o Sindicato das Indústrias
de Alimentação de Dom Pedrito e homologado pelo
Tribunal do Trabalho do Rio Grande do Sul (4ª Região).
O TST trata da incompatibilidade da extensão de contribuições
por não associados para entidades sindicais na Orientação
Jurisprudencial nº 17 da SDC e no Precedente Normativo nº 119.
Com base nessas regras, é que o Ministério Público
requereu a adaptação da cláusula acordada
entre as partes à jurisprudência do Tribunal e a
garantia do direito dos trabalhadores de oposição
ao desconto assistencial.
Segundo o relator, embora a entidade sindical tenha direito
de fixar descontos a seu favor, por meio de assembleia geral
da categoria, não pode desrespeitar o princípio
constitucional da livre associação e sindicalização
(artigos 5º, XX, e 8º, V, da Constituição
Federal). Assim, observou o ministro Walmir, era necessário
excluir a previsão de desconto sobre os salários
dos empregados não filiados ao sindicato da categoria
profissional, como argumentou o MPT.
O relator ainda chamou a atenção para o fato de
que o valor proposto de desconto (equivalente ao salário
de dois dias de trabalho dos empregados) não é compatível
com a jurisprudência do TST, que costuma limitar o valor
do desconto a 50% de um dia de trabalho. A decisão foi
tomada, por unanimidade, pelos ministros da SDC. (RO – 213000-38.2009.5.04.0000)
(Lilian Fonseca)
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PARANÁSHOP,
29 de abril de 2010
Incentivo a formalidade resulta em mais carteiras assinadas
A
ação do Comitê de Incentivo à Formalidade
resultou em um aumento significativo do número de trabalhadores
com registro em carteira, na construção civil,
na região de Maringá. Fundado há oito
anos, o comitê é formado pelo Conselho Regional
de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA-PR),
pelo Sindicato da Indústria da Construção
Civil (Sinduscon), Sindicato dos Trabalhadores da Indústria
da Construção e do Mobiliário de Maringá (Sintracon),
Ministério Público e outras dez entidades.
Em 2009, a visita do Comitê em canteiros de obras gerou
a formalização de 344 trabalhadores na região.
Somente no ano passado, o Comitê realizou 407 visitas
em obra, tendo encontrado 3.332 trabalhadores, sendo que 993
estavam sem registro em carteira.
“Constatamos que pela ação do Comitê,
34% dos trabalhadores encontrados sem registro em carteira
tiveram seus registros efetivados, uma excelente conquista
para o setor. Com base nesses relatórios, dos 407 canteiros
de obras visitados, encontramos 70% de trabalhadores formalmente
contratados. Após as ações, o número
saltou para 81%”, informa a engenheira de segurança
no trabalho, Ana Paula Bessani Schewengber, que também é representante
do Sindicato da Indústria da Construção
Civil (Sinduscon) no comitê.
Durante as visitas às obras, o comitê verificou
73 itens de segurança individual e coletiva dos trabalhadores,
como: área de vivência no ambiente de trabalho,
documentos individuais, máquinas, ferramentas e equipamentos
diversos.
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ESTADÃO.COM,
28 de abril de 2010 | Economia
O 1º de Maio e a redução
da jornada
Sérgio Amad Costa - O Estado
de S.Paulo A polêmica em torno da redução da jornada
de trabalho é tão antiga quanto o capitalismo.
O próprio 1.º de Maio é oriundo de uma luta
por redução de horas de trabalho. Em 1889, durante
um congresso em Paris, foi criada a Internacional Socialista,
chamada posteriormente de Segunda Internacional. Durante esse
conclave foi escolhida a data de 1.º de maio como o Dia
Internacional de Luta dos Trabalhadores para lembrar as manifestações
ocorridas em 1.º de maio de 1886, em Chicago. Naquela cidade,
principal polo industrial dos EUA na época, trabalhadores
foram às ruas protestar contra as condições
de trabalho desumanas a que muitos eram submetidos e exigir a
redução da jornada de 13 horas para 8 horas diárias.
Manifestações, passeatas e discursos movimentaram
a cidade durante o 1.º de maio de 1886.
Com certeza este 1.º de Maio, aqui no Brasil, será marcado
por uma bandeira de luta: a redução da jornada
por força de lei. Estou aqui sublinhando por força
de lei pelo fato de ser exatamente isso o que está sendo
reivindicado pelas centrais sindicais. Procura-se alterar, sem
redução de salário, de 44 horas para 40
horas semanais a jornada definida na nossa Constituição.
Ora, as experiências bem-sucedidas em outros países
foram as que tiveram redução de jornada mediante
negociação. No campo da manufatura, por exemplo,
do início do século 19 até meados do século
20, a redução ocorrida na semana média do
trabalho foi de 67 horas para 41 horas. O fato é que o
avanço tecnológico, isto é, a automação,
aos poucos vai naturalmente permitindo obter um aumento da produtividade
com uma utilização menor de horas-homem trabalhadas.
Mas isso não ocorre de maneira uniforme em todos os lugares,
em todos os setores e em todas as empresas.
As experiências de redução de jornada, por
força de legislação nacional, não
obtiveram êxito no sentido de propiciar mais postos de
trabalho nem de criar um potencial mais competitivo para as empresas
crescerem e se sustentarem no mercado globalizado. Foi o caso
do Brasil, em 1988, com a redução da jornada de
48 horas para 44 horas semanais na Constituição.
Outro exemplo de fracasso é o da França, que enfrentou
sérias dificuldades no processo produtivo por conta de
consequências oriundas da lei que lá estabeleceu
a jornada de 35 horas semanais. Há observadores menos
atentos que argumentam ser necessária a redução
da jornada, por força de lei, pelo fato de que as empresas
se recusam a negociar. Ora, é preciso olhar melhor a forma
que a negociação está sendo requerida por
algumas centrais sindicais. Os encaminhamentos, em geral, têm
sido em bloco, sem levar em conta as peculiaridades das diversas
atividades econômicas, tamanhos das empresas e o momento
em que cada uma delas vive. Trata-se de negociação
generalizada.
Cumpre também observar que, no Brasil, nesses anos recentes,
várias empresas já reduziram suas jornadas via
negociação. Estima-se que mais de 30% dos trabalhadores
formais no País já trabalham com jornada de 40
horas. Porém, mesmo mediante esse caminho, nada demonstra,
na prática, que essas reduções provoquem
a criação de novos postos de trabalho. O que elas
geram, e isso é fato, é mais tempo de lazer para
o empregado, assim como mais condições para ele
poder se capacitar mediante cursos e treinamentos. Mas o cerne
de todo esse contexto está no fato de que a companhia
precisa estar em condições competitivas de operar
com uma jornada de trabalho menor.
Em outras palavras, obrigar as empresas a reduzir jornadas é um
grave equívoco. Caso isso aconteça em empresas
que ainda não estão em condições
para a redução da jornada, os custos se elevarão
de tal maneira que, inevitavelmente, serão repassados
para o preço final, contribuindo para um processo inflacionário.
E as companhias que não conseguirem repassar esses custos
simplesmente fecharão suas portas eliminando os postos
de trabalho que tinham. Essa reivindicação, da
forma como tem sido postulada, caso for atendida, é um
tiro que sairá pela culatra.
PROFESSOR DE RECURSOS HUMANOS E RELAÇÕES
TRABALHISTAS DA FGV-SP
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Notícias
do TST, 27 de abril de 2010
Dirigentes sindicais não serão
responsabilizados por greve abusiva
A Seção de Dissídios Coletivos do Tribunal
Superior do Trabalho negou a solicitação da Companhia
Metalúrgica Prada para responsabilizar os dirigentes do
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas,
Mecânicas e de Material Elétrico de São Paulo,
Mogi das Cruzes e Região e condenar a entidade ao pagamento
de indenização devido à deflagração
de greve abusiva.
Ao julgar o dissídio coletivo proposto pelo sindicato
com pedido de equiparação salarial e aumento do
vale-cesta, o Tribunal do Trabalho da 2ª Região (SP)
declarou a abusividade do movimento grevista e determinou o desconto
dos dias parados (permitida a compensação), mas
recusou o pedido da empresa de indenização e responsabilização
pessoal dos dirigentes do sindicato, por considerar que não
houve comprovação de perdas e danos.
No recurso ordinário apresentado ao TST, a Companhia
insistiu na condenação do sindicato ao pagamento
de multa diária em razão da continuidade da paralisação
e de reparação das perdas e danos sofridos pela
empresa. Segundo a defesa, a greve foi utilizada para fins ilícitos,
na medida em que fora deflagrada na vigência de acordo
coletivo de trabalho e sem esgotar as tentativas de negociação.
De acordo com a relatora, ministra Dora Maria da Costa, a Constituição
Federal assegura o direito de greve aos empregados (artigo 9º)
e a Lei nº 7.783/1989 (Lei de Greve) regulamenta o exercício
desse direito, com previsão de limites e sanções
em caso de descumprimento das regras – o que ocorreu na
hipótese em análise.
A ministra explicou que um dos elementos caracterizadores da
abusividade do movimento foi a existência de instrumento
normativo em vigor no momento da deflagração da
greve e a ausência da notificação da empresa
com antecedência mínima de 48 horas da paralisação.
Além do mais, o sindicato não tentou solucionar
a controvérsia por meio do consenso, pois deflagrara a
greve em data anterior àquela agendada pela empresa para
negociação. Portanto, concluiu a ministra, estava
correta a decisão regional que declarara abusivo o movimento
grevista.
No entanto, apesar de a Companhia ter alegado que os empregados
foram impedidos de entrar na empresa durante a greve, tendo havido
necessidade de intervenção policial, o que justificava
o pedido de indenização e responsabilização
dos dirigentes, a ministra Dora entendeu, assim como o TRT, que
o ocorrido fazia parte dos desvios inevitáveis ao legítimo
exercício do direito de greve.
Na interpretação da relatora, como inexistia comprovação
quanto à ocorrência de excessos, por exemplo, utilização
de meios violentos para aliciar trabalhadores, organização
de piquetes para impedir a entrada de vigilantes ou danos específicos
ao patrimônio da empresa, não era possível
a responsabilização dos dirigentes nem a indenização
pedidas.
Ainda na opinião da ministra, o dissídio coletivo
não era o meio processual adequado para pleitear responsabilização
do sindicato e reparação de anos. A parte deveria
propor ações indenizatórias na primeira
instância, observou a relatora. Esse entendimento foi acompanhado
pela maioria dos ministros da SDC, vencido o presidente do TST,
ministro Milton de Moura França, com ressalva de fundamentação.
(RODC- 2018300-19.2008.5.02.0000)
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BEM PARANÁ,
26 de abril de 2010 | Economia
Relatório do FMI
Pobreza extrema atingirá 53 milhões
de pessoas
Pelo menos 53 milhões de pessoas que deveriam sair de
situação de pobreza extrema até 2015 não
o farão devido à crise econômica mundial,
que retardou o ritmo de redução da pobreza nos
países em desenvolvimento, de acordo com um relatório
do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI)
divulgado, em Washington. São consideradas pessoas em
extrema pobreza aquelas que vivem com menos de US$ 1,25 (cerca
de R$ 2,20) por dia.
