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Agência
Brasil, 31 de janeiro de 2010
Mantega prevê criação de 1,5 milhão
de empregos este ano
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou à Agência
Brasil, em Davos, na Suíça, que acredita que o Brasil
vai criar 1,5 milhão de empregos neste ano de 2010. O ministro
participou do Fórum Econômico Mundial.
“ Em 2009, o mundo perdeu 27 milhões de empregos.
Portanto, houve um aumento do desemprego no mundo. E o Brasil,
em ano de crise, foi um dos poucos países que criou novos
empregos. E será um dos países que mais vão
gerar emprego em 2010. Com esse crescimento que vamos ter [a
previsão do ministro é de um crescimento acima
de 5%], vamos criar mais de um 1,5 milhão de empregos
em 2010.”
Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles,
participaram no fórum de um debate sobre a economia brasileira.
No painel Brazil: What is Next? (Brasil: o que Vem pela Frente?),
apresentaram para empresários e investidores uma análise
macroeconômica do país, sobre o crescimento do emprego
e o aumento da renda e do consumo.
Em entrevista logo após o encontro, Mantega comentou
também a reação dos estrangeiros. Disse
que o Brasil é alvo do interesse de vários empreendedores
de todo mundo.
“Não faltarão investidores indo para o Brasil
porque o país demonstra, cada vez mais, que reúne
condições muito atraentes. É um pais seguro,
sólido, que cresce de forma sustentável e oferece
oportunidades para todos e também para os estrangeiros.”
Mantega falou ainda sobre o fim da redução do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis,
eletrodomésticos e materiais de construção.
Permanecem apenas os incentivos fiscais para os investimentos.
O ministro disse que vê uma recuperação
sólida da economia brasileira e acredita não ser
mais necessária a isenção tributária
para incentivar o consumo. “A economia brasileira caminha
com as próprias permas”, destacou Mantega.
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Folha de S.Paulo, 30 de janeiro de 2010
CIMENTO
Camargo Corrêa decide retirar
proposta pela Cimpor
DA REPORTAGEM LOCAL
Dez dias após ser questionada pela CMVM (órgão
regulador do mercado de Portugal), a Camargo Corrêa anunciou,
ontem, a retirada da proposta de fusão que tinha feito à cimenteira
Cimpor duas semanas atrás -mas ressaltou que continuará buscando
uma forma de se unir à companhia.
" A Camargo Corrêa está segura da legalidade
dessa proposta, que se encontrava em estudo havia bastante tempo.
Uma inesperada conjugação de circunstâncias
levou, porém, a que fosse submetida quando já decorria
uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) sobre
a Cimpor, o que criou uma situação inédita
no mercado português, suscetível de gerar entendimentos
incorretos", disse a empresa em comunicado.
A Cimpor, maior empresa não financeira de Portugal e
12ª do setor no mundo, está desde dezembro no meio
de uma disputa entre grupos brasileiros. O primeiro a apresentar
um lance, não solicitado, foi a CSN -que ontem disse que
fará a emissão de até R$ 10 bilhões
em notas promissórias para financiar a aquisição.
Depois, veio a Camargo Corrêa e, por último, na
terça, a Votorantim.
A CMVM solicitou à Camargo Corrêa esclarecimentos
sobre o plano ou a sua retirada depois que a CSN reclamou que
os valores estabelecidos pela rival na transação
estavam em desacordo com a legislação portuguesa.
Pelas regras, como uma proposta já havia sido colocada
anteriormente, a nova teria que ficar pelo menos 2% acima. A
da CSN era de 5,75 (cerca de R$ 15) por ação, num
total de 3,86 bilhões (R$ 9,8 bilhões). A Camargo
nunca mencionou montantes, mas analistas de mercado fizeram estimativas.
" A Camargo Corrêa mantém-se seriamente interessada
em uma solução de criação de valor
com a Cimpor, de acordo com um projeto industrial sólido,
consistente e de longo prazo, motivo pelo qual continua a estudar
ativamente alternativas para essa solução",
afirmou a companhia ontem.
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AGêNCIA
DIAP, 29 de janeiro de 2010
Editorial*: Três desafios
do movimento sindical em 2010
Votar a agenda pendente no Governo Lula; eleger um aliado dos
assalariados para sucessão presidencial; e também
uma grande bancada de deputados e senadores compromissada com
a classe trabalhadora
O movimento sindical terá três grandes desafios
em 2010, que irão exigir unidade política e de
ação.
O primeiro será votar a agenda pendente no Governo Lula.
O segundo está relacionado à eleição
de um aliado dos assalariados para a sucessão presidencial.
O terceiro será eleger uma grande bancada de deputados
e senadores compromissada com a classe trabalhadora.
O primeiro desafio, que também é o mais urgente,
consistirá em criar as condições para a
votação conclusiva de cinco pontos da agenda sindical
até julho, período útil de atuação
do Congresso neste ano eleitoral, para que sejam transformados
em lei ainda durante o Governo Lula.
Os projetos tratam da regulamentação da terceirização,
que será enviado ao Congresso entre fevereiro e março;
da estabilidade do dirigente sindical, já aprovado no
Senado e sob exame da Câmara; da redução
da jornada, que aguarda inclusão em pauta para votação
no plenário da Câmara; do custeio das entidades
sindicais, mediante a contribuição assistencial
também já aprovado no Senado e aguardando manifestação
da Câmara; e do fim ou da flexibilização
do fator previdenciário, em debate na Câmara.
A urgência da votação dessas matérias
se justifica pelo fato que o futuro presidente - seja ele ou
ela quem for - não terá o mesmo conhecimento e
sensibilidade do presidente Lula com o movimento sindical e os
trabalhadores.
Além disso, as condições serão favoráveis,
tanto do ponto de vista político, pela unidade das centrais
e o apoio do Governo, quanto sob a ótica econômica,
já que o País terá um crescimento superior
a 5% este ano.
O segundo desafio, o mais estratégico de todos, será apoiar
e contribuir para eleger para a Presidência da República
alguém identificado com as bandeiras dos trabalhadores,
a partir do compromisso com uma plataforma comum do movimento,
já que dificilmente terá alguém oriundo
do movimento sindical com chances de eleição e
com o mesmo nível de comprometimento do presidente Lula.
Pelo fato de ser a candidata de Lula e representar a continuidade
da linha programática do Governo, a ministra Dilma tende
a ser o nome natural, embora o movimento sindical saiba que num
eventual Governo dela não terá o mesmo nível
de interlocução e prestígio que possui com
o atual presidente da República.
O terceiro desafio, extremamente importante, é eleger
aliados dos trabalhadores para a Câmara e o Senado, seja
para apoiar as propostas de um eventual Governo identificado
com a pauta dos trabalhadores, seja para fazer oposição
quantitativa e qualitativa a um eventual presidente refratário à agenda
trabalhista e sindical.
A presença de sindicalistas no Congresso, tanto na Câmara
quanto no Senado, vem diminuindo nas últimas eleições.
A sorte dos trabalhadores é que durante os governos Lula,
especialmente nesta última legislatura, contou com lideranças
comprometidas e de expressão no exercício do mandato
parlamentar, como o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP)
e o senador Paulo Paim (PT/RS), para liderar a resistências às
investidas neoliberais da bancada empresarial.
Os desafios, portanto, são múltiplos e complexos.
Transformá-los em realidade exigirá muita mobilização
e unidade das lideranças sindicais, especialmente das
centrais sindicais.
A oportunidade é agora.
A Diretoria
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Folha de S.Paulo, 28 de janeiro de 2010
Caixa quer 1 milhão de moradias
no Minha Casa
Para cumprir meta de programa habitacional, banco estatal terá que
triplicar as unidades financiadas
MARIANA SALLOWICZ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA ONLINE
A Caixa Econômica Federal quer alcançar, neste ano,
1 milhão de moradias financiadas pelo programa federal Minha
Casa, Minha Vida -meta estabelecida pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Para chegar a esse número, porém,
terá de financiar 724.472 imóveis em 2010, número
que representa quase o triplo do que financiou em 2009, quando
foram 275.528 unidades entre abril, mês do lançamento
do programa, e dezembro. A projeção era de 400 mil
no ano.
"Estamos numa velocidade [de contratação]
que nos dá autoridade para falar que chegaremos a 1 milhão
até o final do ano", disse o vice-presidente da área
de governo da Caixa, Jorge Hereda, durante apresentação
do balanço de crédito imobiliário, ontem.
O banco liberou em 2009 um volume recorde de R$ 47,05 bilhões
para contratações de crédito imobiliário
-alta de 102% em relação ao ano anterior, quando
os empréstimos atingiram R$ 23,3 bilhões.
De acordo com Hereda, o ritmo de contratação de
financiamentos por meio do Minha Casa Minha Vida vem aumentando
nos últimos meses, devido ao "aprendizado" dos
agentes envolvidos nas operações. No mês
de lançamento do programa, foram financiadas 4.500 unidades.
Em dezembro, o número estava em 91,3 mil.
Nos últimos três meses de 2009, a média
de financiamento foi de mais de 60 mil unidades. "É possível
manter [essa média] neste ano e, assim, conseguir contratar
1 milhão de moradias até dezembro."
Para o economista-chefe do Secovi-SP (sindicato da habitação),
Celso Petrucci, não será fácil atingir a
meta. "Dá para fazer, mas vai exigir um esforço
adicional da indústria, da Caixa, das prefeituras e até da
liberação dos licenciamentos ambientais",
avaliou.
Segundo ele, o programa tem alguns entraves importantes, como é o
caso da dificuldade das construtoras em acharem terrenos. "Os
custos devem estar compatíveis para que se possa produzir
unidades de R$ 60 mil, R$ 70 mil até R$ 130 mil (valor
máximo permitido no programa)". Para ele, é necessária
maior agilidade na aprovação de projetos. Das 656.368
propostas recebidas na Caixa, 380.840 esperam análise.
São Paulo
A instituição também espera alcançar
a meta estabelecida pelo governo para o Estado de São
Paulo em 2010 -de 184 mil imóveis. No ano passado, foram
contratadas 52.631 unidades -28,6% do total no país.
O custo de terrenos em São Paulo, porém, é maior
do que nas demais cidades do país. Válter Nunes,
superintendente regional da Caixa, diz que viabilizará a
meta por meio de parcerias com Prefeitura e Estado.
Para a capital paulista, a meta é construir 12 mil unidades
para famílias com renda de até três salários
mínimos. A Prefeitura de São Paulo doou 32 áreas,
o que possibilitará a construção de 4.468
mil unidades. Com o Estado, em parceria com a CDHU (Companhia
de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), a expectativa é construir
13 mil unidades.
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Congresso em Foco, 27 de janeiro de 2010
Trabalhador brasileiro: o eterno perdedor
"
Como tantos outros reacionários instrumentos implantados
pela autoridade pública subserviente ao alto comando empresarial,
sustentáculo do regime militar, o FGTS é uma excrescência
por natureza"
Osvaldo Martins Rizzo*
“
Loucura! Gritou o patrão, não vês o que te
dou eu? Mentira! Disse o operário, não podes dar-me
o que é meu”. (‘O Operário em Construção’ – Vinicius
de Moraes)
Quatro dias antes de renunciar ao cargo de presidente da República,
Jânio Quadros anulou as ilegais autorizações
concedidas para a multinacional Hanna Mining Corporation, restituindo à reserva
nacional o legítimo direito extrativista das ricas jazidas
de ferro de Minas Gerais.