Segundo o documento, a crise está obstruindo o progresso
no cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio — que
foram estabelecidas pelas Nações Unidas em 2000
com o objetivo de alcançar melhoras em vários indicadores
até 2015.
“A crise continuará a afetar as perspectivas de
desenvolvimento de longo prazo muito além de 2015”,
diz o documento, intitulado Relatório sobre o Monitoramento
Global 2010: as Metas de Desenvolvimento do Milênio após
a Crise.
Fome — O documento afirma que a crise financeira, somada à crise
dos preços dos alimentos ocorrida em 2008, intensificou
a fome no mundo em desenvolvimento.
“A meta crítica de cortar pela metade a proporção
de pessoas que sofrem de fome de 1990 a 2015 tem aparentemente
muito pouca probabilidade de ser conseguida, uma vez que mais
de 1 bilhão de pessoas lutam para atender às suas
necessidades básicas de alimentos”, diz o relatório.
Segundo o diretor-adjunto do FMI, Murilo Portugal, os efeitos
da crise serão duradouros, mas ainda assim foram menores
do que se esperava um ano atrás (na fase mais aguda da
recessão em vários países).
Isso se deve ao fato de esta crise, ao contrário das
anteriores, ter se originado em países avançados,
e não nas economias em desenvolvimento, o que fez com
que estas respondessem melhor, segundo Portugal.
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Gazeta do Povo, 25 de abril de 2010
Serviço
5 milhões têm plano de saúde
falho
Cinco milhões de pessoas no Brasil pagam por planos de
saúde com grave insuficiência de laboratórios,
consultórios e hospitais, situação que possibilita
dificuldades e negativas de cobertura para a realização
de exames, consultas e internações garantidas pelo
contrato assinado.
Os dados são de estudo da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) apresentado em 2009. Foram avaliadas 35 das
maiores operadoras do mercado em número de clientes. Segundo
o trabalho, 71% estavam com deficiência média ou
grave na rede assistencial.
A deficiência mais frequente foi quanto aos serviços
auxiliares de diagnóstico e terapia disponíveis,
como os laboratórios que fazem exames de imagem – problema
encontrado em 88,5% das operadoras analisadas.
As empresas avaliadas fazem parte do conjunto de 43 operadoras
que concentram 50% dos usuários de planos médico-hospitalares
no Brasil. Um total de 42,9 milhões de pessoas têm
convênios de assistência médica atualmente
no país.
A Fenasaúde, entidade que representa as principais empresas
do setor de planos, apontou que o estudo tem limitações – como
não considerar as realidades de saúde de cada localidade,
mas olhar todos os municípios em que os planos estão
como se tivessem as mesmas necessidades.
Mas a entidade reconhece que há defasagem em algumas
situações, decorrente da falta de oferta adequada
de prestadores dos serviços. “A rede privada sofre
do mesmo problema que o Sistema Único de Saúde”,
justificou Solange Mendes, coordenadora-executiva da entidade.
Fausto Pereira dos Santos, ex-diretor-presidente da agência,
questionado na última terça-feira, não quis
fornecer detalhes da avaliação, alegando que as
empresas problemáticas estariam em processo de adequação
e sujeitas a multas se não atenderem as exigências.
Santos deixou o cargo na sexta-feira, após seis anos. “As
empresas estão sendo chamadas e isso sendo discutido para
que seja adequado. Todas foram chamadas e receberam um prazo
para correção”, enfatizou. Procurado, o Departamento
de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça
não se manifestou.
Monitoramento
Ainda de acordo com o estudo, 100% das operadoras apresentaram
deficiência em pelo menos um dos critérios e 80%,
em pelo menos dois.
O monitoramento da rede assistencial dos planos é uma
exigência do contrato entre o Ministério da Saúde
e a ANS e verifica se há prestadores suficientes para
atender o rol mínimo de serviços e se estão
disponíveis nas localidades onde há clientes. E
apura se a produção de serviços está dentro
do esperado.
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Vermelho, 24 de abril de 2010
Centrais sindicais denunciam aumento de morte de trabalhadores
A construção civil é um dos setores da economia
que registra maior número de casos
No Dia Nacional em Memória às Vítimas de
Acidente de Trabalho, comemorado na próxima quarta-feira
(28), as seis principais centrais sindicais - CTB, CUT, CGTB,
NCST UGT e Força Sindical – estarão em Brasília
para denunciar, em um ato público, o descaso do setor
patronal no que diz respeito aos acidentes e doenças do
trabalho e cobrar do Estado na esfera municipal, estadual e federal,
ações de proteção à saúde
do trabalhador.
Os números de acidentes de trabalho são tão
impressionantes quanto os de acidentes de trânsito, mas
não recebem a mesma repercussão. Em 2008, quando
foi registrada a última estatística, ocorreram
747 mil de acidentes de trabalho, com 2.757 mortes, além
de 12.071 casos de trabalhadores que ficaram permanentemente
incapacitados.
Em meio à discussão sobre a votação
da Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
de redução da jornada de trabalho, as centrais
sindicais destacam que jornadas de trabalho intensas podem resultar
em graves problemas relacionados à saúde como estresse,
depressão, lesões por esforço repetitivo,
além de acidentes do trabalho decorrentes do cansaço.
Também faz parte da pauta dos sindicalistas o fortalecimento
das organizações pela melhoria da saúde
e condições de trabalho - como a Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), Sistema Único
de Representação (SUR), Comissão de Fábrica
e outros.
Eles vão ainda apresentar ao presidente da Câmara,
deputado Michel Temer (PMDB-SP), propostas de alterações
da lei que dispõe sobre os planos de benefícios
da Previdência Social. As centrais sindicais explicam que
o Nexo Técnico
Epidemiológico Previdenciário (NTEP) atende parcialmente
antiga reivindicação do movimento sindical, que
acusam uma subnotificação das doenças do
trabalho. A estatística é feita apenas com os trabalhadores
celetistas, deixando de fora os servidores públicos e
os trabalhadores informais.
O NTEP é uma metodologia que tem o objetivo de identificar
quais doenças e acidentes estão relacionados com
a prática de atividade profissional pelo INSS no Brasil.
Com isso, quando o trabalhador adquirir uma enfermidade inteiramente
relacionada à atividade profissional, fica qualificado
o acidente de trabalho.
Números impressionantes
As estatísticas comprovam que esses números vem
aumentando ano a ano. De acordo com dados divulgados pela Central Única
dos Trabalhadores (CUT), no ano de 2008, foram registrados 747
mil de acidentes de trabalho, com 2.757 mortes, além de
12.071 casos de trabalhadores que sofreram incapacidade permanentemente.
O Anuário Estatístico da Previdência Social
no ano de 2004 registrou 465.700 acidentes de trabalho no país.
Em 2005 o número chegou a 499.680, em 2006 a 503.890 e,
em 2007, (última publicação) o número
atingiu 653.090 casos, 27,5% a mais em relação
ao ano anterior, registrando 2.708 mortes e 8.504 casos de invalidez
permanente.
Os dados estatísticos se referem apenas aos trabalhadores
e trabalhadoras celetistas. Estão fora das estatísticas
da Previdência Social os servidores públicos e trabalhadores
da economia informal.
Todos os anos no Brasil são gastos bilhões em
recursos públicos com os acidentes de trabalho, pois a
parte majoritária da assistência é prestada
pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os benefícios
são arcados com os recursos do sistema de Previdência
Social. Em 2008, os acidentes representaram gastos de R$46 bilhões
com assistência médica, benefícios por incapacidade
temporária ou permanente, e pensões por morte de
trabalhadores e trabalhadoras vítimas das más condições
de trabalho.
Origem da data
A data de 28 de Abril, em memória das vitimas de acidentes
de trabalho, surgiu no Canadá, como consequência
de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado
da Virgínia, nos Estados Unidos, no ano de 1969. Em maio
de 2005, a data foi instituída no Brasil.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT),
desde 2003, consagra a data à reflexão sobre a
segurança e saúde no trabalho. Segundo estimativas
da OIT, ocorrem anualmente no mundo cerca de 270 milhões
de acidentes de trabalho, além de aproximadamente 160
milhões de casos de doenças ocupacionais. Essas
ocorrências chegam a comprometer 4% do PIB mundial. Cada
acidente ou doença representa, em média, a perda
de quatro dias de trabalho. Dos trabalhadores mortos, 22 mil
são crianças, vítimas do trabalho infantil.
Ainda segundo a OIT, todos os dias morrem, em média, cinco
mil trabalhadores devido a acidentes ou doenças relacionadas
ao trabalho.
Da sucursal de Brasília
Márcia Xavier
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EXPRESSO DA NOTÍCIA,
23 de abril de 2010
Direito do Trabalho
Ameaças de demissão
faz empresa ter de indenizar trabalhador A 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina
concedeu a um trabalhador o pagamento de pensão mensal
como indenização por dano moral. A decisão,
que não é definitiva, também confirmou a
nulidade do pedido de demissão.
A sentença – da Vara do Trabalho de Concórdia
- interpretou como assédio as ameaças de perda
do emprego, feitas por funcionário da ré ao autor
da ação, reconhecendo o dano moral decorrente de
estresse e síndrome do pânico. A mesma decisão
anulou o pedido de demissão, concluindo que o empregado
não detinha, no momento que o formulou, o pleno controle
dos seus atos.
A 1ª Turma reformou a sentença quanto ao pagamento
de pensão mensal pretendida pelo autor. Para a relatora,
juíza Viviane Colucci, a pensão mensal possui natureza
jurídica diferente do benefício previdenciário
concedido pelo INSS, podendo o autor receber os dois valores
ao mesmo tempo. Segundo a magistrada, a pensão tem natureza
indenizatória, porque procura ressarcir o dano sofrido
pelo autor. Por isso, não pode ser compensada com os valores
percebidos a título de aposentadoria, que possui natureza
jurídica alimentar. “O pagamento de indenização
a título de pensão se justifica quando existe efetiva
perda de rendimento em razão da doença”,
disse a relatora.
O dano ficou comprovado pela prova técnica, que demonstrou
o comprometimento da capacidade de trabalho do autor. Conforme
descrito no laudo, a perturbação - transtorno de
estresse pós-traumático - causa sofrimento clinicamente
significativo e prejuízo no funcionamento social e ocupacional.
O pagamento da pensão mensal, no valor de 70% da última
remuneração, deverá ser feito até a
convalescença do autor.
Perícia
Na avaliação da juíza Viviane Colucci,
o laudo técnico elaborado pelo médico, com especialização
em psiquiatria, "é elemento mais do que suficiente
para a formação do convencimento motivado do Juízo
acerca da veracidade dos fatos narrados na inicial".
De acordo com a relatora, na entrevista realizada para a elaboração
do laudo pericial, o autor, repetindo a tese exposta na inicial,
relatou ao perito que "no final do ano de 2002 (não
lembra a data), enquanto estava no exercício de suas funções
como vigia na agência do Banco do Estado de Santa Catarina,
em Irani, subitamente entrou na agência um funcionário
da empresa em que trabalhava que era seu supervisor e lhe dirigiu
a palavra em voz alta dizendo o seguinte: "De hoje em diante
você vai trabalhar 8h ao dia sem interrupção,
sem almoço". E recordou que o funcionário
disse que "ou é assim ou vai receber aviso prévio. "Tem
um monte de gente para entrar no seu lugar".
O perito informou que o diagnóstico registrado é CID-10-F43.1
(Transtorno de estresse póstraumático). Ele acentuou
que há nexo de causalidade bem estabelecido entre a doença
atual e o evento traumático. O médico psiquiatra
ainda que “Não há indícios de simulação.
Neste quadro clínico vejo dificuldade para simulação.”
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Agência
Sindical, 22 de abril de 2010
Com Dilma e o Brasil: a agenda
específica do sindicalismo*
Se ganhar com Dilma
melhor. Se não, há que se
ter uma agenda articulada, robusta e avançada, com unidade
entre as centrais, e, em condições de ser levada às
ruas e fábricas para a mobilização da classe
trabalhadora no País
Não basta apenas estar com Dilma, manifestando apoio.
Mais importante, e estratégico, é fortalecer a
unidade sindical em torno, se não de um projeto, de uma
pauta sindical.
Se Dilma ganhar as eleições, tudo será mais
fácil para o sindicalismo.
Mas eleição é eleição, cabendo,
portanto, a tarefa de marcar o cenário da disputa com
uma agenda específica do sindicalismo.
Questões como jornada de 40 horas, custeio das entidades,
Convenções 151 e 158 da OIT, regulação
das terceirizações, controle da taxa de juros,
aumento do salário mínimo, recomposição
das aposentadorias, reforma agrária, fortalecimento do
papel do Estado - tudo isso tem de ser levado para os candidatos,
cobrando definições.
Se ganhar com Dilma melhor. Se não, há que se
ter essa agenda articulada, com unidade, e em condições
de ser levada às ruas e fábricas para a mobilização
da classe trabalhadora.
E o próximo presidente da República que dê respostas
a essas demandas vindas de baixo.
(*) Editorial da Agência Sindical
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Agência
Diap, 21 de abril de 2010
OIT: 1 em cada 4 brasileiros ganha
menos de US$ 75 mês
A OIT apela para que os governos, mesmo com dívidas colossais,
não retirem agora seus planos de resgate, sob o risco de
fazer explodir a taxa de desemprego. Segundo a OIT, os pacotes
bilionários salvaram 21 milhões de empregos pelo
mundo em 2009, ano agudo da crise internacional.
Vinte e cinco por cento da população brasileira ainda
ganha menos de US$ 75 por mês e o desafio do Governo no período
de pós-crise mundial será o de criar condições
para uma melhor renda, além de reduzir a informalidade na
economia. O alerta foi feito pela Organização Internacional
do Trabalho (OIT) em um documento que servirá de base para
a reunião de ministros do Trabalho do G-20, que ocorre nesta
segunda-feira (19), em Washington.
A OIT apela para que os governos, mesmo com dívidas colossais,
não retirem agora seus planos de resgate, sob o risco
de fazer explodir a taxa de desemprego. Segundo a OIT, os pacotes
bilionários salvaram 21 milhões de empregos pelo
mundo em 2009.
No caso do Brasil, a OIT indica que de fato a crise do desemprego
foi atenuada diante do mercado interno e das medidas tomadas
pelo Governo, que chegaram a US$ 20 bilhões. Segundo a
OIT, o pacote brasileiro foi um dos menores entre todos os governos
do G-20.
Mas a OIT alerta que essa geração de postos de
trabalho não é suficiente para lidar com a situação
social do País. A entidade indica que vários países
emergentes conseguiram de fato escapar do pior aspecto da crise,
que seria a geração de um grande número
de desempregados. Mas apontou para o crescimento do setor informal
e de trabalhos degradantes.
No caso do Brasil, o documento apresentado pela OIT indica que
o País é o que tem a menor cobertura de seguro
desemprego entre as economias do G-20, atendendo menos de 10%
da população. Outra constatação é de
que, se a desigualdade social caiu entre 2001 e 2007, ela sofreu
uma ligeira alta em 2008. Mesmo assim, a taxa da população
considerada como pobre caiu de 30% em 2007 para 25,8% em 2008.
Durante a crise, os pacotes adotados pelos governos "parecem
ter contribuído para uma recuperação da
economia". Mas a retomada da produção industrial,
produtividade e de vendas não foram "totalmente traduzidas
em empregos".
"Retomar a criação de empregos no setor formal
nos níveis anteriores à crise será um desafio
importante no curto prazo", alertou a OIT em relação
ao Brasil. Para a entidade, o "déficit de trabalhos
decentes ainda persiste". "Políticos precisam
manter o foco nas populações mais pobres e garantir
que ganhos na redução da desigualdade não
sejam revertidos com a crise", afirmou.
"Ainda que o mercado doméstico tenha crescimento
consideravelmente nos últimos cinco anos, o desafio continua
de incorporar um amplo segmento da população -
os 25% que vivem com menos de US$ 75 por mês - em um mercado
de trabalho mais produtivo e atividades com maior remuneração",
afirmou a OIT.
Para 2010, a taxa de crescimento da economia seria de 5,2%,
próximo do desempenho antes da crise. Já o número
de postos de trabalho criado seriam de 1,6 milhão.
Pacote
No restante do mundo, a conclusão da OIT é de
que não está na hora de governos retirarem os pacotes
de resgate à economia. O levantamento admite que governos
terão de pensar em lidar com suas dívidas. Mas
alerta que o crescimento da economia mundial "continua frágil
e a demanda do setor privado continua fraca em muitos países".
"Medidas de apoio à geração de trabalho
e proteção social precisam ser mantidos até que
o crescimento na taxa de emprego ganhe força", afirmou.
Na Europa, o desemprego atingiu pela primeira vez 10% da população,
desde a criação do euro.
Para a OIT, governos precisam avaliar a conveniência de
lutar contra o déficit diante do risco de uma nova alta
no desemprego. Na avaliação da entidade, uma recuperação
sustentável apenas virá com proteção
social.
Em 2009, pacotes criados pelos governos salvaram 8 milhões
de empregos e evitarão a demissão de mais 6,7 milhões
de pessoas em 2010. Já outros incentivos permitiram a
criação de outros 6,2 milhões de postos
de trabalho nos países do G-20. O resultado foi que 1%
do total dos trabalhadores nesse grupo de economias conseguiu
ser poupado da crise.
Ainda assim, os resultados da pesquisa da OIT são alarmantes.
No setor industrial, 6 milhões de pessoas foram demitidas
pelo mundo em 2009. Na construção, a taxa chegou
a quase 3 milhões, contra mais de 2,3 milhões no
comércio. Isso tudo apenas nas economias do G-20.
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FETRACONSPAR,
20 de abril de 2010
Campanha Salarial 2010/2011
SINTRACIMENTO realiza Assembléia
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Ladrilhos
Hidráulicos, Produtos de Cimento, Fibrocimento e Artefatos
de Cimento Armado de Curitiba e Região - SINTRACIMENTO,
presidido pelo companheiro EDUARDO RODRIGUES, realizou assembléia
nos sábado (10/04), com os Trabalhadores na Indústria
de Artefatos de Cimento Armado, Produtos de Cimento em Geral,
Ladrilhos Hidráulicos e Trabalhadores, que tem a data-base
no mês de junho.
A pauta de discussões foi o rol de reivindicações
da categoria, visando a celebração da convenção
coletiva de trabalho para o período 2010/2011.

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Notícias
do TST, 20 de abril de 2010
Coação de empregado invalida acordo homologado em
juízo
Com estabilidade garantida após oito anos de trabalho,
assegurada por resolução administrativa da empregadora,
um trabalhador foi coagido a assinar a rescisão de seu
contrato e a ajuizar ação trabalhista para conferir
legalidade ao ajuste. Devido à coação, ele
questionou, através de ação rescisória,
a validade do acordo homologado por sentença judicial,
conseguindo que a transação fosse invalidada pelo
Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, cuja
decisão foi mantida pela Seção II Especializada
em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior
do Trabalho com a rejeição ao recurso da Unimed
Porto Alegre – Sociedade Cooperativa de Trabalho Médico.
Depois de ser colocado em disponibilidade por diversas vezes,
e sob ameaças de demissão sem qualquer pagamento,
o trabalhador conta que não resistiu à coação
e aceitou formalizar o acordo, sendo o advogado que o representou
em juízo indicado e remunerado pela empresa. Pelo acordo,
ele abria mão da estabilidade adquirida por ter trabalhado
para a Unimed por mais de nove anos. A garantia fazia parte de
regulamento interno da empresa, em vigor quando ele foi admitido,
e concedia estabilidade àqueles que completassem oito
anos de serviço, admitindo-se a despedida somente se cometida
falta grave e após sindicãncia administrativa interna.
Em sua defesa, a Unimed Porto Alegre alegou que não há nada
de ilegal em as partes realizarem ajustes prévios para
pôr fim a um litígio futuro. Afirmou, inclusive,
que “não houve qualquer simulação
ou coação, mas apenas um acordo firmado perante
o juízo, com as partes devidamente presentes e acompanhadas
de seus advogados”.
Ao examinar a ação rescisória do trabalhador,
o TRT/RS verificou que a sentença da 28ª Vara do
Trabalho de Porto Alegre homologou aparente transação
ocorrida entre as partes, mas que, efetivamente, não foi
resultado da livre escolha do empregado, mas sim decorrente da
coação da empresa que pressionava os empregados,
com garantia no emprego, a interporem reclamatórias trabalhistas,
para homologarem rescisão contratual e quitar os contratos
de trabalho.
Para o Tribunal Regional, não é válida
a transação que envolve renúncia de direitos
líquidos e certos, como é o caso, em relação à estabilidade
no emprego garantida por norma editada pela empresa. Ressaltou,
ainda, que, para ser considerada válida, é necessário
que a renúncia seja razoável. Porém, registra
o TRT, o autor não recebeu nenhum direito significativo
a ponto de compensar a perda da fonte de seu sustento e de sua
família. Diante disso, julgou procedente a ação
rescisória e considerou o acordo inválido, rescindindo
a decisão homologatória. A Unimed, então,
recorreu ao TST.
Em sua análise do recurso ordinário em ação
rescisória, o relator, ministro Renato de Lacerda Paiva
verificou que uma das formas de coação utilizada
pela empresa era o afastamento de supervisores estáveis
do serviço e, em alguns casos, remanejamento para cargos
de menor exigência intelectual. No caso específico
do autor, ele chegou a ser afastado por aproximadamente quatro
meses, conforme comprovam diversos documentos e depoimentos.
Além disso, sendo a estabilidade no emprego “já inelutavelmente
incorporada ao patrimônio do trabalhador, não poderia
ser ela objeto de transação, pois, por definição,
a transação deve sempre envolver a abdicação
de duas prestações incertas”, conclui o relator.