Empossado, o trabalhista João Goulart manteve a decisão
de Jânio, mas, quando deposto pelo golpe militar em 1964,
seus auxiliares reformistas - Celso Furtado, por exemplo - foram
substituídos por elementos conservadores umbilicalmente
ligados aos grandes interesses econômico-financeiros, como
Octávio Gouveia de Bulhões, que atuaram para que
a Hanna recuperasse a concessão da exploração
das minas de ferro. Artigo publicado na revista Fortune, de abril
de 1965, expôs o incontido prazer do imperialista em saquear
riqueza alheia ao afirmar: “Para a Hanna, a revolta que
derrubou Goulart na primavera passada chegou como um desses resgates
de último minuto pelo Primeiro de Cavalaria”.
Indicadas pela classe patronal - que tinha num dos seus principais
líderes o milionário banqueiro mineiro Magalhães
Pinto, instigador do voluntarioso general Mourão Filho,
iniciador da quartelada – as comprometidas novas autoridades
zelaram pelos interesses dos mais abastados lançando a
economia nas agruras dos efeitos ruinosos da alquímica
correção monetária, embrião da subseqüente
mega-inflação inercial que enriqueceu os banqueiros-agiotas;
concentrou renda e impôs um brutal arrocho salarial atirando
a maioria da classe trabalhadora num nível haitiano de
pobreza.
Movidos pela ganância do lucro fácil com a selvagem
exploração do trabalhador, os patrões -
além de patrocinar a Operação Bandeirantes,
cujos impunes facínoras torturaram e assassinaram inocentes
brasileiros - exigiram dos generais a intervenção
nos sindicatos obreiros para acabar com a estabilidade no emprego.
Assim nasceu outro dos muitos instrumentos casuísticos
criados pela convergência das forças empresarial-militar
que mandou no País por vinte e um anos: o Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço (FGTS) instituído pela Lei
nº 5.107/66.
Como tantos outros reacionários instrumentos implantados
pela autoridade pública subserviente ao alto comando empresarial,
sustentáculo do regime militar, o FGTS - uma antidemocrática
poupança compulsória - é uma excrescência
por natureza. Não é surpresa a constatação
feita pelo ‘Instituto FGTS Fácil’ de que o
seu estoque de recursos financeiros - um patrimônio do
trabalhador - está se desvalorizando aceleradamente ante
a inflação, notoriamente nas últimas décadas.
Usado politicamente para fomentar a desenfreada corrupção
quando emprestado a vários municípios para financiar
a construção de obras públicas de infraestrutura,
o saldo dos recursos do FGTS vem se depreciando rapidamente como
consequência, notadamente, do descasamento entre o indexador
financeiro que o remunera e o de preços que refletem a
inflação oficial.
O mais recente ataque aos cofres do FGTS deu-se através
da emissão da Resolução nº 578 do seu
Conselho Curador autorizando a aquisição de papéis
gerados por firmas privadas com graves dificuldades de caixa
que afugentam os bancos comerciais na concessão de crédito.
Com isso, gastou-se R$ 4,5 bilhões na compra de títulos
ilíquidos emitidos por empresas do setor habitacional
e cotas de fundos de investimento em recebíveis imobiliários
incapazes de gerar qualquer ativo produtivo.
Se, com o tempo, os bônus comprados pelo FGTS se valorizarem
e puderem ser revendidos ao setor privado poderá restar
preservado, a valores correntes, o patrimônio do trabalhador.
Todavia, caso a recorrente inadimplência do ramo habitacional
derrube os preços dos papéis e, desse modo, não
sejam transferidos por falta de comprador, deveras, estará caracterizada
uma operação de simples doação de
recursos do trabalhador para o setor patronal, sem qualquer contrapartida.
Noutras palavras: o administrador do fundo apostou dinheiro alheio
adquirindo títulos de alto risco que podem indispor de
valor residual futuro.
Esse fato diminui a já frágil garantia atual de
que o trabalhador possa, quando se aposentar, sacar integralmente
os valores a que tem direito ainda que nas mui restritivas situações
permitidas pela Lei Regente, um dos malévolos legados
da ditadura militar que, como alguns velhos congressistas neo-udenistas,
ainda teimam, como verdadeiros mortos vivos, em assombrar o trabalhador
brasileiro.
*Osvaldo Martins Rizzo – engenheiro e ex-conselheiro do
Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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BEM PARANÁ,
26 de janeiro de 2010 | Economia
Maternidade
Empresas podem ampliar licença-maternidade
A concessão do benefício é uma opção
da empresa, que poderá abater o valor gasto do Imposto de
Renda
Da redação
A partir de hoje as empresas poderão aderir ao programa
que permite a ampliação da licença-maternidade
de 4 para 6 meses. Pelo sistema, o governo paga o valor por quatro
meses e a empresa, por dois meses. A concessão do benefício é uma
opção da empresa, que poderá abater o valor
gasto do Imposto de Renda. Segundo a Receita, a medida representará redução
de R$ 414 milhões na arrecadação em 2010.
Depois da adesão, a funcionária tem um prazo de
30 dias após o nascimento da criança para requerer
a ampliação. Ela tem direito ao salário
integral. A medida também vale para casos de adoção.
O objetivo é garantir o aleitamento e o bom desenvolvimento
do bebê.
A regulamentação do benefício foi publicada
ontem no Diário Oficial da União, mais de um ano
após o Congresso aprovar a lei que criou o programa Empresa
Cidadã, ampliando o prazo para seis meses. As vantagens
fiscais, no entanto, estão limitadas às empresas
que fazem a declaração do Imposto de Renda pelo
sistema de lucro real, o que reduz o alcance da medida.
No Brasil, cerca de 150 mil empresas se enquadram nessa categoria,
a maioria é grande corporação. Segundo o
coordenador de cobrança da Receita, João Paulo
Martins, elas empregam cerca de 40% da mão de obra feminina
do País. As empresas incluídas no Simples ou no
sistema de lucro presumido não têm como abater a
despesa.
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FOLHA DE LONDRINA, 25 de janeiro de 2010
| Economia
Salário mínimo é coisa
do passado?
Dados do Ministério do Trabalho indicam que mercado paga
mais do que o vencimento federal
Curitiba - Quando foi criado, em 1940, o salário mínimo
foi uma grande conquista dos trabalhadores brasileiros. Uma garantia
de que nenhum empregado ganharia menos do que o estipulado em
lei. Quase 70 anos depois, os dados do Sistema Público
de Emprego e Renda do Ministério do Trabalho (MTE) mostram
que o mercado está disposto a pagar mais.
No Paraná, o menor salário médio pago na
admissão de funcionário é de R$ 603,78,
no setor de agropecuária. ''Em princípio é uma
boa notícia. É uma coisa que vem acontecendo e
que provoca o aumento da massa salarial e do poder de compra
da população'', analisa o economista Denian Castro,
da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O pagamento de salários maiores aos trabalhadores também
aumenta a disponibilidade de crédito, diz Castro. ''A
pessoa consegue planejar a compra de bens de primeira necessidade
e tem condições de obter crédito para a
aquisição de eletrodomésticos'', aponta.
''Os mercadinhos, lojas locais se beneficiam disso''. Mas ele
adianta que é importante para a manutenção
dos salários que a economia sustente a formalização
do mercado de trabalho.
''É um recurso que incrementa a economia local. O trabalhador
pode consumir mais, o que gera mais emprego e mais renda'', destaca
Carlos Bittencourt, da Pontifícia Universidade Católica
do Paraná (PUC-PR). Para Bittencourt, a remuneração
no mercado formal só não é maior porque
faltam trabalhadores qualificados.
Mas se o mercado formal está disposto a pagar mais, por
que o salário mínimo não recebe um aumento
maior? Para o economista, a dificuldade está nos pequenos
municípios. ''A gente aqui em Curitiba está numa
realidade muito diferente da maior parte das prefeituras brasileiras,
que não tem condições de assumir um reajuste
maior do salário mínimo'', explica. ''O salário
não é maior porque a maioria dos municípios é 'quebrada'''.
A matemática por trás disso é simples.
No dia a dia do mercado o salário mínimo deixou
de ser um referencial para a maior parte das profissões.
Isso porque aquelas categorias que conquistaram acordos coletivos
com a definição de salário-base não
dependem mais do aumento do mínimo para garantir o reajuste
anual.
Já as outras categorias que não têm salário-base
têm como referência, em Estados como o Paraná,
o mínimo estadual. Em solo paranaense, esse valor referencial
varia de R$ 663 a R$ 765, caso a Assembleia Legislativa aprovar
o aumento proposto pelo governador Roberto Requião (PMDB)
para 2010. O índice regional, no entanto, não tem
efeito sobre os municípios.
Na prática, apenas as prefeituras de pequeno e médio
porte e a Previdência Social ainda utilizam o salário
mínimo nacional como referencial. Para Castro, no entanto,
o salário mínimo continua a ser a realidade da
maioria dos trabalhadores assalariados. ''A gente sabe que no
mercado informal tem uma prática da subremuneração
que prevalece'', destaca.
''O salário mínimo é uma conquista, mesmo
que esteja sendo superada porque estamos longe de reconquistar
o poder de compra que ele tinha quando foi criado'', aponta.
''É uma referência importante tanto econômica
quanto política. Serve para o trabalhador se posicionar
no mercado'', completa.
O índice, entretanto, recebe críticas tanto dos
que acreditam que o percentual deveria ser muito superior - para
atender ao preceito constitucional de que deve ser suficiente
para garantir as despesas familiares com alimentação,
moradia, saúde, transportes, educação, vestuário,
higiene, lazer e previdência - quanto quem aponta nos reajustes
feitos pelo governo uma fonte de oneração excessiva
da Previdência Social.
Por um lado, o Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula que em dezembro
de 2009 o salário mínimo necessário para
atender às necessidades básicas do trabalhador
brasileiro seria de R$ 1.995,91. Esse valor é 4,29 vezes
superior ao piso em vigor no período, de R$ 465.
Por outro, qualquer reajuste, aponta Bittencourt, aumenta o
deficit nas contas da Previdência. ''A Previdência
já está sobrecarregada por conta do aumento da
população de idosos no país'', explica.
Mas o economista destaca que o pagamento de pensões e
aposentadorias não pode ser considerado apenas um gasto.
''Há nisso uma transferência de renda que garante
o sustento da família e que tem um importante valor social'',
destaca.
Castro aponta que apesar das limitações, o valor
do salário mínimo evoluiu muito nos últimos
anos. E graças a desvalorização do dólar
frente ao real, o antigo referencial de US$ 100 para o salário,
que foi usado como mote de campanha na eleição
presidencial de 2002, perdeu o sentido. ''Mas acredito que o
reajuste poderia ter sido mais consistente. O governo Lula poderia
ter aproveitado melhor a onda global de otimismo'', critica.
''De qualquer forma se obteve resultados importantes, mesmo com
políticas conservadoras'', completa.
Rosiane Correia de Freitas
Equipe da Folha
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Em Questão,
24 de janeiro de 2010
Mais de 11 milhões de empregos
foram criados no Brasil em 7 anos Entre 2003 e 2009 o Brasil gerou 11.752.763 novos postos de
trabalho, entre vagas celetistas e estatutárias, calculados
com base nos dados da Relação Anual de Informações
Sociais (Rais) e no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged).
Em 2003, o número de trabalhadores no País era
de 29.544.927, passando para 40.437.076, um aumento de 36,86%.
Considerando apenas os trabalhadores com carteira assinada, calculados
pelo Caged, nesse período foram gerados 8.716.082 postos
de trabalho. O número de trabalhadores com carteira assinada
no Brasil nesses sete anos teve uma elevação de
32%, passando de 24,9 milhões para 32,9 milhões
de pessoas.
O número de admitidos desde 2003 foi de 93,3 milhões
e de desligados 84,5 milhões. Nesses sete anos, o saldo
de empregos gerados durante o ano só ficou abaixo de um
milhão de vagas em duas ocasiões: 2003 e 2009.
Em 2009, foram gerados no Brasil 995.110 novos empregos formais. “O
Brasil é o País que mais gerou empregos em 2009
entre os integrantes do G-20, o que nos dá certeza de
termos acertado nas políticas públicas de combate à crise
econômica mundial. Estados Unidos e Europa estão
apresentando saldos negativos, e os países da América
Latina estão nos procurando para aprender como fizemos
para escapar da crise que afetou o mundo todo”, afirmou
o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
A previsão do ministro para janeiro é que sejam
criados cerca de 100 mil empregos formais. Para 2010, Lupi mantém
a previsão de geração de 2 milhões
de novos postos de trabalho.
Apesar de ter registrado perda de 415.192 postos de trabalho,
o número de admissões de dezembro de 2009, que
chegou a 1.068.481, foi o maior para o mês em toda a série
histórica do Caged. “Apesar da crise, a Indústria
da Transformação fechou o ano de 2009 com saldo
positivo, e este setor será um grande gerador de empregos
em 2010, ao lado de Serviços. Teremos o melhor ano da
história em número de empregos gerados, uma prova
do sucesso das políticas públicas econômicas
e sociais”, afirmou o ministro.
Região Norte gerou 37.241 postos de trabalho formal em
2009
Rondônia gerou 24.875, empregos formais, equivalente à expansão
de 14,88% de assalariados com carteira assinada de dezembro de
2008. O resultado é o melhor da Região Norte e
da série histórica do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados para o período, em números absolutos
e relativos. Em termos relativos, o resultado é o melhor
do país em 2009. Em Rondônia, Entre 2003 e 2009
foram geradas 57.577 vagas formais de trabalho em Rondônia.
O estado do Pará também apresentou expansão
no nível de emprego no ano de 2009: 1,34% em relação
ao número de assalariados com carteira assinada de dezembro
de 2008, ou mais 7.380 empregos gerados. Em números absolutos
e relativos o resultado foi o segundo melhor da Região
Norte. No período de 2003 a 2009 foram gerados 133.386
postos de trabalho formal.
No Acre, a expansão de assalariados com carteira assinada
foi de 3.54% com a criação de 1.969 empregos com
registro em carteira, em relação aos assalariados
de dezembro de 2008. Em números relativos e absolutos
esse resultado foi o segundo melhor da história do Caged
para o período. Entre 2003 e 2009 foram gerados 6.555
empregos no Acre.
O Amapá criou em 2009, 191 empregos formais, expansão
de 0,35% em relação a dezembro de 2008. De 2003
a 2009 foram criados 9.234.
Roraima e Tocantins geraram, respectivamente, 1.189 e 3.045
empregos celetistas, equivalente à expansão de
3,76% no primeiro e 2,84%% no segundo, em relação
a dezembro de 2008. Em números absolutos e relativos o
resultado apresentado por Roraima foi o terceiro melhor da série
histórica do Caged, para o período. Em termos absolutos,
o resultado apresentado pelo Tocantins foi o terceiro melhor
da série histórica do Caged, também para
o período. Ente 2003 e 2009, os estados de Roraima e do
Tocantins geraram, respectivamente, 6.397 e 22.823 postos de
trabalho formal.
Apenas o estado do Amazonas fechou postos de emprego formal
em 2009: 1.408, equivalente à redução de
0,40% no número de assalariados com carteira assinada
de dezembro de 2008, devido principalmente ao desempenho negativo
da Indústria de Transformação no estado
(-6.464 postos). No período de 2003 a 2009 foram criados
95.723 postos de trabalho formal no estado do Amazonas.
Considerando-se apenas o mês de dezembro, fatores sazonais
como a entressafra agrícola, férias escolares,
as chuvas do período e a diminuição natural
do consumo nessa época do ano, foram os responsáveis
pelo declínio do nível de emprego amazonense: 2,23%
ou menos 7.982 postos de trabalho.
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AGÊNCIA
DIAP, 23 de janeiro de 2010
Centrais sindicais terão candidato único à Presidência
da República
Por João Villaverde, no Valor Econômico
As seis centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério
do Trabalho aprovaram ontem a realização de uma conferência
nacional, em forma de marcha, que ocorrerá em São
Paulo no dia 1º de junho, quando será lançado
um programa político conjunto. Após a conferência,
o documento será direcionado à campanha que mais
se aproximar das propostas.
A ideia, segundo os líderes, é fechar o apoio
ao candidato que será apoiado nas eleições
de outubro já em junho. "Vamos dizer, com o programa
na mão, qual é o candidato ou candidata que tem
condição de implantar esse projeto", afirmou
Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil (CTB).
Em reunião na sede da Central Única dos Trabalhadores
(CUT) ontem, os líderes sindicais decidiram, por unanimidade,
discutir nos próximos seis meses as propostas e demandas
consensuais, que serão agrupadas em um documento. É a
primeira vez que todas as centrais acordam a mesma plataforma
programática.
Até o fim de maio, as centrais se comprometeram a promover
discussões com secretariado interno e assembleias com
trabalhadores para elencar o programa unitário.
Para Francisco Canindé, secretário-geral da União
Geral dos Trabalhadores (UGT), a marcha dos trabalhadores que
tradicionalmente ocorre em dezembro só se realizará se
houver "um cataclisma eleitoral". Este é um
ano especial, diz Canindé, "então o principal
ato das centrais sindicais neste ano será o do dia 1º de
junho, quando definiremos posição".
As eleições presidenciais de 2010 servem, segundo
os sindicalistas, para aumentar a participação
da classe trabalhadora nas discussões do futuro, como
o pré-sal, que também foi tema da reunião.
O presidente da CUT, Artur Henrique, destacou que a principal
pauta do sindicalismo no ano será a aprovação,
por parte do Congresso, do projeto que reduz a jornada de trabalho
de 44 para 40 horas semanais.
Segundo Henrique, as seis centrais estarão juntas em
Brasília no dia 2 de fevereiro, quando termina o recesso
parlamentar. "Carregaremos a atuação das centrais
unidas no primeiro semestre, antes da Copa do Mundo e do período
eleitoral", garantiu.
A resolução de unir as seis centrais em torno
de um projeto único para influenciar o debate eleitoral,
no entanto, foi o principal gatilho. "O 1º de junho
será um dia histórico para o país. A ideia
de juntar os líderes sindicais, mobilizar o conjunto das
centrais, e o fato de que essa discussão será precedida
por debates profundos nos sindicatos, é um marco",
afirmou Carlos Alberto Pereira, secretário-geral da Central
Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).
O plano de realizar uma conferência com todas as seis
centrais - CUT, Força Sindical, CTB, NCST, CGTB e UGT
- é inédito não apenas por juntar centrais
que nasceram de cisões da CUT, mas, especialmente, por
aglutinar CUT e Força Sindical em torno de um mesmo projeto.
João Carlos Gonçalves, secretário-geral
da Força Sindical, no entanto, reforçou que "cada
central é autônoma". "É crucial
desenvolvermos uma pauta unificada, mas o documento final precisa
pautar todos os partidos, candidatos e candidatas", afirmou.
Mais antiga central sindical do País, a CUT foi criada
no início dos anos 80 pelos trabalhadores filiados ao
PT e, em sua maioria, membros do Sindicato dos Metalúrgicos
do ABC. Apoiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) em todas as campanhas presidenciais desde a redemocratização.
Por outro lado, a Força Sindical, originada a partir
do "sindicalismo de resultados" de Luiz Antônio
de Medeiros, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos
de São Paulo, no fim da década de 1980, caminhou
próximo ao Governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
No segundo turno das eleições de 2006, a Força
apoiou o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, enquanto a CUT se
colocou ao lado de Lula. Foi apenas a partir do segundo Governo
Lula, iniciado em 2007, que as centrais passaram a dividir ideias
e demandas.
"Essa unidade entre as centrais ocorre mesmo com diferenças
ideológicas e é ótimo para todos que estejamos
juntos na conferência", afirmou Luís Antônio
Feltino, integrante da executiva da Nova Central Sindical dos
Trabalhadores (NCST).
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FOLHA DE LONDRINA,
22 de janeiro de 2010 | Política
Salários de terceirizados podem ser equiparados ao mínimo
regional
Proposta de lei que será encaminhada a Assembleia Legislativa
vincula os rendimentos de 80 mil trabalhadores que prestam serviços
ao Estado
Curitiba - No último ano da sua gestão, o governador
do Paraná, Roberto Requião (PMDB), quer ''estender''
o salário mínimo regional aos empregados terceirizados
do Executivo. A possibilidade foi anunciada ontem e teria sido
sugerida pela Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção
Social, que alega que funcionários terceirizados, como
faxineiras e copeiras, que prestam serviços aos órgãos
do Estado, recebem das empresas contratadas pelo Executivo menos
do que R$ 500 por mês.
Na prática, o anúncio pode representar um recuo
do governo do Estado, pois a bancada da oposição
na Assembleia Legislativa já alertava sobre a diferença
salarial praticada por empresas que prestam serviços ao
Estado desde 2006, quando o mínimo regional foi criado.
O piso estadual só é válido para a iniciativa
privada e para categorias que não têm representações
oficiais, como a das empregadas domésticas.
De acordo com o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção
Social em exercício, Fernando Peppes, o governador Requião
vai encaminhar à Assembleia Legislativa uma proposta de
lei que vincule os rendimentos dos funcionários terceirizados
ao salário mínimo estadual vigente. ''São
80 mil trabalhadores que prestam este tipo de serviço
(de limpeza ou ligado à cozinha) ao Estado com salário
inferior a R$ 615,10, que é o piso regional definido (hoje)
para a categoria'', disse ele, à Agência Estadual
de Notícias, do governo do Estado.
O mecanismo que permitiria a vinculação seria
criado dentro do projeto de lei que aumenta o mínimo regional
e que será enviado pelo Executivo aos parlamentares em
fevereiro. A ideia seria incluir nos processos licitatórios
do Estado um item que obriga as empresas vencedoras a pagar aos
seus funcionários um salário equivalente ao do
piso regional.