Os fatos relatados apresentam, segundo o ministro Renato, “gravidade
suficiente a caracterizar a hipótese de invalidade de
transação, com vistas a fraudar a legislação
garantidora dos direitos do trabalhador, em razão do nítido
desvirtuamento do processo trabalhista”. Diante das observações
do relator, a SDI-2 decidiu negar provimento ao recurso ordinário
em ação rescisória, proposto pela Unimed,
mantendo, assim, a decisão do TRT/RS. ROAR - 68300-76.2003.5.04.0000
(Lourdes Tavares)
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Notícias do TST, 19 de abril de 2010
Intervalo entre jornada de trabalho
não pode ser inferior
a uma hora A Mahle Componentes de Motores do Brasil deverá pagar
a ex-empregado da empresa o intervalo intrajornada reduzido por
norma coletiva como hora extraordinária. A decisão é da
Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho que aceitou pedido
do trabalhador nesse sentido.
Na Justiça do Trabalho, o ex-operador de máquinas
da empresa contou que cumpria jornada de oito horas diárias
com intervalo de apenas 30 minutos para refeição
e descanso. Em determinado momento do contrato, o intervalo mínimo
de uma hora entre jornadas, previsto no artigo 71 da CLT, sofreu
ainda redução por meio de acordo coletivo.
O Juízo de primeira instância considerou inválida
a cláusula do acordo coletivo que previa a redução
do intervalo e condenou a Mahle ao pagamento de uma hora extra
diária ao trabalhador. Já o Tribunal do Trabalho
mineiro (3ª Região) entendeu que a regra da CLT pode
ser flexibilizada por negociação coletiva, pois
a Constituição reconhece validade aos acordos e
convenções coletivas (artigo 7º, XXVI).
Então o TRT condenou a empresa ao pagamento de 30 minutos
extras diários (para completar a exigência de intervalo
mínimo de uma hora) apenas no curto período em
que o acordo coletivo não estava em vigor. No mais, o
Regional concluiu pela legalidade do acordo que reduzira o intervalo
intrajornada e excluiu da condenação os créditos
deferidos em sentença a título de intervalo durante
a vigência do acordo coletivo.
Contudo, a relatora do recurso de revista do trabalhador na
Quarta Turma, ministra Maria de Assis Calsing, observou que o
intervalo mínimo de uma hora entre jornadas previsto na
CLT tem por finalidade garantir a saúde física
e mental do trabalhador. Assim, por ser norma de ordem pública
e necessária, não pode ser afastada por meio de
acordo entre as partes.
De acordo com a ministra, a decisão do TRT contrariou
o entendimento do TST em relação a essa matéria,
porque a Orientação Jurisprudencial nº 342
da SDI-1 trata especificamente da invalidade da norma coletiva
que prevê supressão ou redução do
intervalo intrajornada para repouso e alimentação.
Por essas razões, a relatora recomendou o restabelecimento
da sentença que condenara a empresa ao pagamento de uma
hora extra diária e foi acompanhada, à unanimidade,
pelos demais ministros da Turma. (RR- 61900-74.2009.5.03.0061)
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Folha de S.Paulo, 18 de abril de 2010
Classe C puxa novo padrão
de consumo
Classe média baixa inclui nas compras mais itens supérfluos,
além de uma variedade maior e mais sofisticada de bens duráveis
Dados da Kantar Worldpanel indicam que
a classe C aumentou em 17% o valor consumido de bens não duráveis
em 2009
VERENA FORNETTI
DA REDAÇÃO
Primeiro, Dalva trocou o sabão em pedra pelo detergente
em pó. Depois, começou a perfumar suas roupas com
amaciante. Passou a ir à feira toda semana para comprar
frutas e verduras e a comprar galões de água mineral
direto da distribuidora. A doméstica, conhecida como Dalva
e batizada de Maria Mendes da Silva Dias, acaba de quitar o financiamento
de 36 meses do seu carro, um modelo sedã ano 2004, e começou
a pagar parcelas de uma TV de LCD, presente para a filha.
Como mensalista registrada em São Paulo, Dalva, que tem
50 anos, recebe salário de R$ 550. "Sem carteira
assinada você não faz crediário em lugar
nenhum." E, com as faxinas extras que faz nos dias de folga,
consegue mais R$ 480 mensais. "Hoje já consigo assumir
uma prestação de R$ 500 por mês."
O dinheiro dela ajuda a aumentar o conforto da família.
O do marido, que tem um bar em comunidade do Jardim Itapura,
zona sul da capital, garante o arroz, o feijão, a carne
e o aluguel do ponto comercial. "Em vista do que era, estou
rica."
Segundo pesquisas de consultorias de varejo, o consumo da classe
C tem sido alavancado pela expansão do mercado de trabalho,
pelo avanço do crédito e pelo maior poder de compra
dos salários, decorrente da inflação controlada
já há 15 anos, da política de valorização
do salário mínimo e da queda recente no preço
de alimentos.
Mas agora não só o iogurte e o frango são
símbolos do acesso aos bens de consumo, como ocorria no
início do Plano Real, quando o quilo da ave passou a custar
R$ 1 e a representar os benefícios da estabilidade econômica
para a vida cotidiana -eram os "heróis do real",
posto que mais tarde foi ocupado também pela dentadura.
Sofisticação
O fenômeno mais recente no varejo é a diversificação
das compras da classe média baixa, que tem incluído
no carrinho mais produtos supérfluos, além de uma
variedade maior e mais sofisticada de bens duráveis. Segundo
pesquisa da consultoria Nielsen, sopas instantâneas, fraldas
descartáveis, água mineral e chás estão
entre os itens cujo aumento no número de lares consumidores
mais se beneficiou pelo consumo da nova classe emergente.
Especialistas dizem que esses produtos, que permitem ao consumidor
economizar tempo de trabalho em casa, ou itens que transmitem
a ideia de vida saudável têm ganhado apelo entre
as famílias da classe C. Marcos Senine, executivo de atendimento
da Nielsen Brasil, afirma que essa sobra no orçamento
do estrato de renda intermediário da população
começou a aparecer em 2009.
"Apesar de os indicadores estarem bem em 2007, a cesta
de compra de bens duráveis crescia, com aumento da venda
de celulares e da linha branca, mas o consumidor acabava endividado
e não conseguia elevar o consumo na cesta de alimentos,
de produtos de higiene e de limpeza."
A Abima, associação que representa a indústria
de massas alimentícias, de pães e de bolos industrializados,
relata a mesma tendência. "Tem mais gente provando
ravióli e capelete", brinca Claudio Zanão,
que preside a entidade.
Cestas semelhantes
Pesquisa recente da consultoria Kantar Worldpanel mostra que
a variedade de produtos consumidos pelos mais pobres e pelos
mais ricos começou a se aproximar em 2009 -embora a quantidade
e a marca dos produtos sejam bem diferentes. O estudo, feito
em 8.200 lares no país, mostra que famílias com
renda média de R$ 846 compraram, ao mês, 37 tipos
de produtos de alimentação, higiene e limpeza ou
bebidas. As que recebem em média R$ 1.500 consumiram 38,
e as que ganham média de R$ 3.000, 42.
O perfil das compras é diferente, afirma Christine Pereira,
diretora comercial da Kantar Worldpanel no Brasil: os mais pobres
compram menos unidades que os mais ricos, optam por marcas mais
baratas e por embalagens menores. Os dados da Kantar Worldpanel
indicam que a classe C aumentou em 17% o valor consumido de bens
não duráveis no ano passado. Em unidades, o consumo
cresceu 13%. A diretora da consultoria afirma que, no segundo
semestre, a tendência de elevar o consumo dos itens não
básicos cresceu com mais força.
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Folha de S.Paulo, 17 de abril de 2010
Diarista por 3 dias na semana na
mesma casa terá registro
Projeto aprovado no Senado diz que quem
trabalha duas vezes não
tem esse direito
Pagamento ter de
ser feito todos os dias trabalhados, e não
no final do mês; projeto vai agora para votação
na Câmara dos Deputados
DA REPORTAGEM LOCAL
As diaristas que trabalharem três ou mais dias por semana
para o mesmo empregador doméstico terão de ter
a carteira de trabalho assinada. Esse direito está garantido
no projeto de lei aprovado pelo Senado na quarta-feira, definindo
que diarista é quem trabalha no máximo dois dias
por semana na mesma casa.
O projeto de lei , de autoria da senadora Serys Slhessarenko
(PT-MT), foi aprovado em caráter terminativo na Comissão
de Assuntos Sociais do Senado e vai agora para ser votado na
Câmara. Pelo projeto, o pagamento tem de ser feito todos
os dias trabalhados -e não pelo total, no final do mês.
A senadora diz que o objetivo do projeto é acabar com
a indefinição quanto ao que é uma diarista,
que tanto prejudica empregador e empregado, pois fica ao critério
da sentença de cada juiz do Trabalho.
Para Mario Avelino, presidente do portal Doméstica Legal,
o projeto segue a jurisprudência dominante hoje no Tribunal
Superior do Trabalho, que define diarista como a pessoa que trabalha
no máximo dois dias por semana na mesma casa. O projeto
atende à reivindicação da proposta "Legalize
sua doméstica e pague menos INSS", a ser lançada
pelo portal até o final deste mês.
Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos
de São Paulo, Elisabeth Vieira, até as diaristas
que trabalham só uma vez por semana na mesma casa deveriam
ter direitos garantidos, já que fazem o serviço
que a doméstica faria durante toda a semana.
Para a presidente do Sindicato dos Empregadores Domésticos
do Estado de São Paulo, Margareth Galvão Carbinato,
a aprovação do projeto é boa, mas não
deveria haver vínculo quando os dias de trabalho são
alternados.
Registro e menos INSS
Avelino diz que no dia 27 deste mês, quando se comemora
o Dia da Empregada Doméstica, será lançada
em todo o país a campanha "5 milhões de domésticas
legais em 2010". O objetivo é conscientizar 4,9 milhões
de empregadores em todo o país a assinar a carteira de
suas empregadas.
O Senado já aprovou outro projeto, que também
está na Câmara, que reduz as contribuições
previdenciárias pagas pelo empregador e pelo doméstico.
Pela proposta, tanto o patrão como o empregado pagariam
6% (hoje, o empregador paga 12%; o empregado, 8%, 9% ou 11%).
Assim, a contribuição total, que hoje é de
20% a 23%, cairia para apenas 12%.
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Congresso em Foco, 16 de abril de 2010
Fim do fator previdenciário neste ano? Esqueçam...
Falta de consenso entre as centrais sindicais é o maior
empecilho a um acordo que permita votar no Congresso o redutor
das aposentadorias | Apesar das várias manifestações
dos aposentados, fator previdenciário não deve ser
votado este ano
Rodolfo Torres
O recado para quem pensa em se aposentar neste ano é direto: “Aguarde
mais um pouco, ou se aposente do jeito que está aí”.
O conselheiro é o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP),
o Paulinho da Força Sindical, que destaca a falta de unidade
entre as centrais sindicais como principal responsável
para que a proposta que acaba com o fator previdenciário
(índice que funciona como redutor de aposentadorias) não
seja analisada em 2010.