No último dia 5, o governador Requião já havia
anunciado sua proposta de aumento do mínimo regional,
que hoje varia entre R$ 605,52 e R$ 629,45, dependendo do tipo
do trabalho. Se a proposta do Estado for aprovada pelos deputados
estaduais, a variação pode ficar entre R$ 663,00
e R$ 765,00. Representantes da classe empresarial, encabeçada
pela Federação das Indústrias do Estado
do Paraná (Fiep), já se manifestaram contra a proposta,
alegando que os índices de aumento seriam ''irreais'',
levando em conta a inflação do período.
As sessões plenárias da Assembleia Legislativa
voltam no próximo dia 2.
Catarina Scortecci
Equipe da Folha
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Agência Câmara,
21 de janeiro de 2010
Discriminação salarial contra mulheres poderá ser
punida com multa
Diógenis Santos
O Projeto de Lei 6393/09, do deputado Marçal Filho (PMDB-MS),
pune os empregadores que pagarem salários menores às
mulheres do que aos homens ocupantes da mesma função.
Segundo o texto, essa prática será multada em cinco
vezes o valor da diferença salarial durante todo o período
de contratação.
Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT, Decreto-Lei 5.452/43) prevê punição
para a discriminação profissional por motivos de
sexo, idade, cor ou situação familiar. No entanto,
o texto está desatualizado e estabelece multa de cem a
mil cruzeiros, moeda já extinta.
O pagamento de salários diferentes por motivo de sexo,
assim como de idade, cor ou estado civil, também é proibido
pela Constituição. Porém, como argumenta
Marçal Filho, "toda essa profusão de normas
de proteção ao trabalho das mulheres não
consegue impedir a grande discriminação sofrida
por elas no Brasil".
Ele cita pesquisa da Confederação Internacional
dos Sindicatos, realizada em março do ano passado, segundo
a qual o Brasil aparece como o país com maior diferença
salarial entre homens e mulheres entre os analisados — com
variação de 34%. "O estudo, baseado em pesquisas
com 300 mil mulheres em 24 países, aponta que, no mundo,
elas ganham em média 22% menos que os homens", acrescenta
o parlamentar.
Tramitação
O projeto será analisado em caráter conclusivo
pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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Blog do Dirceu, 20 de janeiro de 2010
João Franzin: a unidade sindical
e uma nova Conclat no horizonte
O momento de forte unidade sindical está ensejando uma série
de iniciativas e propostas. Uma ideia que ganha peso é a
realização de uma grande conferência, nos moldes
da Conclat.
Por João Franzin*, no blog do José Dirceu O assunto, aliás, foi tema do 2º Congresso da Central
dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em setembro
de 2009, cujo item 4 das resoluções diz: “Para
coroar o processo de unidade que já está em curso,
a CTB propõe a realização de uma nova Conclat — Conferência
Nacional da Classe Trabalhadora, reunindo sindicalistas de todas
as centrais e entidades sindicais, independentemente das posições
políticas e ideológicas. A Conclat vai elevar a
um novo patamar o nível de intervenção e
influência do sindicalismo e da classe trabalhadora na
vida nacional”.
Há paralelos entre a época da Conclat, de 21 a
23 de agosto de 1981, e a conjuntura atual. Em 1981, havia um
crescente movimento sindical, que se aliava ao conjunto do movimento
social na ofensiva contra a ditadura e pela reconquista da democracia.
Hoje, existe uma efetiva unidade sindical, em franca ofensiva
pela ampliação das conquistas sindicais e visando
impedir a volta ao poder do projeto neoliberal e antissindical.
Naquela época, Lula despontava como forte liderança
do movimento, integrando a Comissão Executiva Nacional
da Conclat pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São
Bernardo.
De lá para cá, foram muitos os avanços.
E aquele representante dos metalúrgicos de São
Bernardo é hoje presidente da República do País.
A questão democrática, que era um grande anseio
da classe trabalhadora, está agora consolidada. A inflação
(ou carestia, como se dizia na época), está domada.
Mas questões como redução da jornada e estabilidade,
por exemplo, continuam na ponta da lista da agenda sindical.
Interessante observar os três primeiros itens daquele
regimento de 29 anos atrás:
Artigo 1º - Discutir amplamente as condições
de vida e salários dos trabalhadores da cidade e do campo;
Artigo 2º - Fixar posições e as formas de
luta dos trabalhadores na defesa de seus interesses; Artigo 3º -
Avançar nas formas de organização dos trabalhadores,
visando adequar o movimento sindical unitário à nova
realidade política, social e econômica.
Um dos objetivos da Conclat era a formação de
uma Central Única dos Trabalhadores, reunindo o conjunto
do movimento sindical, que, por várias razões,
não se concretizou.
* João Franzin é jornalista da Agência Sindical
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Folha de S.Paulo, 19 de janeiro de 2010
CIMENTO
Votorantim disputa Cimpor, diz imprensa portuguesa
DA REPORTAGEM LOCAL
De acordo com a imprensa portuguesa, a CMVM (Comissão do
Mercado de Valores Mobiliários), órgão regulador
do país, enviou ontem um questionamento ao grupo Votorantim
sobre o seu eventual interesse na Cimpor, após a publicação
de notícias de que a companhia brasileira contratou assessoria
jurídica e financeira para também fazer uma proposta
pela cimenteira.
A Cimpor vem sendo disputada pela CSN (Companhia Siderúrgica
Nacional), a qual anunciou em dezembro uma OPA (Oferta Pública
de Aquisição) a fim de adquirir o seu controle,
e pelo grupo Camargo Corrêa, que na semana passada sugeriu à empresa
uma fusão com a sua divisão de cimentos. Procurada,
a Votorantim não quis comentar o assunto.
No último sábado, a CMVM pediu à Camargo
Corrêa mais detalhes sobre o seu plano ou a retirada do
lance, depois de a CSN ter reclamado que os valores estabelecidos
pela rival na transação -não divulgados,
mas estimados pelo mercado- estavam em desacordo com a legislação
portuguesa. Pelas regras, como uma proposta já havia sido
colocada anteriormente, a nova teria que ficar pelo menos 2%
acima. A da CSN era de 5,75 (cerca de R$ 15) por ação,
num total de 3,86 bilhões (R$ 9,8 bilhões).
A resposta saiu ontem, em comunicado: "Em face da posição
da CMVM, à qual responderá no devido tempo e da
forma adequada, a Camargo Corrêa está ponderando
as opções de que dispõe e comunicará oportunamente
a decisão tomada".
Ainda segundo a imprensa portuguesa, o governo do país
está conversando com os principais acionistas da cimenteira
-entre os quais há construtoras, empresários, bancos
e fundos de investimento e pensão- para que eles resistam às
investidas brasileiras de forma a evitar que o controle da sua
principal empresa não financeira passe para as mãos
de estrangeiros.
(DENYSE GODOY)
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FOLHA DE LONDRINA, 18 de janeiro de 2010
| Economia
FGTS impulsiona consórcio imobiliário São Paulo - A aprovação, em dezembro, de
novas regras para a utilização de recursos do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em consórcios
imobiliários deve dar um novo impulso a esse instrumento
financeiro, de acordo com especialistas do setor.
Segundo estimativa da Associação Brasileira de
Administradoras de Consórcios (Abac), o número
de consumidores que possuem esse tipo de plano para a aquisição
de imóveis deve fechar 2009 com alta de cerca de 3,6%.
Para este ano, entretanto, a expectativa é de crescimento
de 10%.
Antes, só era permitido usar o FGTS para dar um lance
no consórcio e obter a carta de crédito. Agora,
pode-se empregar o dinheiro para pagar parcelas, amortizar o
saldo devedor ou quitar o plano.
O consórcio sempre foi visto pelos consumidores com um
certo preconceito, mas pode ser uma opção atraente
se o interessado em adquirir um imóvel conhecer bem o
produto e analisar se as suas metas e interesses casam com as
características do instrumento.
O ideal é que o interessado tenha um prazo de médio
a longo para comprar sua casa ou seu apartamento - por exemplo,
pensa em casar ou aumentar a família dali a três
ou quatro anos- e também que possua alguma reserva de
recursos, a qual tenha condições de ir engordando
ao longo do tempo, para dar um lance quando estiver mais próximo
do momento em que precisará do imóvel. O segredo
para dar certo é um bom planejamento.
''A vantagem do consórcio é que o produto une
um mecanismo de poupança programada com o investimento
na construção do patrimônio familiar'', afirma
Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da Abac.
Na prática, funciona como um financiamento habitacional
com custos bem pequenos - no caso, uma taxa de administração
de 1% a 1,5% ao ano, enquanto o crédito convencional para
imóveis cobra juros de até 12% ao ano.
''Se algum cliente me diz que está adquirindo uma cota
porque tem sorte e vai ser sorteado logo, desencorajo. Não é a
melhor alternativa, porque pode decepcionar'', frisa Márcio
Murad, gerente geral de seguros do grupo Apsa.
Outros propósitos
Considerando as propriedades do consórcio, os consumidores
estão lançando mão do produto para satisfazer
desejos que não apenas o de conquistar a sua primeira
residência.
É cada vez maior o número de pessoas que utiliza
tal ferramenta para comprar uma casa de veraneio na praia ou
no campo.
Outra ideia é fazer um consórcio para adquirir
um imóvel como investimento. Quando a sala comercial ou
o apartamento efetivamente se materializar, é possível
utilizar o aluguel que render para abater as prestações
restantes.
Denyse Godoy
Folhapress
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Gazeta do Povo, 17 de dezembro de 2010
Trabalho
Sem mão de obra para crescer
Setores como a construção civil e de tecnologia da
informação já não encontram profissionais
qualificados. Com o reaquecimento da economia, problema tende a
se espalhar
A empresa curitibana Fbits, que desenvolve softwares para comércio
eletrônico, tem 60 funcionários e precisa de mais
12 programadores para dar conta das encomendas. E precisa com urgência – todas
as páginas de seu site exibem em destaque a inscrição “estamos
contratando”, mensagem que é reforçada a cada
instante no blog e no twitter da empresa. Mas nem assim tem sido
fácil encontrar profissionais que atendam às exigências. “Quatro
dessas vagas estão abertas há uns três meses,
mas a dificuldade para preenchê-las é enorme”,
conta o diretor de operações, Tiago Girelli.
A escassez de mão de obra qualificada é sentida
há vários anos pelas empresas de tecnologia da
informação (TI) – há 8 mil vagas apenas
em Curitiba, segundo Mauro Sorgenfrei, presidente da
Assespro-PR, que representa o setor. Com o reaquecimento
da economia, a tendência é que o problema se espalhe
por vários outros setores. A construção
civil está entre os que já acusam a dificuldade,
que também afeta pelo menos uma em cada quatro empresas
industriais, conforme levantamento divulgado no fim de 2009 pela
Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).
Embora não existam números precisos sobre a necessidade
de profissionais qualificados no país, algumas pesquisas
dão indícios sobre a dimensão do problema.
Sondagem realizada em 2007 pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI) já constatava
que 56% das fábricas sofriam com a falta de mão
de obra qualificada, em especial as de álcool, vestuário,
máquinas e equipamentos e veículos. Apenas 30%
das consultadas diziam encontrar no mercado de trabalho
profissionais com a especialização desejada; as
70% restantes tinham de capacitar os trabalhadores após
a contratação.
A julgar pelas sondagens anuais da Fiep, o problema persiste.