O projeto está pronto para ser votado no plenário
da Câmara e “só” depende de vontade
política. De um lado, estão as centrais que admitem
a existência do redutor de aposentadorias de uma forma
mais moderada do que a atual. Do outro, centrais que simplesmente
pregam o fim da “mordida” nas aposentadorias.
Para Paulinho da Força, o fim completo do fator previdenciário “é mais
para fazer discurso”. “Não temos força
para isso”, admite. Contudo, ele lembra que a proposta
que defendida pelo governo “precisa de ajustes”.
Do outro lado, o diretor de comunicação da Nova
Central, Sebastião Soares, é enfático: “Não
negociamos fator previdenciário. Ele tem de ser extinto.
Não há outra alternativa”. Soares destaca
que o órgão apoia o governo Lula, contudo a decisão
de rejeitar o fator por completo foi aprovada em congresso da
entidade. “Nosso primeiro compromisso é com nossa
representação.”
Além das centrais, entidades em defesa do aposentado
também estão na discussão. O diretor financeiro
da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas
(Cobap), Nelson Osório, classifica o fator previdenciário
como uma “excrescência jurídica” e aproveita
para dar uma bronca nas centrais. Segundo ele, sua entidade,
formada por pessoas que já foram prejudicadas pelo fator, é que
está “levando para frente” a proposta no Congresso. “Não
acredito que seja votado em 2010”, conclui.
Criado em 1999 para conter os gastos da Previdência no
governo Fernando Henrique Cardoso, o fator previdenciário é inversamente
proporcional à idade de aposentadoria do segurado. Ou
seja, quanto menor a idade no momento da aposentadoria, maior é o
redutor e, consequentemente, menor o valor do benefício
recebido. Dessa forma, quem se aposenta sob a influência
do fator não recebe o mesmo valor com que contribuiu para
a seguridade social.
Maio ou novembro?
Autor do projeto, o senador Paulo Paim (PT-RS) é otimista
ao prever que a matéria será analisada em maio
no plenário da Câmara, logo após outra de
interesse dos dependentes da Previdência, a Medida Provisória
457/09 (que reajusta as aposentadorias acima de um salário
mínimo). A votação da MP deve ocorrer no
próximo dia 27 de abril. Contudo, ainda não há acordo
sobre o reajuste.
“O fator é um tema que está em todo o país.
Mais de dez pessoas me perguntaram no avião sobre o fim
do fator”, afirmou o senador gaúcho. Para o petista,
o ano eleitoral “até ajuda” na análise
da matéria. “A pressão popular é mais
forte.”
O líder do PDT na Câmara, Dagoberto (MS), tem um
prazo diferente para a análise da proposta: depois das
eleições de outubro. Ele destaca que, no momento,
os esforços estão concentrados para aprovar o reajuste
das aposentadorias acima de um salário mínimo,
e aproveita para criticar aqueles que propõem reajustes
acima dos 7,71%. “Eles não estão nem aí para
os aposentados”, dispara o líder, ressaltando que
o índice é o possível neste momento.
Relatores
Relator da proposta na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) não
esconde que o projeto que acaba com o fator está sendo “escanteado” pelo
governo.
“Só vai [á votação] se for
na pressão.” O parecer do petista, aprovado na CCJ
em novembro passado, se resume a afirmar que o fim do fator é constitucional.
Dessa forma, existe a possibilidade de o relatório de
Arnaldo ser derrotado em plenário e um substitutivo (texto
alternativo) ser analisado pelos deputados.
Esse texto alternativo já foi produzido pelo deputado
Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto na Comissão de
Finanças e Tributação. O deputado gaúcho
avalia que a única forma de a proposta ir a plenário
antes das eleições de outubro é uma unidade
das centrais sindicais em torno de seu relatório.
Pepe destaca que sua proposta é o “avanço
possível” neste momento. “É preciso
negociar com o governo. Se não, a matéria é aprovada
no plenário e o presidente veta”, explicou.
No relatório, Pepe propõe tempo mínimo
de idade, somado ao tempo de contribuição, para
que homens e mulheres se livrem do redutor de aposentadorias.
Pela proposta, elas terão de contribuir 30 anos e ter,
no mínimo, 55 anos de idade para não pagar o fator.
Já eles, para se livrarem do fator, devem contribuir por
35 anos e ter, no mínimo, 60 anos de idade.
Ou seja, somente quando a soma do tempo de contribuição
previdenciária com a idade chegar a 85 (para as mulheres)
e 95 (para os homens), o fator previdenciário deixará de
existir. Segundo o governo, apenas o fator previdenciário
foi responsável pela injeção de mais de
R$ 1 bilhão na Previdência no ano passado.
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Agência
Senado, 15 de abril de 2010
Projeto permite ao trabalhador usar FGTS para pagamento de casa
do filho
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) apresentou um projeto
de lei que cria mais uma possibilidade de uso do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS): quando o trabalhador quiser
utilizar esses recursos para ajudar seu filho ou sua filha
a comprar a casa própria. Esse projeto (PLS 375/09)
foi aprovado nesta quarta-feira, 14, pela Comissão de
Assuntos Sociais do Senado (CAS) e, agora, deverá ser
enviado à Câmara dos Deputados.
De acordo com o texto, o trabalhador poderá movimentar
o FGTS com esse objetivo desde que seu filho ou sua filha se
enquadrem em uma série de condições: não
for proprietário ou "promitente" comprador
de imóvel, for maior de 21 anos e tenha vínculo
matrimonial ou comprovada união estável, entre
outros. Se as condições forem respeitadas, o
FGTS poderá ser utilizado para pagar prestações,
amortização extraordinária ou liquidação
de saldo devedor.
Em seu relatório sobre a matéria, a senadora
Lúcia Vânia (PSDB-GO) defendeu a aprovação
do projeto - que altera a Lei nº 8.036, de 1990.
Ricardo Koiti Koshimizu / Agência
Senado
(Reprodução autorizada mediante citação
da Agência Senado)
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Folha de S.Paulo, 14 de abril de 2010
HABITAÇÃO
Estados querem valor maior para casa subsidiada
DA REPORTAGEM LOCAL
Os secretários estaduais de habitação reivindicam
a elevação em pelo menos 35% do valor máximo
para imóveis dentro do programa Minha Casa, Minha Vida destinados
a famílias com renda mensal de até R$ 1.395 nas regiões
metropolitanas. Hoje, o valor é de R$ 52 mil na cidade de
São Paulo -ele varia de acordo com a localidade.
Os secretários se reuniram para discutir o programa,
lançado há um ano com meta de entregar 1 milhão
de casas. A segunda fase prevê 2 milhões.
"É importantíssimo que se corrijam os valores",
disse o secretário estadual de Habitação
de São Paulo, Lair Krähenbühl. O governo federal
prometeu detalhar o Minha Casa, Minha Vida 2 até junho.
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O ESTADO DO PARANÁ,
13 de abril de 2010 | Economia
Exigir renegociação de dívidas é um
direito
Cintia Végas Muitas pessoas que fazem financiamentos de carro, casa própria
e outros bens sentem que pagam juros abusivos às financiadoras
de crédito. Porém, não sabem como agir e
acabam arcando com o prejuízo.
Segundo a Associação Paranaense de Apoio ao Mutuário
(Aspam), sempre que a pessoa se sentir lesada, constrangida ou
humilhada em um processo de financiamento, deve buscar seus direitos
junto à Justiça e exigir uma renegociação
de suas dívidas.
Os juros legais máximos que deveriam ser praticados são
de 12% ao ano, o que equivale a 1% ao mês. Entretanto,
existem cobranças de até 60,1% ao ano, o que corresponde
a 4% ao mês.
“Muitas vezes, as financiadoras cobram juros sobre juros
e o consumidor não se dá conta disto no momento
da assinatura do contrato. O problema é que a grande maioria
das pessoas se preocupa com o valor das parcelas do financiamento,
mas não calcula o total que vai pagar pelo produto. Ao
final, acabam pagando duas ou até três vezes o valor
que o mesmo teria à vista”, diz o supervisor da
Aspam, Rafael Crepaldi.
Se a aquisição à vista não é possível,
o indicado é que o comprador feche um financiamento com
parcelas equivalentes a cerca de 20% a 30% do valor de sua renda
mensal.
Entretanto, se depois de alguns meses o consumidor sentir que
está sendo ludibriado, deve procurar um escritório
de advocacia para se certificar se os juros estão ou não
sendo abusivos.
“Nestes casos, as pessoas também devem ficar atentas
aos valores cobrados pelos escritórios, sendo que muitos
cobram valores altíssimos. Na associação,
prestamos um serviço de consultoria gratuita - através
do (41) 3223-4088 - e também podemos indicar profissionais
que cobram preços justos”, afirma.
Se constatados juros abusivos, o consumidor pode ingressar com
uma ação revisional, aguardando autorização
de depósito judicial das parcelas correspondentes ao financiamento.
Posteriormente, costumam ser marcadas audiências de conciliação,
para que consumidor e financiador possam chegar a um acordo que
agrade a ambos. Quando isso acontece, o consumidor assina um
novo contrato com a empresa financeira se comprometendo a quitar
sua dívida.
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Agência
Diap, 12 de abril de 2010
Ampliar a bancada sindical: desafio dos trabalhadores em 2010*
Eleger
parlamentares - deputados federais e estaduais e senadores -
para mediar os conflitos, intermediar as demandas e criar
condições para saídas negociadas para
os impasses, sob pena de voltar no tempo e sem a interlocução
que o movimento sindical sempre teve nos governos Lula
O próximo presidente da República, independentemente
de quem seja, dificilmente terá a mesma afinidade de
Lula com o movimento sindical, fato que irá exigir forte
representação dos trabalhadores no Parlamento
para fazer a mediação entre as autoridades públicas
e a classe trabalhadora e entre esta e os empresários,
nos momentos de conflitos.
A relação de proximidade do presidente com os
movimentos sociais, em geral, e com o sindical, em particular,
trouxe enormes benefícios para os trabalhadores. Além
das conquistas, houve maior parcimônia do setor empresarial
que, temeroso de ser chamado à atenção
pelo Chefe do Poder Executivo, evitou maiores perseguições
e demissões por razões político-ideológicas.
Poucos quiseram correr o risco de repreensão, como ocorreu
com a Vale que levou uma bronca do Presidente por demitir trabalhadores
durante a crise.
O presidente Lula mudou o paradigma na relação
entre o Governo e o movimento sindical, substituindo uma prática
autoritária por um sistema de diálogo, com a
inauguração de espaços de debate e negociação,
tanto no âmbito das relações de trabalho
do setor privado quanto do setor público.
Colocou em prática, antes mesmo da legalização
das centrais, a governança participativa, com a garantia
de presença da representação dos trabalhadores
em todos os espaços em que temas de interesse fossem
objeto de discussão ou deliberação.
Nos próximos anos, mesmo que seja eleita a candidata
do presidente Lula, não há garantia de fácil
acesso ao poder, como existe no Governo Lula, nem tampouco
a certeza de respeito empresarial e dos outros níveis
de governo - estados e municípios - aos pleitos da classe
trabalhadora.
Por isso, é fundamental que elejamos parlamentares
- deputados federais e estaduais e senadores - para mediar
conflitos, intermediar demandas e criar condições
para as saídas negociadas para os impasses, sob pena
de voltarmos no tempo e sem a interlocução que
o movimento sindical sempre teve nos governos Lula.
A atual bancada, apesar de pequena, reagiu às investidas
do neoliberalismo no Congresso, como a aprovação
da Emenda 3, vetada pelo presidente da República, e
pró-ativa na luta pelo aumento real do salário
mínimo, no arquivamento do projeto de flexibilização
da CLT, na defesa de aumentos reais do salário mínimo
e dos aposentados, na atualização da tabela do
imposto de renda, no apoio ao reajuste dos servidores e na
luta pela eliminação do fator previdenciário.
Mas teve seu trabalho facilitado na relação com
o Governo Federal e foi pouco demandada na mediação
de conflitos com o setor privado.
Uma bancada do tamanho da atual, ainda que com a mesma combatividade,
não dará conta dos desafios de uma conjuntura
diferente da vivenciada no segundo mandato do presidente Lula.
No cenário de hoje, há afinidade entre o Governo
Central e o movimento sindical. Para completar, os empresários
se sentem constrangidos em agredir um segmento defendido por
um presidente da República popular. Qual é a
garantia que esse quadro irá se repetir?
Esse será o desafio do movimento sindical nas eleições
de 2010. Renovar o mandato dos atuais e eleger novos aliados
dos trabalhadores, preferencialmente candidatos comprometidos
com a classe trabalhadora e com experiência sindical,
seja para dar sustentação a um governo democrático
e popular, seja para enfrentar conjunturas adversas.
A Diretoria
(*) Editorial do Boletim do DIAP,
março de 2010, Ano
XVII, Nº 236
|
Agência
Diap, 11 de abril de 2010
1º de Maio: significado da
data
Por que o 1° de Maio é o Dia
Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora?
Augusto César Petta* Aproxima-se o Dia Internacional do Trabalhador, 1° de maio.
Trata-se de uma data relevante para a luta dos trabalhadores
e trabalhadoras. É importante relembrar o significado
da data.
Em 1886, a cidade de Chicago, um dos principais pólos
industriais dos Estados Unidos, foi palco de importantes manifestações
operárias. No dia 1° de maio, iniciou-se uma greve
por melhores salários e condições de trabalho,
tendo como bandeira prioritária a redução
da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.
Os jornais a serviço das classes dominantes, imediatamente
se manifestaram afirmando que os líderes operários
eram cafajestes, preguiçosos e canalhas.
No dia 3 de maio, a greve ainda continuava, e na frente de uma
das fábricas, a polícia matou seis operários,
deixando 50 feridos e centenas de presos. No dia 4, houve uma
grande manifestação de protesto e os manifestantes
foram atacados por 180 policiais, que ocasionaram a morte de
centenas de pessoas.
Foi decretado "Estado de Sítio" e a proibição
de sair às ruas. Milhares de trabalhadores foram presos,
muitas sedes de sindicatos incendiadas e residências de
operários foram invadidas e saqueadas. Os principais líderes
do movimento grevista foram condenados à morte na forca.
Spies, Parsons, Engel e Fisher foram executados no dia 11 de
novembro de 1886, enquanto que Lingg, também condenado,
suicidou-se.
Em 1891, no 2° Congresso da Segunda Internacional, realizado
em Bruxelas, foi aprovada a resolução histórica
de estabelecer 1° de maio, como um "dia de festa dos
trabalhadores de todos os países, durante o qual os trabalhadores
devem manifestar os objetivos comuns de suas reivindicações,
bem como sua solidariedade".
No Brasil, as comemorações do 1° de maio,
também estiveram relacionadas à luta por melhores
salários e pela redução da jornada. A primeira
manifestação registrada ocorreu em Santos, em 1895.
A data foi consolidada , quando um decreto presidencial estabeleceu
o 1° de maio como feriado nacional, em 1925. A efeméride
ganhou status de "dia oficial", quando Getúlio
Vargas era Presidente da República. Ele aproveitou o dia
para anunciar, em anos diferentes - fruto de intensas lutas dos
trabalhadores e trabalhadoras - os reajustes de salários
mínimos e a redução da jornada.
Em 2010, no dia 1° de maio, serão realizadas várias
manifestações, em todos os Estados, coordenadas
pelas Centrais Sindicais. As reivindicações prioritárias
dos trabalhadores e trabalhadoras serão expostas nas praças
públicas, fazendo com que a data seja marcada como um
importante Dia de Luta.
Para tanto, é necessário que desde já,
que as entidades sindicais iniciem um intenso processo de organização
e de mobilização, esclarecendo aos trabalhadores
e trabalhadoras o significado da data e as principais reivindicações
que serão apresentadas.
(*) Professor e coordenador-técnico do Centro de Estudos
Sindicais (CES)
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Última Instância,
10 de abril de 2010
CALÚNIA E INJÚRIA
Sindicalista é condenado a um ano de prisão por ofender
procurador em rádio
Da Redação O juiz Gilson Pessotti, da 4ª Vara Federal de Ribeirão
Preto, condenou o ex-sindicalista Natal Honório Garcia
a um ano e 13 dias de reclusão pelos crimes de calúnia
e injúria contra um membro de Ministério Público
do Trabalho.
Garcia, que ocupou a presidência do Sindicato dos Empregados
Rurais de Sertãozinho —atualmente extinto por sentença
em ação civil pública do MPT— também
foi condenado a pagar multa.
O ex-sindicalista foi denunciado após ofender a honra
do procurador do trabalho em uma entrevista ao vivo concedida à Rádio
Sertão, de Sertãozinho (SP). O procurador ofendido
também move ação civil de indenização
contra o ex-sindicalista.
O Ministério Público do Trabalho havia ajuizado
pedido de intervenção judicial no sindicato, cuja
diretoria cometeu violações à representatividade
da categoria dos trabalhadores rurais, dentre as quais a prática
reiterada de fraudes eleitorais.
Uma decisão judicial decretou a destituição
do sindicalista do cargo de dirigente e a administração
provisória da Federação dos Empregados Rurais
Assalariados do Estado de São Paulo, sob controle do MPT.
Foi determinada a realização de novas eleições
e de auditoria no sindicato.
A diretoria, no entanto, se recusou a deixar a administração
do sindicato e entregar os bens sindicais no prazo estipulado.
A Justiça então determinou o cumprimento forçado
da decisão judicial, com participação do
procurador do trabalho, da Polícia Federal e de oficial
de justiça.
Dez meses após a expulsão da diretoria destituída,
Garcia, antigo presidente do sindicato, participou de nova ocupação
da sede do sindicato e concedeu entrevista à rádio
local manifestando inconformismo e ofendendo membro do Ministério
Público do Trabalho por meio de expressões caluniosas
e injuriosas.
Decisão
Em interrogatório judicial, Garcia reconheceu não
ter conhecimento de qualquer fato criminoso que pudesse ser atribuído
ao agente público.
Na sentença, o juiz federal Gilson Pessotti afastou a
possibilidade de retratação do réu e negou
a possibilidade de cumprimento de pena alternativa. O juiz também
afirmou que “de fato, quanto à culpabilidade, não
se pode ignorar a alta reprovabilidade da conduta do agente,
que se utilizou de poderoso veículo de comunicação
(rádio) para achacar a honra objetiva e subjetiva do procurador
do trabalho”.
O magistrado disse ainda que o réu tem “péssimo
comportamento em sociedade”, que revela desrespeito ao
Poder Judiciário e uso de ameaça e violência. “É acusado
de ter praticado graves irregularidades na administração
do sindicato (...). Recusou-se a cumprir ordem judicial(...).
Somente entregou a sede do sindicato à administradora
provisória escolhida pelo juízo trabalhista, mediante
reforço policial; tentou pressionar o juízo trabalhista
na audiência (...). Influenciou nova invasão na
sede do sindicato (...). Incentivou a continuidade da rebelião”,
disse o juiz.
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BEM PARANÁ,
09 de abril de 2010 | Economia
Dieese
Salário mínimo no país
deveria ser de R$ 2.159,65
Mínimo deveria ter sido 4,23 vezes
maior que o piso vigente, de R$ 510
Agência Estado O salário mínimo do trabalhador do País
deveria ter sido de R$ 2.159,65 em março para que ele
suprisse as necessidades básicas e da família,
de acordo com estudo divulgado hoje pelo Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A constatação foi feita por meio da utilização
da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado,
realizada pela instituição em 17 capitais do Brasil.
Com base no maior valor apurado para a cesta no período,
de R$ 257,07, em Porto Alegre, e levando em consideração
o preceito constitucional que estabelece que o salário
mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares
com alimentação, moradia, saúde, transportes,
educação, vestuário, higiene, lazer e previdência,
o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 4,23 vezes
maior que o piso vigente, de R$ 510.
Em fevereiro deste ano, o valor do salário mínimo
necessário era menor, de R$ 2.003,30 e correspondia a
3,92 vezes o mínimo em vigor. Em março de 2009,
o valor necessário foi estimado em R$ 2.005,57, o que
correspondia a 4,31 vezes o salário mínimo oficial
na ocasião, de R$ 465,00.
O Dieese também informou que aumentou o tempo médio
de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha
salário mínimo pudesse adquirir, em março
de 2010, o conjunto de bens essenciais, na comparação
com o mês anterior. Na média das 17 cidades pesquisas
pela instituição, o trabalhador que ganha um salário
mínimo necessitou cumprir uma jornada de 94 horas e 38
minutos em março para realizar a mesma compra que, um
mês antes, exigia a execução de 88 horas
e 52 minutos. Em março de 2009, a mesma compra necessitava
a realização de uma jornada maior, de 96 horas
e 12 minutos.
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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de abril de 2010 | Cidades
Curitiba é a cidade mais sustentável
do mundo
Luciana Cristo
O prêmio de cidade mais sustentável do mundo é de
Curitiba. Concedido pelo Globe Forum, na Suécia, o júri
do Globe Award Sustainable City foi unânime ao escolher
a capital paranaense, que disputou o título com Sydney
(Austrália); Malmö (Suécia); Murcia (Espanha);
Songpa (Coreia do Sul) e Stargard Szczecinski (Polônia).
O júri avaliou itens como preservação de
recursos naturais; cultura e lazer; transporte; confiança
no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial.
O carro-chefe do case apresentado por Curitiba foi o programa
Biocidade, que integra a questão ambiental a todas as
ações do município.
O prefeito Luciano Ducci vai receber o prêmio no dia 29,
em cerimônia no Museu Nórdico de Estocolmo. Curitiba
ganha também dois anos como membro especial do Globe Forum
e destaque nas conferências de Dublin e Gdansk.
O secretário municipal de Meio Ambiente, José Antônio
Andreguetto, reconhece que Curitiba não é uma cidade
sustentável, mas que busca a sustentabilidade com ações
do poder público e da sociedade. “É isso
que desperta curiosidade das pessoas que vêm de fora, no
planejamento urbano e na busca inovações para manter áreas
verdes”, diz o secretário.