Aliás, até cresceu. Há dez anos, apenas
10% das empresas apontava “mão de obra não
qualificada” como dificuldade para enfrentar a concorrência;
hoje, o índice é de 25%. No levantamento mais recente,
39% afirmam também que “faltam no estado mais e
melhores instituições para a formação
de mão de obra especializada”, o que era apontado
por 28% das consultadas em 1999.
Alertas sobre um possível “apagão” de
profissionais capacitados tornaram-se mais frequentes a partir
de meados da década, e chegaram a silenciar após
o estouro da crise global. Nos últimos meses, no entanto,
o assunto voltou à superfície, puxado por previsões
que apontam para uma expansão econômica de até 6%
em 2010 e, principalmente, pelo ciclo de investimentos esperado
para os próximos anos. Um ciclo que deve ser alimentado
por vários fatores, entre eles o aumento da massa de consumidores
e salários, eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada
e o desenvolvimento dos campos de petróleo do pré-sal.
A questão, advertem especialistas, é que talvez
não haja a quantidade suficiente de bons profissionais
para atender à demanda prevista.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
ligado ao governo federal, começou a estudar o assunto
há poucos dias. “Os primeiros resultados devem sair
em alguns meses. Por enquanto, ainda não podemos dizer
se faltam ou não profissionais qualificados. O que temos
vistos é que em algumas especialidades, bem técnicas, é provável
que faltem”, afirma Paulo Meyer Nascimento, técnico
de pesquisa e planejamento do Ipea.
Para o economista Naercio Aquino Menezes Filho, professor da
Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Ensino
e Pesquisa (Insper), basta recorrer aos dados sobre o nível
de educação da população – nos
quais o Brasil perde feio para seus concorrentes – para
se atestar que a qualificação já é um
gargalo.
Dos jovens entre 25 e 29 anos, diz o economista, apenas 55%
concluíram o ensino médio, porcentual que os Estados
Unidos alcançaram há 60 anos. Em países
como a Coreia do Sul – que tinha características
semelhantes às do Brasil em meados do século passado – o índice
atual chega a 95%. No ensino superior, a discrepância é ainda
maior.
“Os principais determinantes do crescimento estão
na adoção de novas tecnologias, que geram aumento
de produtividade. Para adotá-las, as firmas precisam de
trabalhadores mais qualificados. Conclui-se que as firmas americanas,
coreanas, de Cingapura, de Taiwan têm muito mais condições
de fazer isso do que as brasileiras”, diz Menezes Filho. “Sem
profissionais qualificados e sem condições de inovar,
os empresários brasileiros continuarão dependendo
de taxa de câmbio e juros. E é natural que isso
acabe por limitar ou impedir o crescimento.”
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Agência Câmara,16
de janeiro de 2010
Proposta exclui arbitragem de ações que envolvam
um só trabalhador
A Câmara analisa o Projeto de Lei 5930/09, do deputado Carlos
Bezerra (PMDB-MT), que muda a atual Lei da Arbitragem (Lei 9307/96)
para excluir do seu âmbito a arbitragem quando as relações
trabalhistas envolverem apenas um indivíduo.
O autor argumenta que a mudança será benéfica
para os trabalhadores. Segundo ele, basta o "simples bom senso" para
demonstrar que o instituto da arbitragem só pode ser aplicado,
com justiça, entre partes que dispõem das mesmas
prerrogativas, o que não ocorre quando há de um lado
a empregadora e do outro apenas um único trabalhador.
O deputado cita como exemplo um trecho de um relatório
do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Aloysio Corrêa
da Veiga publicado pelo jornal Valor Econômico em maio
de 2009.
De acordo com o ministro, a arbitragem não funciona bem
nesses casos porque, além de o empregado estar obviamente
subordinado ao empregador, ele não possui os mesmos meios
para se defender, inclusive perante o Judiciário.
Carlos Bezerra afirma que seguiu raciocínio semelhante
com o projeto apresentado, que visa, segundo ele, a coibir essa
prática. “Em casos como esse a arbitragem acaba
dando ares de legalidade a uma negociação sempre
injusta para o empregado e da qual ele acaba saindo lesado”,
explica.
Tramitação
O projeto tem caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
15/01/2010
Empregado com estabilidade provisória demitido ganha indenização
de R$ 100 mil
A Caraíba Metais S.A. não conseguiu reformar,
no Tribunal Superior do Trabalho, decisão regional que
a condenara a reintegrar empregado que adquiriu doença
profissional em virtude das atividades desenvolvidas na empresa
e ao pagamento de indenização por danos morais
no valor de cem mil reais.
A Sétima Turma do TST, por unanimidade, seguiu voto relatado
pelo ministro Guilherme Caputo Bastos e negou provimento ao agravo
de instrumento da Caraíba Metais. Com esse resultado,
prevalece a decisão do Tribunal do Trabalho baiano (5ª Região)
que determinou a reintegração aos quadros da empresa
e o pagamento de indenização, uma vez que a matéria
não poderá ser rediscutida no TST, por meio de
recurso de revista, como pretendia a empresa.
O relator explicou que o TRT observara os fatos e provas no
processo para chegar à conclusão de que havia nexo
de causalidade entre as atividades desempenhadas pelo trabalhador
na empresa (intenso levantamento e transporte de peso) e a doença
adquirida (LER / DORT). Além do mais, afirmou o ministro,
o Regional constatara que a empresa agiu com negligência
e não tomou os cuidados necessários para impedir
os prejuízos causados à saúde do trabalhador.
Nessas condições, cabia o pagamento de indenização
por dano moral ao empregado, concluiu o Regional.
Ainda segundo o TRT, o trabalhador deveria ser reintegrado diante
do reconhecimento da nulidade da dispensa, pois, quando foi demitido,
ele era detentor de estabilidade provisória decorrente
de doença profissional relacionada com a execução
do contrato (estava em tratamento e recebendo auxílio-doença).
Na prática, a empresa foi obrigada a restabelecer o vínculo
de emprego, já que o trabalhador está em gozo de
benefício previdenciário.
No recurso ao TST, a empresa insistiu na tese de que os problemas
de saúde desenvolvidos pelo empregado não tinham
relação com os serviços de limpeza e apoio
a unidades operacionais realizados por ele e que também
não havia comprovação de que estivesse incapacitado
para o trabalho. Entretanto, como destacou o relator, ministro
Caputo Bastos, os argumentos levantados pela empresa diziam respeito
aos fatos e provas analisados em instância ordinária – impossíveis
de serem revistos no TST (Súmula nº 126). (AIRR – 404/2005-133-05-40)
(Lilian Fonseca)
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Notícias
do Tribunal Superior do Trabalho
14/01/2010
Limitação de idas ao banheiro não
caracteriza dano moral
Um operador de telemarketing da Teleperformance CRM S.A, que
alegava ter sido impedido de utilizar o toalete durante a jornada
de trabalho, não obteve, na Sétima Turma do Tribunal
Superior do Trabalho, reforma da decisão regional que
lhe negou o direito a indenização por danos morais.
A relatora do recurso de revista, juíza convocada Maria
Doralice Novaes, ressaltou que não ficou demonstrado que
o trabalhador foi impedido de ir ao banheiro ou que tenha sofrido
algum tipo de constrangimento.
O ex-empregado alegava que o fato de ter sido impedido de utilizar
o toalete o teria constrangido perante os colegas. Na instância
inicial, ficou demonstrado que os operadores necessitavam de
autorização para utilizar o banheiro, havendo previsão
de advertência quanto à demora para o retorno ao
posto de trabalho. No entanto, não ficou comprovado o
impedimento alegado pelo funcionário, que teve seu pedido
de indenização indeferido.
Para tentar modificar o resultado, o trabalhador recorreu ao
Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO),
que manteve a sentença. O Regional salientou que, no caso,
deve-se observar a natureza das atividades desenvolvidas pela
empresa, em que os postos de atendimento não podem ficar
abandonados, pois a empresa é fiscalizada pela Anatel
quanto à qualidade dos serviços.
Ao julgar o recurso do ex-empregado no TST, a juíza convocada
Maria Doralice observou que em momento algum ficou comprovada
a existência de “controle das necessidades fisiológicas” do
empregado, mas sim de uma limitação das saídas
de todos os empregados de seus postos de trabalho a fim de impedir
que um grande número de empregados saísse ao mesmo
tempo. Sem ter verificado qualquer violação de
lei no acórdão do TRT da 18ª Região
e nem divergência jurisprudencial que possibilitassem a
apreciação do mérito, a Sétima Turma
não conheceu do recurso de revista. (RR-136900-90.2007.5.18.0010/Numeração
antiga: RR - 1369/2007-010-18-00.3)
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Agência
Diap, 13 de janeiro de 2010
Piso necessário: salário mínimo
deveria ser de R$ 1.995,91, aponta Dieese No mês de dezembro, o brasileiro precisava de um salário
mínimo de R$ 1.995,91 para poder arcar com suas despesas
básicas, de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
O cálculo foi feito com base no valor do mínimo
anterior, de R$ 465, que vigorou de fevereiro a dezembro do ano
passado.
A entidade verificou que são necessários 4,29
vezes o mínimo para suprir as demandas básicas
do trabalhador.
O salário mínimo necessário é o
que segue o preceito constitucional de atender às necessidades
vitais básicas do cidadão e de sua família,
como moradia, alimentação, educação,
saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e
previdência social, sendo reajustado periodicamente para
preservar o poder de compra.
Cesta x salário
Em julho do ano passado, o piso deveria ser de R$ 2.178,30,
o maior valor já calculado pelo Dieese. Nesta época,
o mínimo vigente era de R$ 415.
Em dezembro, o comprometimento da renda com os gastos com a
cesta alcançava 47,10% do salário mínimo,
ante os 57,18% exigidos no último mês de 2008.
Veja o movimento do salário mínimo vigente e o
necessário:
Janeiro: R$ 415; R$ 2.077,15
Fevereiro: R$ 465; R$ 2.075,55
Março: R$ 465; R$ 2.005,57
Abril: R$ 465; R$ 1.972,64
Maio: R$ 465; R$ 2.045,06
Junho: R$ 465; R$ 2.046,99
Julho: R$ 465; R$ 1.994,82
Agosto: R$ 465; R$ 2.005,07
Setembro: R$ 465; R$ 2.065,47
Outubro: R$ 465; R$ 2.085,89
Novembro: R$ 465; R$ 2.139,06
Dezembro: R$ 465; R$ 1.995,91
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Vermelho, 12 de janeiro de 2010
Senador quer Comissão Especial
para consolidar leis sociais
O senador Paulo Paim (PT-RS) defende a criação de
uma Comissão Especial, formada por senadores e deputados,
para discutir e votar a Consolidação das Leis Sociais
(CLS). O projeto está sendo preparado pelo governo federal
para ser encaminhado ao Congresso. "Diversos ministros estão
tratando do tema, sob a orientação do presidente
Lula. Pela abrangência e amplitude desta proposta, ela deve
ser analisada por uma Comissão Especial para que seja aprovada
ainda este ano" afirma Paim.
Programas como o Bolsa Família, Prouni e Minha Casa,
Minha Vida já fazem parte da legislação
brasileira, mas outros foram criados por portarias e decretos
e devem ser transformados em lei."
É uma ideia brilhante reunir o que há de melhor
nesta área e transformar programas de governo em política
de Estado, permanente e de longo prazo. As leis ficam, independentemente
da mudança dos governantes", explica Paim.
Para o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP),
as políticas sociais contribuíram para manter a
qualidade de vida da população e recompor o nível
de atividade econômica durante a crise internacional e é preciso
reafirmar o papel da inclusão social como um dos eixos
do desenvolvimento brasileiro.
"É hora, enfim, de dar os primeiros passos para
consolidar nossas leis sociais e elevá-las, de maneira
segura, à condição de políticas de
Estado", afirma Mercadante.
Para o senador Paim, a Consolidação das Leis Sociais
representa um avanço semelhante à Consolidação
das Leis Trabalhistas (CLT), criada por Getúlio Vargas
na década de 1940 para reunir e sistematizar toda legislação
trabalhista da época.
Papel importante
Segundo o estudo "Brasil em desenvolvimento: Estado, Planejamento
e Políticas Públicas", do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em 2009, os programas
de transferências de renda e previdência social tem
efeito imediato no consumo das famílias, na estabilização
da renda de famílias mais vulneráveis ao desemprego
e evita a deterioração da distribuição
de renda.
O levantamento destaca a importância do Bolsa Família
no contexto dos programas sociais brasileiros. Segundo o relatório,
este programa "tem número de beneficiários
comparável ao de grandes políticas, como saúde,
educação e previdência social, que perfazem
a espinha dorsal da política social brasileira.
Pode-se pensar que o Programa Bolsa Família cumpriu importante
papel nesta primeira fase. São conhecidos seus impactos
na redução da pobreza, na diminuição
da desigualdade de renda, no aumento da frequência escolar
e na garantia de que as crianças beneficiárias
não se submetam mais ao trabalho infantil".
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Folha de S.Paulo, 11 de janeiro de 2010
Crédito imobiliário avança e flerta com derivativo
no país
Plano é transformar empréstimos a mutuários
em títulos negociados no mercado para elevar os recursos
disponíveis | Crédito para o setor em relação
ao PIB é inferior ao de outros emergentes; modelo levado
ao extremo detonou a crise de hipotecas nos EUA
TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL
O mercado imobiliário brasileiro, um dos mais atrasados
do mundo em termos de crédito, se prepara para dar o seu
maior salto a partir deste ano. A aposta é repetir o sucesso
das empresas brasileiras que abriram capital e buscar recursos
para o financiamento da compra de imóveis no mercado de
capitais, incluindo o uso de derivativos, como ocorre nas principais
economias do mundo.
Para atrair o dinheiro dos fundos de pensão e de investimento,
os empréstimos têm de passar pelo processo de "empacotamento",
chamado de securitização, em que são convertidos
em título com liquidez no mercado. Nele, uma dívida
de 30 anos vira um papel com preço, variando de acordo
com um "rating" (nota) dado por agência de risco,
oferta e demanda.
Essa "engenharia", que usa derivativos [contratos
que "derivam" de outro ativo; no caso, de crédito]
foi amadurecida nos EUA, onde papéis de alto risco levaram à crise
das hipotecas de segunda linha ("subprime").
Para os fundos de investimento, os papéis imobiliários
podem se tornar opções de baixo risco de crédito
-a inadimplência gira em 2,5%- com ganho superior ao dos
títulos do governo. Até há pouco tempo,
não havia mercado para esses papéis devido ao baixo
retorno. Já os fundos de pensão têm interesse
em papéis com vencimento daqui 20 anos, quando pagarão
mais aposentadorias.
"Todas as condições estão dadas para
esse mercado decolar. E sem os excessos vistos nos EUA",
disse Fernando Brasileiro, presidente da Cibrasec, maior securitizadora
do país.
Flexibilizar a poupança
O caminho de acesso ao mercado de capitais passa pela flexibilização
das regras da poupança, principal fonte de recursos do
setor, que poderia ser melhor aproveitada se os bancos não
tivessem de esperar até a última prestação
do imóvel para retirá-lo do balanço.
Hoje, os bancos precisam manter em carteira empréstimos
imobiliários correspondentes a 65% da captação
da poupança, sob pena de o montante não utilizado
ficar retido como compulsório sem remuneração
no Banco Central.
Com um pequeno ajuste na regra, as instituições
financeiras poderiam utilizar os 65% da poupança, e ainda
ficar livres para ""empacotar" o empréstimo
e vendê-lo no mercado.
A proposta tem apoio do governo e do Banco Central. A Folha
apurou no BC que a única objeção é que
os bancos "reciclem" recursos baratos da poupança
e usem o dinheiro para empréstimos de retorno maior, ou
seja, que não destinem ao crédito imobiliário.
Entidades do setor defendem que os bancos cumpram os 65% de
direcionamento somente pela originação do empréstimo.
Dessa forma, o banco "recicla" o dinheiro da poupança,
embolsa o lucro total da operação antes do vencimento,
e obtém dinheiro novamente para fazer outro empréstimo
utilizando o mesmo volume de recursos.
"O Sistema Financeiro da Habitação incentiva
os bancos a não fazerem novas concessões para manter
o estoque de crédito. Precisamos reoxigenar esse processo",
diz o advogado Alexandre Assolini, presidente da comissão
criada pela BM&F Bovespa para estudar como destravar o crédito
imobiliário.
"Estamos falando em colocar uma rodinha no crédito
imobiliário. Enxergamos 2010 como o ano em que a gente
vai ter um novo sistema de financiamento, com a conjugação
dos mercados imobiliário e financeiro", disse Celso
Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP (sindicato do setor em
São Paulo).
A flexibilização da poupança tem potencial
para alavancar o crédito imobiliário, que não
passa de 2,7% do PIB, atrás de México (9%), Chile
(17%) e EUA (65%), entre outros.
Segundo especialistas, o atraso do Brasil no crédito
imobiliário é uma das últimas heranças
do período inflacionário. Só não
aconteceu ainda porque o país tinha juros altos, que impediam
financiamentos longos -em seis anos, uma dívida duplica
com juro anual de 12%.
O Brasil é também um dos países com menor
participação do mercado de capitais no financiamento
imobiliário. Segundo a consultoria Accenture, só 2,3%
do crédito imobiliário veio do mercado; nos EUA,
chega a 63%, e, no México, a 8%.
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Monitor Mercantil, 10 de janeiro de 2010
Crise sem fim: "Emergentes" submissos pagarão
conta dos ricos
Países "em desenvolvimento" subservientes poderão
ser chamados a pagar a conta da crise para os ricos. A advertência é do
economista e cientista social Theotonio dos Santos, da Universidade
Federal Fluminense (UFF), ao analisar o relatório do Laboratório
Europeu de Antecipação Política (Leap), divulgado
em meados de dezembro, que trata da questão das dívidas
e dos déficitsdnos países ricos em 2010.
Para Santos, não se pode prever por quanto tempo os ricos
conseguirão manter as taxas de juros baixas e as injeções
de liquidez. "Haverá tentativa de captar recursos
onde existe liquidez — a China, mais de US$ 2 trilhões
em reservas ou Japão, US$ 1 trilhão. O PC chinês
quer restringir compras, enquanto no Japão há uma
resistência muito grande contra as políticas pró-americanas",
diz.
Ele lembra que Rússia e Brasil vêm logo em seguida
no ranking dos detentores de títulos do Tesouro norte-americano. "Só que
o governo brasileiro já começou a ceder e transferir
recursos, aplicando em títulos dos EUA e fazendo aporte
de US$ 10 bilhões no FMI, em vez de aplicar no desenvolvimento
do país", avalia.
Santos prevê tensões internas nos países
cujo equilíbrio fiscal e de preços está ameaçado: "Eles
não têm condições de pagar juros altos
por causa do volume da dívida. Somente os loucos brasileiros
se dispõem a gastar um terço do Orçamento
com juros", disse, acrescentando que o aumento de impostos
também será rechaçado. "O mundo que
se está configurando é o da captação
de liquidez. Deveríamos estar investindo essa liquidez
no desenvolvimento, mas preferimos aceitar a pressão",
afirma.
A informação é do Monitor Mercantil
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Gazeta do Povo, 9 de janeiro de 2010
Negócios
Para CSN, cimento é oportunidade
O interesse da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)
em comprar a cimenteira portuguesa Cimpor surgiu depois que a Lafarge
ofereceu vender sua fatia de 17% para a siderúrgica, de
acordo o presidente da empresa, Benjamin Steinbruch. Segundo
ele, um banco de investimento ofereceu o negócio “muito
tempo” antes de a CSN lançar a oferta hostil
pela Cimpor. “Na ocasião começamos a avaliar
e achamos que seria uma boa oportunidade para internacionalização”,
disse.
Segundo Steinbruch, a CSN está em busca da sua internacionalização
há três anos, período em que tentou a compra
das siderúrgicas Corus e Sparrows Point, sem sucesso.
Ele explicou que a intenção inicial era comprar
ativos de minério e aço, mas ele lembrou que a
Cimpor está presente em vários países emergentes,
o que deve gerar negócios nos próximos anos. A
oferta de compra feita há duas semanas não
foi aceita pelo conselho de administração da companhia
portuguesa.
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O ESTADO DO PARANÁ,
08 de janeiro de 2010 | Economia
País criou mais de 1 milhão
de vagas em 2009, diz Lupi
Agência Estado O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse hoje que
o Brasil deve ter criado, em 2009, mais de um milhão de
empregos formais. Até novembro, o País gerou 1,4
milhão de empregos com carteira assinada.
Levando-se em conta que, em dezembro, sazonalmente, há uma
perda de postos de trabalho em razão da dispensa dos contratos
temporários de final de ano, o saldo final do ano deve
ficar em torno de um milhão de postos de trabalho.
"Haverá uma perda de cerca de 300 mil empregos,
como sempre ocorre, em dezembro. Mas teremos um saldo de geração
de empregos de mais de um milhão. Isto, em um mundo que
está desempregando, é uma mostra inequívoca
do poder da economia brasileira", disse Lupi, durante entrevista
ao programa Bom Dia Ministro, da Radiobrás, hoje pela
manhã.
Para 2010, Lupi estima a criação de mais de dois
milhões de empregos formais. "Eu prevejo que, em
2010, a gente tenha o melhor ano do governo Lula para a geração
de emprego e para o crescimento da economia", disse o ministro
que, otimista, projeta ainda uma expansão de 7% da economia
neste ano. "Sou mais otimista (que os analistas de mercado).
Acho que economia vai crescer 7% e vamos gerar mais de 2 milhões
de empregos (em 2010)", disse.
O ministro disse ainda que, hoje, o "grande gargalo" na área
do mercado de trabalho é o profissional qualificado. "Às
vezes, você tem emprego, mas não tem trabalhador
qualificado. É sapato apertado, cobertor curto",
disse o ministro, destacando que há muitos anos não
havia no Brasil programas de qualificação profissional
e que, em 2009, cerca de dois milhões de trabalhadores
foram atendidos por estes programas do governo, o que ainda é pouco
na sua avaliação.
"Precisávamos ter capacidade de qualificar, todo
ano, entre três e quatro milhões de trabalhadores.