Ele também lembrou do reconhecimento que é dado
a Curitiba pelo sistema de transporte. “O sistema de transporte é eficiente
pela sua integração, baixo custo e qualidade, buscando
inovação para manter esse status, por exemplo com
o Ligeirão e com a Linha Verde”, lembra.
Mesmo com o maior índice de separação de
lixo do Brasil, Curitiba hoje sofre sem saber qual será a
nova área para o depósito do lixo da capital e
de outros 18 municípios da região metropolitana
após novembro, que é a data-limite para utilização
do aterro da Caximba.
A justificativa de Andreguetto para a demora é que, mais
uma vez, Curitiba buscou tecnologia e não apenas um novo
local para enterrar o lixo. O secretário reforçou
que, enquanto isso não acontece, é preciso uma
solução temporária e que nos próximos
dias a prefeitura deve anunciar a área escolhida.
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BEM PARANÁ,
07 de abril de 2010 | Economia
Expansão
Renda média da família
brasileira foi recorde em 2009
Salário médio foi de R$
1.285 no ano passado
Agência Brasil A renda média das famílias brasileiras foi de
R$ 1.285 no ano passado, segundo pesquisa realizada pela empresa
Cetelem Brasil, no final de 2009, que ouviu 1.500 pessoas de
nove regiões metropolitanas do país.
Financeira do banco francês BNP Paribas, a Cetelem pesquisa
o comportamento do consumidor brasileiro e avalia sua intenção
de compra, por classe social e de acordo com as regiões
do país. O levantamento, realizado desde 2005, recebeu
o nome de Observador Brasil.
Os números foram divulgados hoje (6) pelo diretor-geral
da empresa, Marcos Etchegoyen. De acordo com ele, o aumento do
poder de compra da família brasileira foi alavancado principalmente
pela expansão da renda das classes C, D e E.
Para Etchegoyen, isso garantiu ao Brasil a retomada do consumo
doméstico aos níveis de 2007. Anteriores, portanto, à crise
financeira mundial, deflagrada em setembro de 2008, que causou
prejuízos generalizados, com impacto mais forte nos países
desenvolvidos que nos emergentes.
O dirigente da Cetelem ressaltou que o Observador Brasil constatou
contínua evolução da renda disponível
das classes D e E, que passou de menos R$ 17, em 2005, para R$
61, em 2009, o que “indica melhora na qualidade de vida
das populações mais pobres”.
Tanto que esses extratos sociais perderam 27 milhões
de pessoas, de 2005 para cá, que migraram para a classe
C. Enquanto as classes D e E encolheram de 51% para 31% da população,
a classe C aumentou no mesmo período de 34% para 49%.
O conjunto das classes A e B avançou levemente, de 15%
para 16% da população brasileira.
A pesquisa verificou, porém, que todas as classes sociais
perderam renda disponível em 2009, comparado a 2008, como
reflexo da crise financeira mundial, que manteve a tendência
de alta moderada em gastos essenciais como supermercado, luz, água,
gás, aluguel condomínio, remédios, transporte,
bem como nas despesas com vestuário e lazer.
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SAEP, 6 de abril de 2010
Recuperação: sindicatos
devem se preparar para negociar CCTs mais amplas Resultados recentes das campanhas salariais e as previsões
bastante positivas para 2010 reabrem a discussão sobre
a necessidade de os sindicatos de base ampliarem a pauta de reivindicações
de suas campanhas salariais e botarem peso nas chamadas cláusulas
não-econômicas.
Essas cláusulas podem melhorar a distribuição
de renda e acelerar o desenvolvimento e a democracia do País
através de outros elementos além dos aumentos salariais.
Mesmo com a crise econômica que atingiu o mundo em 2009,
e apesar de o Brasil não ter apresentado crescimento econômico
- o Produto Interno Bruto (PIB) ficou negativo em 0,2% -, 80%
das negociações salariais de 692 categorias, realizadas
no ano passado, conquistaram aumento real de salário,
enquanto somente 7% delas ficaram abaixo da inflação.
Os números são do balanço divulgado em
março pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos). É a sexta vez consecutiva,
desde 2004, que os trabalhadores organizados atingem esse patamar.
De acordo com o Dieese, os índices são resultado
da capacidade de pressão e negociação dos
sindicatos, não apenas para manutenção dos
ganhos, que impactam positivamente na economia, mas também
na forma de apoio a medidas governamentais para desenvolvimento
do mercado interno em 2009:
- a redução temporária de impostos em setores
duramente impactados pela crise, a oferta de créditos
por meio de bancos públicos e o investimento em setores
com grande capacidade de gerar emprego, casos da construção
civil e do segmento automotivo.
A melhor parte da pesquisa, contudo, é a expectativa
de crescimento econômico elevado e expansão do nível
do emprego para 2010, conforme aponta o coordenador de Relações
Sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira.
"Neste ano, quando há perspectiva de o PIB crescer
entre 5% e 6%, a tendência é que melhorem de forma
substancial a produção e as vendas em todos os
setores", acredita.
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O ESTADO DO PARANÁ,
05 de abril de 2010 | Economia
Sindicatos negociam e conseguem reduzir jornada
Sindicatos de categorias mais organizadas de trabalhadores
estão conquistando acordos de redução
da jornada sem cortes nos salários, enquanto a proposta
de emenda constitucional (PEC) que reduz a jornada legal, das
atuais 44 horas para 40 horas semanais, permanece parada no
Congresso, sem previsão de data para ser votada. O movimento
pela redução da jornada cresce ano a ano e virou
a principal bandeira de luta das centrais sindicais em 2010.
Segundo cálculos do professor José Pastore, da
Faculdade de Economia e Administração da Universidade
São Paulo (FEA-USP), em seis anos o número de
trabalhadores que trabalham até 40 horas subiu de 28,6%
para 31,97% do total.
Só este ano, o Sindicato dos Metalúrgicos de
São Paulo, Mogi das Cruzes e Região fechou acordos
com 22 empresas, que beneficiam mais de 5,5 mil trabalhadores. "Estamos
buscando acordos que atendem tanto os trabalhadores quanto
as empresas e mostram que a redução da jornada é possível",
afirma o presidente do sindicato, Miguel Torres.
Outras categorias
No mês passado, o Sindicato dos Trabalhadores em Processamento
de Dados do Estado de São Paulo e o sindicato das empresas
chegaram a um acordo para renovação da convenção
coletiva da categoria. Além de reajuste linear de 6%
nos salários, o acordo prevê redução
da jornada para 40 horas a partir de janeiro do próximo
ano. Existem hoje 80 mil profissionais dessa área no
Estado. "A redução da jornada é a
nossa principal vitória", diz o presidente do sindicato,
Antonio Neto, também presidente da Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil (CGTB).
Os trabalhadores químicos nas indústrias farmacêuticas
de São Paulo cumprem jornada de 40 horas desde setembro
de 2009. A conquista, obtida na convenção coletiva
em 2008, beneficiou 80 mil químicos associados a sindicatos
da Força e da CUT. A luta pela jornada de 40 horas é uma
bandeira das centrais há quase duas décadas.
Acordos têm garantido jornada reduzida às categorias
com poder de mobilização. Entre as grandes empresas,
como as montadoras, a jornada de 40 horas já é praxe. "80%
da nossa categoria têm jornada entre 40 e 42 horas",
diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC,
Sérgio Nobre. As informações são
do jornal O Estado de S. Paulo.
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Última Instância,
4 de abril de 2010
Inadimplência pública
CCJ aprova PL que cria certidão
negativa trabalhista
Foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Constituição
e Justiça da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei
7.077/2002, que institui a Certidão Negativa de Débito
Trabalhista (CNDT). O documento servirá para empresas comprovarem
que estão quites com a Justiça do Trabalho e junto à Administração
Pública nos processos de licitação.
A articulação para a aprovação do
projeto de lei envolveu, além do Ministério da
Justiça, o Ministério do Trabalho e Emprego, a
Receita Federal e o Tribunal Superior do Trabalho. Este esforço
resultou na aprovação do substitutivo apresentado
pelo relator deputado Luiz Couto (PT-PB) pela Comissão
de Constituição, Justiça e de Cidadania
da Câmara dos Deputados.
A proposta altera a Consolidação das Leis Trabalhistas,
criando uma certidão sobre condenações não
cumpridas pelos empresários em relação a
decisões da Justiça do Trabalho. Serão considerados
inadimplentes os empregadores que não obedecerem sentenças
transitadas em julgado e acordos judiciais ou conciliatórios,
inclusive no Ministério Público do Trabalho, além
dos que não pagarem honorários e custas determinados
nos processos. Com informações da Assessoria de
Imprensa do Ministério da Justiça.
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Gazeta do Povo, 3 de abril de 2010
Previdência
1,6 milhão de inativos podem pedir a “desaposentadoria”
Aposentados que continuam trabalhando têm entrado com ações
para que o benefício leve em conta as novas contribuições
Os pedidos de “desaposentadoria” se tornaram as ações
mais comuns contra o Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS). Elas são abertas por aposentados que continuaram
a trabalhar – e contribuir – após começarem
a receber o benefício do INSS, e pedem a revisão
do cálculo da aposentadoria para que seja levado em conta
o novo período de contribuição.
De acordo com o Ministério da Previdência, 1,6
milhão de inativos continuam no mercado de trabalho e,
em tese, podem entrar com ações pedindo a revisão
do benefício. O risco de uma enxurrada de processos contra
o INSS, portanto, é grande, o que tende a contribuir para
aumentar o rombo nas contas do órgão caso os aposentados
obtenham a revisão na Justiça. Para o INSS, porém,
não existe regulamentação que o obrigue
a fazer o novo cálculo.
Recentemente, os tribunais superiores começaram a dar
ganho de causa a inativos em pedidos de desaposentadoria. A principal
vitória individual deste tipo foi confirmada em 23 de
fevereiro pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas
há também decisões favoráveis nos
Tribunais Regionais Federais da 2.ª e da 4.ª Regiões.
A auxiliar de informática Neusa da Silva Brandt, de 54
anos, recentemente deu entrada no processo de desaposentadoria
com expectativa de ter o mérito julgado até o fim
de 2013. Ela se aposentou há três anos e meio, mas
continua com um emprego formal, ou seja, contribui regularmente
com o INSS.
Na época do afastamento, a conta para a aposentadoria
resultou em rendimento de aproximadamente 80% do seu último
salário. De acordo com os cálculos feitos por sua
advogada, se tiver sucesso na ação de desaposentadoria,
ela pode recuperar os 20% perdidos, ficando com o benefício
bem próximo do salário integral da época
da aposentadoria. “Estou buscando um rendimento maior.
Os salários hoje estão pequenos, se eu vivesse
só da Previdência certamente teria que baixar o
meu padrão de vida. Quem se aposenta por idade recebe
o salário praticamente integral, estou tentando recuperar
este tempo perdido”, diz.
Análise
O especialista em previdência Renato Follador afirma que
as decisões favoráveis mais recentes do Judiciário
se basearam no fator previdenciário instituído
em 1999 e na Constituição. “Se de um lado
o beneficiário não pode receber mais do que contribuiu,
o inverso também é verdadeiro, o critério
deve ser o mesmo. Toda a contribuição dá origem
a uma reserva que deve ser devolvida. O Estado não pode
se apropriar das contribuições excedentes”,
avalia.
“Os técnicos da Previdência estão
bravos, mas terão que acatar. Só agora a Justiça
está reconhecendo o equívoco. Se o cidadão
se aposenta dentro das regras e continua obrigado a contribuir
com a Previdência, isso não é mais contribuição, é imposto.
O que não se pode admitir é o segurado permanecer
contribuindo durante anos e anos sem poder usufruir de nenhum
benefício”, completa.
A decisão do STJ confirmou o direito do segurado em renunciar à sua
aposentadoria atual reaproveitando o tempo extra de contribuição
para melhorar seu benefício, sem devolver os proventos
já recebidos. Este último detalhe ainda divide
muitos juízes de primeiro grau.
Especialistas em direito previdenciário admitem que é normal
haver entendimentos diferentes quando um assunto ainda é muito
novo. Cleber Piacentini, do escritório Parucker & Piacentini,
atualmente divide as ações em duas categorias com
chances de sucesso distintas. Aquelas de valor inferior a 60
salários mínimos (hoje R$ 30,6 mil) são
analisadas pelo juizado especial, que ultimamente tem negado
os pedidos.
Já as ações de valores maiores são
encaminhadas à vara previdenciária e têm
boas chances de terminar no STJ, onde a tendência recente é favorável
ao segurado. Piacentini ressalta que a posição
do STJ ainda não significa uma consolidação
do entendimento judiciário. “Mas sem dúvida é um
grande passo nesse sentido, e privilegia o direito do aposentado.”
O cálculo de desaposentadoria é rejeitado pelas
agências do INSS, o que gera dificuldades no trâmite
da matéria. De acordo com Piacentini, há juízes
que extinguem o processo antes mesmo de analisar o caso. “O
raciocínio deles é de que não podem dar
continuidade ao processo se a parte não fez o básico,
que é dar entrada com pedido junto à Previdência.
O problema é que as agências da Previdência
não dão entrada nesse processo administrativo,
então o único caminho é judicial”,
diz.
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Gazeta do Povo, 2 de abril de 2010
indicador
Indústria cresce 1,5% e encosta no nível pré-crise
Produção industrial avançou pelo segundo mês
seguido em fevereiro e ficou 18,4% acima do registrado no mesmo
mês de 2009
A produção industrial brasileira cresceu 1,5% em
fevereiro deste ano em relação a janeiro, na segunda
alta consecutiva. O resultado foi puxado principalmente pela expansão
dos bens de consumo e dos bens de capital. Na comparação
com fevereiro de 2009, quando o setor ainda vivia de forma mais
intensa os efeitos da crise, a alta foi de 18,4%.
Com o resultado, a produção voltou aos níveis
verificados em maio de 2008. Também ficou apenas 3,2%
abaixo do recorde verificado em setembro daquele ano. No caso
dos fabricantes de bens de consumo semi e não duráveis,
no entanto, o patamar pré-crise já foi superado
em 1,6%. Esses segmentos sofreram menos com o desaquecimento
da economia por serem mais voltados para o mercado interno e
menos dependentes da oferta de crédito. Em fevereiro,
a alta da produção dos bens não duráveis
foi de 2,4% sobre janeiro.
A segunda maior expansão, de 1,7%, foi verificada nos
bens de capital, que inclui máquinas e equipamentos. “Esse
setor perdeu ritmo nos meses de dezembro de 2009 e de janeiro
deste ano. Ao voltar a crescer a essa taxa expressiva de 1,7%,
fortalece as expectativas de vê-lo assumir a liderança
da produção industrial, como ocorria antes de setembro
de 2008, bem como confirma que os investimentos estão
sendo retomados de modo mais consistente’’, diz boletim
do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
Evolução
O economista André Macedo, do IBGE, ressalta que, desde
abril de 2009, quando teve início a recuperação
da produção de bens de capital, o setor acumula
alta de 31,4%. Mesmo assim, a produção atual está 9,9%
abaixo do de setembro de 2008. Como o setor está relacionado à expansão
da capacidade produtiva, é indica o comportamento da indústria
no futuro.
Nas outras categorias, a defasagem em relação
aos níveis pré-crise é menor. Fica em menos
1,3% nos bens intermediários e em menos 0,7% nos bens
de consumo duráveis. O primeiro grupo diminuiu o ritmo
de produção em fevereiro, mas a queda de 0,5% é vista
como uma “acomodação’’ após
13 meses seguidos de expansão. Já os bens duráveis
tiveram alta de 0,7% sobre janeiro.
Macedo também destacou que o crescimento em relação
a fevereiro de 2009 foi generalizado. Dos 755 produtos pesquisados,
72,1% tiveram produção maior neste ano. É o
maior porcentual da série histórica iniciada em
2003. Dos 27 ramos industriais pesquisados, apenas dois produziram
em fevereiro deste ano menos do que em fevereiro de 2009.
Duráveis
A produção de bens de consumo duráveis,
que sofreu a queda mais abrupta após o agravamento da
crise, deu no primeiro bimestre de 2010 a principal contribuição
para a expansão de 17,2% da indústria em relação
ao mesmo período de 2009 – a maior já verificada
em um bimestre desde o início da série histórica,
em 1991. O instituto verificou que o setor automotivo, com alta
acumulada de 38,9% em janeiro e fevereiro, foi o principal destaque.
Máquinas e equipamentos (37,8%), outros produtos químicos
(29,9%) e metalurgia básica (34,7%) também contribuíram
para o resultado.
Por categoria de usos, os bens de consumo duráveis tiveram
alta de 30,2% no bimestre, seguidos pelos bens intermediários
(20%), pelos bens de capital (19,1%) e pelos bens de consumo
semi e não duráveis (8%). No caso dos veículos,
pesaram a forte redução da produção
no último trimestre de 2008, que deixou a base de comparação
mais baixa, e as condições do mercado interno,
com estímulos fiscais, expansão de renda e retomada
do crédito. Apesar disso, o patamar de produção
em fevereiro deste ano continuava 12,3% abaixo do de setembro
de 2008.
“Após alguma acomodação no fim do
ano passado em função da expectativa do que iria
acontecer [com a redução dos estímulos fiscais],
a demanda interna volta a puxar a produção’’,
diz o economista Bernardo Wjuniski, da consultoria Tendências.
Segundo a economista Thaís Marzola Zara, da Rosenberg
Consultores Associados, o mercado doméstico respondeu
em fevereiro por 17 pontos porcentuais da alta de 18,3% da indústria
de transformação sobre 2009. A demanda externa,
embora crescente, contribuiu com apenas 1,3 ponto porcentual.
Ela também acredita no crescimento do segmento de bens
duráveis.
Vendas de veículos batem recorde
A venda de veículos novos no país cresceu 17,9%
no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo
período do ano passado, batendo o recorde para os primeiros
três meses do ano, com o emplacamento de 788,1 mil unidades.
Março isoladamente também apresentou a melhor
marca mensal, com o impulso aos licenciamentos dado pelo último
mês da redução do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI). Foram 353,8 mil veículos (automóveis,
comerciais leves, ônibus, caminhões) comercializados
no país, o que ajudou o setor a dar uma contribuição
forte para o crescimento da indústria nos primeiro meses
do ano.
O volume é 14,6% superior ao recorde anterior, que havia
sido batido em setembro passado. Naquele mês, também
houve corrida às concessionárias devido à redução
do tributo, cuja alíquota voltou a subir gradualmente
em outubro. Ontem, a alíquota dos carros a álcool
ou flex de mil cilindradas foi elevada de 3% para 5%. A dos veículos
de até 2 mil cilindradas passou de 7,5% para 11%. Para
caminhões, a isenção do tributo permanece
até junho, quando a alíquota retornará a
5%.
André Beer, consultor do setor automotivo e ex-presidente
da Anfavea (associação das montadoras), destaca
que ainda haverá um “rescaldo’’ de licenciamentos
que serão contabilizados neste mês. “A hora
da verdade do mercado começa em maio’’, afirma,
prevendo emplacamentos mensais em torno de 250 mil unidades e
muitas promoções para atrair os clientes às
lojas. “Ainda há muito espaço para crescer.’’
A opinião é compartilhada por Luiz Carlos Mello,
do Centro de Estudos Automotivos (CEA). O ex-presidente da Ford
no Brasil ressalta que, além da demanda reprimida, “há o
mercado nascente, com o ingresso de parte da população
que teve melhoria de renda e passou a ter acesso ao crédito’’.
Na sua avaliação, a retomada de financiamentos,
não o benefício fiscal, foi o principal fator a
impulsionar vendas. “Mas, quando há vantagem [extra],
por que não aproveitá-la?’’.
O incentivo, concedido em dezembro de 2008, foi uma das principais
medidas anticrise do governo para estimular as vendas no setor.
Em 2009, o emplacamento de carros cresceu 11,4% em relação
a 2008.
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Agência Câmara,
1 de abril de 2010
Comissão aprova redução de jornada e de salário
durante crise
Empresas que tiverem queda de 20% em suas receitas por três
meses poderão reduzir a jornada de trabalho e o salário
de seus empregados.
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria
e Comércio aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei
5019/09, do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que estabelece
condições para a redução de jornada
de trabalho e de salários em períodos de crise.
Conforme a proposta, as empresas que tiverem uma queda média
de 20% ou mais da receita de suas vendas ou do saldo de seus
depósitos e empréstimos (no caso de bancos), por
três meses, em comparação com igual período
do ano anterior, podem reduzir a jornada de trabalho dos seus
empregados.
A lei atual (4.923/65) não estabelece um indicador objetivo
para permitir a redução da jornada, admitindo-a
quando a empresa estiver em dificuldade econômica "devidamente
comprovada" — expressão considerada "vaga" pelo
autor da proposta.
Conforme a proposta, a redução do salário
será proporcional à redução da jornada
e não poderá ser superior a 25% do salário
contratual, respeitado o salário mínimo. Essa regra
já consta da lei atual.
Pela proposta, a redução da jornada de trabalho
será feita por acordo feito com os sindicatos. O prazo
da redução de jornada não poderá superar
seis meses, desde que as vendas não tenham melhorado.
A queda de vendas deverá ser comprovada com a apresentação
das notas fiscais emitidas durante o período ou do balancete
dessas notas.
Preservação do emprego
A proposta foi aprovada com alterações feitas
pelo relator, deputado Dr. Ubiali (PSB-SP). Um delas proíbe
demissões durante o período de vigência da
redução da jornada. O relator também retirou
da proposta a necessidade de homologação dos acordos
sobre redução de jornada pelo Ministério
do Trabalho e criou regras específicas para empresas que
tenham menos de um ano de funcionamento.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo.
O projeto perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de
aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito
assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto
precisará ser votado pelo Plenário., ainda será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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