Mas, isso não acontece de uma hora para outra", disse,
ressaltando a necessidade e a importância das escolas técnicas. "Ainda
estamos aquém do que realmente precisamos", admitiu.
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Agência Câmara,
7 de janeiro de 2010
Proposta garante estabilidade ao pai durante gravidez de esposa
Edson Santos
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 5936/09, do deputado
Sabino Castelo Branco (PTB-AM), que impede a demissão
sem justa causa do trabalhador cuja esposa esteja grávida
e não tenha estabilidade por sua condição.
A proposta estabelece que o trabalhador deverá apresentar
cópia autenticada do registro do nascimento da criança
até 5 dias após o parto. Ele deverá constar
como pai da criança. Caso não entregue, o trabalhador
poderá ser demitido por justa causa e deverá pagar
ao empregador multa equivalente ao seu salário básico
mensal.
De acordo com o autor, a proteção do recém-nascido
cabe a toda a sociedade. Ele lembra que a Constituição
Federal garante à gestante estabilidade provisória
da confirmação da gravidez até cinco meses
após o parto. Porém, argumenta, essa proteção
só atinge as mães empregadas.
Tramitação
A proposta, em tramitação conclusiva, será analisada
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
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Gazeta do Povo, 6 de janeiro de 2010
Trabalho
R$ 765. É o mínimo
que o governo quer
Mínimo regional sobe até 21,5% | Governo propõe
reajuste acima da inflação para piso que determina
rendimento de 350 mil trabalhadores O governo estadual anunciou ontem a proposta de reajustar em
até 21,5% o valor do salário mínimo regional
paranaense. Se aprovada, a correção vai elevar
as faixas salariais dos atuais R$ 605,52 a R$ 629,45 para R$
663 a R$ 765 – valor 50% acima do salário mínimo
nacional, de R$ 510, em vigor desde o dia 1º de janeiro.
A medida deve beneficiar aproximadamente 350 mil trabalhadores
formais (que têm carteira assinada) de categorias que
não têm acordo coletivo de trabalho ou organização
sindical.
Com o aumento previsto para 2010, o mínimo regional paranaense
deve acumular uma alta três vezes superior à inflação
desde que foi criado, em maio de 2006. As faixas salariais variaram
de R$ 427 a R$ 437,80 em 2006, para R$ 663 a R$ 765 em 2010 – com
aumento entre 55% e 75%. Nesses quatro anos, a inflação
medida pelo IPCA acumula alta aproximada de 18%.
Negociação
Apesar de ter sido anunciada na manhã de ontem com ares
de comício durante a Escola de Governo, a proposta para
o reajuste ainda deve passar por um processo de negociação
com as centrais sindicais antes de ser enviada, na forma de Projeto
de Lei, para a Assembleia Legisla¬tiva em 1º de fevereiro.
Os novos valores, se aprovados, entrar am vigor a partir do dia
1º de maio, mas o governo estuda antecipar o reajuste.
Segundo cálculos do Dieese, o novo mínimo poderá adicionar
mensalmente cerca de R$ 174 milhões na economia paranaense.
Contabilizados os direitos trabalhistas, o valor pode chegar
a R$ 2,3 bilhões no ano, o que representa um potencial
de acréscimo de 1,25% no Produto Interno Bruto (PIB) paranaense. “Este é um
valor de referência, numa estimativa que considera que
o piso regional seja adotado por todos os trabalhadores enquadrados
nas faixas salariais e presume que todo este valor seja direcionado
ao consumo”, pondera o economista do Dieese Cid Cordeiro.
De acordo com o secretário estadual de Planejamento, Ênio
Verri, a definição dos índices de reajuste
levou em consideração os salários médios
de admissão em cada um dos setores sujeitos ao reajuste – ou
seja, foi balizada por valores já praticados no mercado. “Este é um
cálculo absolutamente responsável, baseado em uma
política de desenvolvimento via mercado interno. É preciso
ter um salário mínimo que aqueça o mercado
de consumo interno sem prejudicar as empresas”, justifica.
Segundo o secretário, o governo estadual pretende incorporar
ao projeto de reajuste do mínimo regional de 2010 uma
metodologia que também permita calcular os reajustes nos
próximos anos. É uma ideia semelhante ao projeto
que o governo federal tenta aprovar e que determina o reajuste
do salário mínimo até 2023 com base no crescimento
do PIB do ano anterior mais a inflação dos últimos
12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços
ao Consu¬midor (INPC).
“ Nossa dificuldade, no entanto, está em desenvolver
uma fórmula adequada e em como construir um modelo juridicamente
legal que possa ser incorporado ao projeto. Nossa intenção é chegar
a um formato que leve em conta as características e o
desempenho da economia paranaense”, diz.
Outros estados
Além do Paraná, o salário mínimo
regional também é adotado pelos estados de São
Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com
os índices de 2010, o mínimo paranaense deve figurar
como o segundo mais alto do país, atrás apenas
do fluminense, que prevê uma faixa salarial para advogados
e técnicos em contabilidade no valor de R$ 1.308, ainda
sem o reajuste para o ano de 2010. Ao todo, o Rio de Janeiro
conta com 9 faixas, tendo com base o salário de trabalhadores
rurais, fixado em R$ 487,50.
O Rio Grande do Sul adota quatro faixas, que variam de R$ 511,29
a R$ 556,06. Santa Catarina, onde o mínimo regional passou
a valer no dia 1º de janeiro, as quatro faixas variam de
R$ 587 a R$ 679. Já em São Paulo são três
faixas, que variam de R$ 505 – para trabalhadores domésticos
e da agricultura – a R$ 545 – para trabalhadores
de serviços de higiene e saúde.

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Agência
Diap, 5 de janeiro de 2010
Imposto sindical em pauta no Supremo Tribunal Federal "Além de as centrais possuirem natureza sindical (...), a
Constituição não vincula a receita decorrente
da contribuição a entidades específicas, mas à finalidade
da promoção dos interesses dos trabalhadores, o que é compartilhado
pelas centrais sindicais"
Por Luiz Orlando Carneiro, no Jornal do Brasil
O Supremo Tribunal Federal deverá concluir finalmente, no
início deste ano, o julgamento da ação de
inconstitucionalidade proposta pelo DEM, em abril de 2008, contra
os dispositivos da Lei 11.648/08 que, ao reconhecer as centrais
sindicais como entidades representativas dos trabalhadores, a elas
destinou parcela significativa do imposto sindical.
O julgamento da polêmica questão foi interrompido,
há seis meses, com um pedido de vista do ministro Eros
Grau, quando três de seus colegas - Joaquim Barbosa (relator),
Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso - já tinham acolhido
a tese do partido oposicionista de que a Constituição
só prevê esse tipo de contribuição
obrigatória para as confederações representativas
dos sindicatos, e não para as entidades corporativas mais "políticas" do
que "trabalhistas", como a Central Única dos
Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical.
Os ministros Marco Aurélio e Cármen Lúcia
divergiram da maioria então formada, em maior e menor
extensão, respectivamente.
Eros Grau devolveu à Secretaria do STF o seu pedido de
vista no último dia 6 de novembro, e o julgamento pode
ser retomado em fevereiro ou março. Além de Grau,
faltam votar os ministros Ayres Britto, Ellen Gracie, Celso de
Mello e Gilmar Mendes. O ministro Dias Toffoli está impedido
nesse julgamento, já que se posicionou contra a ação
de inconstitucionalidade ajuizada pelo DEM, na condição
de advogado-geral da União.
A expectativa é que - mesmo por um placar apertado -
o Supremo declare que "os recursos advindos da contribuição
sindical têm finalidade específica, vedada sua utilização
para atividades que extrapolem os limites da respectiva categoria
profissional", como defende o advogado do DEM, Thiago Boverio.
Contestação
Quando chefiava a AGU, o mais novo integrante do STF, Dias Toffoli,
contestou a alegação de que a CUT, a Força
Sindical e outras entidades com o mesmo perfil, por não "possuirem
natureza sindical", não poderiam se beneficiar do
chamado imposto sindical.
De acordo com Toffoli, os dispositivos legais questionados na
ação do DEM são constitucionais, já que "além
de as centrais possuirem natureza sindical (...), a Constituição
não vincula a receita decorrente da contribuição
a entidades específicas, mas à finalidade da promoção
dos interesses dos trabalhadores, o que é compartilhado
pelas centrais sindicais".
A Lei 11.648/08 modificou o artigo 589 da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), e determinou que, na distribuição
da contribuição sindical paga pelos trabalhadores,
a central indicada pelo sindicato, receba 10% do total, ficando
60% para o sindicato correspondente; 15% para a federação;
5% para a confederação; e 10% para a "Conta
Especial Emprego e Salário", do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE).
Na sessão de julgamento de junho do ano passado, o ministro-relator
da ação de inconstitucionalidade, Joaquim Barbosa,
afirmou que a CUT e associações similares "não
fazem parte da estrutura sindical, embora possam exercer papel
importante em negociações de interesse dos trabalhadores".
Assim, "não podem ser sujeito ativo ou destinatário
de receita arrecada com tributo destinado a custear atividades
nas quais as entidades sindicais não podem ser substituídas".
Os ministros Lewandowski e Peluso também entenderam que
o princípio da unicidade sindical previsto na Constituição
não autoriza as centrais sindicais a exercer funções
específicas dos sindicatos e federações.
O ministro Marco Aurélio, que abriu a divergência,
sustentou que as centrais têm representação
efetiva, e citou como exemplo a CUT, à qual estão
filiados, na prática, mais de 1.600 sindicatos.
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BEM PARANÁ,
04 de janeiro de 2010 | Cenofisco Informa
Considerações gerais sobre a comissão interna
de prevenção de acidentes - Cipa
Anara Valéria Terbeck A CLT determina em seu artigo 162 que as empresas deverão
manter serviços especializados em segurança e medicina
do trabalho, conforme normas expedidas pelo Ministério
do Trabalho.
O MTE trouxe as Normas Regulamentadoras de que o presente artigo
trata, como a NR - 5, que traz a obrigatoriedade da Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA,
que tem como finalidade prevenir acidentes e doenças decorrentes
do trabalho, acarretando na preservação da vida
e na promoção da saúde do trabalhador.
A CIPA deverá ser constituída por estabelecimento,
sendo obrigatória para todas as empresas privadas, públicas,
sociedades de economia mista, órgãos da administração
direta e indireta, instituições beneficentes, associações
recreativas, cooperativas, bem como outras instituições
que admitam trabalhadores como empregados.
Deverão compor a CIPA membros eleitos pelos empregados
e membros indicados pelo empregador, sendo que o número
de representantes será de acordo com o dimensionamento
constante no Quadro I da Norma Regulamentadora nº. 5. Considerando
os estabelecimentos que não possuam o número mínimo
de empregados para a constituição da CIPA, deverá ser
designado um responsável para cumprir as determinações
impostas pela NR-5.
Vale ressaltar que os membros eleitos pelos empregados para
cargo de direção da CIPA não poderão
ser demitidos arbitrariamente ou sem justa causa desde a candidatura
até um ano após o final de seu mandato. Convém
mencionar que a mesma regra é aplicada aos suplentes eleitos.
A empresa deverá proporcionar o treinamento para os membros
da CIPA, com os seguintes itens:
· Estudo do ambiente, das condições de
trabalho, bem como dos riscos originados do processo produtivo;
Metodologia de investigação e análise de
acidentes e doenças do trabalho;
Noções sobre acidentes e doenças do trabalho
decorrentes de exposição aos riscos existentes
na empresa;
· Noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida – AIDS, e medidas de prevenção;
· Noções sobre as legislações
trabalhista e previdenciária relativas à segurança
e saúde no trabalho;
· Princípios gerais de higiene do trabalho e de
medidas de controle dos riscos;
· Organização da CIPA e outros assuntos
necessários ao exercício das atribuições
da Comissão.
Dentre as atribuições da CIPA, vale destacar a
elaboração de plano de trabalho que possibilite
a ação preventiva na solução de problemas
de segurança e saúde no trabalho, participação
na implementação e controle da qualidade das medidas
de prevenção necessárias, assim como da
avaliação das prioridades de ação
nos locais de trabalho, verificações nos ambientes
e condições de trabalho visando identificar situações
que possam trazer riscos para a segurança e saúde
dos trabalhadores e divulgação aos trabalhadores
de informações relativas à segurança
e saúde no trabalho.
Dessa forma, todos os estabelecimentos que admitam trabalhadores
como empregados, deverão compor a CIPA conforme os requisitos
estabelecidos na Norma Regulamentadora nº. 5.
* Anara Valéria Terbeck é advogada e consultora
Trabalhista e Previdenciária do Cenofisco – Centro
de Orientação Fiscal.
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Agência
Diap, 3 de janeiro de 2010
IR sofrerá pequena redução em 2010 com correção
da tabela progressiva
Por Adriana Fernandes
A mordida do leão da Receita Federal vai ficar um pouco
menor a partir de 1º de janeiro com a correção
de 4,5% da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).
Prevista em lei desde 2006, a correção vai permitir
um desconto mensal menor do IR no contracheque do trabalhador
que é obrigado a pagar o tributo.
O teto de isenção do IRPF subirá dos atuais
R$ 1.434,59 para R$ 1.499,15, o que deve diminuir o número
de contribuintes que têm imposto a pagar. É que
quem ganha abaixo desse limite está livre do IR.
Desde o início do primeiro mandato do presidente Lula,
em 2003, o limite de isenção subiu R$ 441,15 com
as correções da tabela promovidas pelo Governo.
Naquele ano, o teto de isenção estava em R$ 1058.
A nova tabela passará a ser cobrada na fonte a partir
de janeiro para o ano calendário de 2010, com declaração
de ajuste do IRPF a ser entregue em 2011.
Para os anos seguintes, não há, por enquanto,
previsão de novos reajustes na tabela, o que deve levar
a uma nova rodada de pressão das centrais sindicais.
Pressão
No Governo Lula, as centrais ampliaram a pressão por
uma correção permanente da tabela do IR e conseguiram
fechar um acordo, em 2006, com o Governo para que fosse aprovada
uma lei com o reajuste de 4,5% por um período de quatro
anos.
Pela nova tabela, o contribuinte com salário mensal entre
R$ 1.499,16 e R$ 2.246,75 está sujeito a menor alíquota,
de 7,5%, com parcela a deduzir de R$ 112,43.
Para os salários na faixa de R$ 2.246,76 a R$ 2.295,70,
a alíquota é 15% e a dedução de R$
280,94.
Na terceira faixa, com alíquota de 22,5%, estão
os contribuintes com salário entre R$ 2.995,71 e R$ 3.743,19
e dedução de R$ 505,62.
Acima de R$ 3.743,19, a dedução será de
R$ 692,78 e alíquota, de 27,5%.
Em 2009, começou a vigorar as duas novas faixas de alíquotas
de 7,5% e 22,5%. A declaração de ajuste do IRPF
do ano calendário de 2009 terá que ser entregue
a partir de março do ano que vem.
A Receita Federal já divulgou o modelo da Declaração
do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) e o programa de computador
para as empresas recolherem o IR dos seus funcionários.
Malha fina
O coordenador de Arrecadação e Cobrança
da Receita Federal, Marcelo Lins, alertou ontem as empresas a
terem cuidado com a apresentação dos dados da Dirf.
É comum a pessoa física cair na malha fina por
discrepância de informação entre os dados
apresentados pelas empresas e o próprio contribuinte na
declaração de ajuste do IRPF.
Para o ano que vem, o coordenador informou que a Receita vai
aprimorar os sistemas de interação do contribuinte
com o Fisco.
Segundo ele, ao longo deste ano cinco milhões de contribuintes
criaram códigos de acesso eletrônico ao portal da
Receita. No portal, o contribuinte pode, por exemplo, verificar
pendências, acompanhar o pagamento do imposto e parcelar
possíveis débitos em atraso.
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Gazeta do Povo, 2 de janeiro de 2010
Perspectiva
Quem terá um feliz ano novo
Analistas esperam retomada dos investimentos
em 2010, principalmente em setores como construção civil, petróleo
e gás e turismo
Depois de um ano de incertezas, as empresas prometem retomar a
rota de crescimento, com ampliação de investimentos
e geração de mais empregos em 2010. A economia deve
voltar a girar, puxada por setores como construção,
petróleo e gás, turismo, agronegócio e de
bens de consumo, apostam analistas ouvidos pela Gazeta do Povo.
Uma pesquisa da consultoria Deloitte revela que 95% das empresas
esperam crescimento de receita em 2010, contra um índice
de 69% nesse ano. A projeção é de um crescimento
de 14% em faturamento. O levantamento, que ouviu 573 empresas
em todo o Brasil que juntas faturam perto de R$ 500 bilhões,
revela que a imensa maioria – 90% – projeta ampliação
de investimentos em 2010.
“ A crise acabou não sendo tão agressiva
no Brasil como foi em outras partes do mundo, o que reforça
o otimismo para 2010”, diz José Paulo Rocha, sócio
da área de Corporate Finance da Deloitte. De acordo com
o levantamento, os setores de petróleo e gás – que
devem ser beneficiados pela recente descoberta de reservas na
camada de pré-sal – e de construção
civil serão os segmentos que mais vão gerar negócios
em 2010.
No Paraná, o setor de petróleo lidera investimentos,
com a ampliação da Refinaria Presidente Getúlio
Vargas (Repar), que deve absorver R$ 9 bilhões até 2012.
Segundo o gerente geral da refinaria, João Adolfo Oderich,
já há estudos para um próximo ciclo de investimentos
em ampliação para a refinaria. “Não
vamos parar por aí”, diz.
Embalada pelo crédito e pelos juros mais baixos e pelas
obras de infraestrutura, a construção civil deve
ter mais um ano de desempenho forte em 2010. Uma projeção
da Fundação Getúlio Vargas (FGV) prevê que
o Produto Interno Bruto (PIB) do setor avance 9% em 2010. “As
empresas vão acelerar lançamentos no próximo
ano. Em 2009, por conta da crise, as construtoras seguraram um
pouco a colocação de novos imóveis no mercado”,
diz Marcos Kahtalian, consultor do Sindicato da Indústria
da Construção Civil (Sinduscon) no Paraná.
Na avaliação do economista Gilmar Mendes Lourenço,
professor do Centro Universitário Fae, basicamente dois
grupos de setores devem ter destaque em 2010. O primeiro está relacionado
diretamente à combinação de renda, crédito
e emprego. Neste bloco estão os bens de consumo duráveis – como
eletrodomésticos, automóveis e móveis, que
também contam com o benefício da redução
do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além
dos bens não-duráveis, como alimentos e bebidas.
No segundo grupo estão os setores vinculados a gastos
do governo, como os investimentos em infraestrutura. Obras do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que
não saíram do papel devem começar a deslanchar.
Projetos na área de energia, saneamento, de portos e aeroportos
devem movimentar o mercado de construção. “Na
outra ponta, o setor imobiliário deve continuar forte
e se beneficiar da redução dos preços dos
financiamentos”, afirma Lourenço.
Para os empresários ouvidos pela Deloitte, o setor de
Tecnologia da Informação, que praticamente não
foi afetado pela crise, também devem ter destaque. O turismo,
com a preparação para a Copa do Mundo de 2014 e
das Olimpíadas, também deve dar início,
em 2010, a um novo ciclo de investimentos. Os eventos esportivos,
junto com a exploração da camada de pré-sal,
deverão manter a taxa de crescimento do investimento no
setor de infraestrutura em 10% até 2014 – quando
deverão atingir a marca dos R$ 160 bilhões, de
acordo com a Associação Brasileira de Infraestrutura
e Indústria de Base (Abdib).
O agronegócio – que viveu um 2009 difícil
por conta da queda na demanda internacional, do dólar
fraco e dos baixos preços das commodities – deve
ter algum alívio em 2010. As cooperativas do Paraná preveem
aplicar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão neste
ano, principalmente em projetos de infraestrutura, na área
de frangos, suínos e na industrialização
da produção.
A previsão da melhora, ainda que tímida, da economia
global deve ter reflexo em mais encomendas e recuperação
dos preços, segundo o professor Marcio Cruz, do departamento
de economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
De maneira geral, todos os setores terão um ano melhor
do que 2009, mas os analistas ressaltam que os exportadores são
os que ainda terão um ano de desafios. “2010 será,
como o seu antecessor, um bom período para as empresas
que investirem no mercado interno. Quem depende de exportações,
ainda terá que enfrentar algumas dificuldades”,
ressalta. O dólar fraco, favorável às importações,
também permanece uma ameaça para quem tem forte
concorrência com importados, como fornecedores de peças
para o setor de informática, para o mercado automotivo
e para indústrias como têxtil e calçadista.
O turismo no mercado interno também perde espaço
para viagens internacionais, na avaliação de Cruz,
da UFPR.
Haverá uma melhora nas exportações, mas
a recuperação nos mercados compradores não
será suficiente para gerar um comércio internacional
forte. “No próximo ano espera-se uma pequena melhora
no saldo da balança comercial com uma corrente de comércio
(soma das exportações e das importações)
bastante superior a de 2009, que deve ter encerrado com queda
de R$ 90 bilhões em função dos efeitos da
crise”, afirma Alcides Leite Junior, professor de Economia
da Trevisan Escola de Negócios.
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Gazeta do Povo,
1º de janeiro de 2010
reajuste
Valores dos benefícios do INSS serão
reajustados nesta sexta-feira
Valor mínimo do benefício passa a ser de R$ 510 e
máximo pode chegar a R$ 3.416,54
Os ministérios da Fazenda e da Previdência Social
publicaram nesta quinta-feira (31), no Diário Oficial da
União, portaria interministerial com o reajuste dos benefícios
para aposentados e pensionistas, a partir desta sexta-feira (1),
com base na medida provisória editada no último dia
23. O valor mínimo do benefício é de R$ 510,
igual ao valor do salário mínimo.
Acima disso, os benefícios foram reajustados em 6,14%.
Segundo o Ministério da Previdência, o reajuste
dos benefícios acima do valor de um salário mínimo
vai atingir 8,359 milhões de pessoas e representará despesa
adicional estimada em R$ 6,701 bilhões. Com a correção
dos benefícios, o novo teto pago pelo Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS) passa para R$ 3.416,54.
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